Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, maio 31, 2011

Aquece-te ... (guacira maciel)


Não te apresses ...
não dilaceres
o eterno
nas garras fugazes
da paixão...
na voluptuosidade
não cabe a impaciência
aquece-te...
arde na gradual excitação
que antecede
o amor no ato
fundamental antes
amar
um estado de coragem...
colhe a rubra flor dos sentidos
na surpresa do toque
revelado em Vênus
mas tarde-se o fato...

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