Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quinta-feira, setembro 01, 2011

Água de chuva (guacira maciel)

Sonhei?
acho que não...

vivi uma ternura nova
inesperada
amoleci virei água de chuva
morna cristalina adocicada
me vi criança acolhida ancorada
me senti pipa cabeça flutuando pés no chão
por instantes mente em caos coração em confusão...
respirei fundo senti o mundo piquei o bonde
pisei fundo...

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