Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, junho 19, 2007

Constatações (guacira maciel)

Você é im
a presença implacável do ser
o impossível
o imponderável

o improvável;
e eu imprevidente
absurdamente aqui
você é ir(r)

o encontro irresponsável
a presença irrequieta
a falta irreparável
a mudança irreversível
e a perda irrecuperável
a mim a oferta irrecusável..
mas ao final
desesperadamente in

o desejo incontrolável
a realização inevitável
o adeus inegociável
em mim
a lembrança inesquecível

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