Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, março 20, 2012

Fome essencial (guacira maciel)

Meu encantamento
e minha perplexidade
encontro
encantos
desencantos
dores e marcas
sem necessitar perdão
silêncios que superam as palavras
que dizem mais no olhar
que falam de mãos entrelaçadas
e uma ânsia do teu corpo
retida na memória das minhas células
meus cabelos esparramados
líquidos sobre almofadas
e essa fome essencial
de ti...

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