Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


segunda-feira, janeiro 11, 2010

Margens (guacira maciel)

A tua lembrança
suave ou caótica
prevalece em meu coração
em minha cabeça
à margem do encontro
entre o rio e o mar
sim
ali ela é possível
num tempo inexistente
como um interregno
estás sempre no limite.
Dos pores de sol
como das auroras
da penumbra
ou círculo de luz dos abajures
da metamorfose da crisálida
e do voejar das borboletas
entre a dor e a felicidade
entre a presença e a saudade
entre os rouxinóis
e os corvos
entre o aprisionar
e a liberdade
entre a aurora boreal
e a tropicália
entre a chegada
e o adeus
entre o zênite e o nadir
entre os demônios e Zeus...

5 comentários:

Uma aprendiz disse...

Oi, moça

Lindo seu poema. Destaco alguns trechos que falam muito ao meu coração.

"...entre a dor e a felicidade
entre a presença e a saudade
entre os rouxinóis
e os corvos
entre o aprisionar
e a liberdade...
e
"... entre a chegada
e o adeus
entre o zênite e o nadir
entre os demônios e Zeus...

Parabéns!

beijos

P.S.: vc pode até não acreditar, mas ainda não consgui colocar meu blog como seguidor do seu kkkkkkk
acho que sou loira mesmo.

Guacira Maciel disse...

Ah!...muito obrigada por seu comentário e pela visita.
Olha, clica em ajuda; lá tem uma boa orientação, para entrar como seguidor.
Beijo.

Naty disse...

Parabéns.
Que lindo poema!
Que palavras lindas e tocantes.

Estou seguindo seu blog.
Com carinho e satisfação.

Show!
Estarei aqui sempre.

Guacira Maciel disse...

Naty, que bom tê-la aqui...obrigada pelo carinho e pela avaliação que fez do meu poema.
Também estarei seguindo o seu blogue e sempre lendo as coisas belas que escreve.
Guacira

O Sibarita disse...

kkkkkk Ô conterrânea da zorra meu senhor do Bonfim! kkkkk

Como escreve fácil a dona moça, cheia de sentimentso que por certo lhe trazem boas recordações...

bjs
O Sibarita