Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sábado, setembro 29, 2012

Inconstante...(Guacira)

Bem o sabes
eu não sou céu
talvez o ar
inconsistente
e só meu suspirar
dará certeza que estou aqui
presente.
Tu
o inconstante mar
que no rugir da enchente invade a areia
que te recebe sempre branda
tentando segurar a maré cheia
Em cada gota tua
estou contida
pois ao invadir os arrecifes
te evaporas em suspiros
e de saudades
me transformo em novas gotas
e me recebes de volta
em teus braços
entre gemidos...

3 comentários:

Evanir disse...

Fico feliz em perceber que certas pessoas,
como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o
melhor de todos os passageiros.
Agradeço a Deus por você fazer parte da minha viagem,
e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado,
com certeza,o vagão é o mesmo.
Com saudades desejo um feliz Domingo,
beijos na sua alma carinhosamente,Evanir.
A Viagem..

Moça disse...

Nossa! que poesia linda!!!
Em cada gota sua estou contida!
amei!!!

bjo

opinandoemtudo.blogspot.com

O Sibarita disse...

Porreta! kkkk Está, né? Ô beleza! kkkkkkk

Se não é céu é terra firme, onde, o amor passeia sem ilusão, né não fia? O céu por vezes se torna ilusionista! kkkkkkkkkk

É isso, um poema retado de dizer que ama e porque ama entre gotas contidas e gemidos, aimôpai! kkkkkk

Muito dez!

O Sibarita