Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, julho 05, 2011

Coréia do Sul, sempre na vanguarda... (guacira maciel)


Li ontem (4/7/2011), que a Coréia do Sul pretende substituir todos os livros didáticos por versões digitais até 2015. Temos ai um pais que está sempre dando exemplo de vontade política nos investimentos em Educação, por considerar que este é o único caminho para o desenvolvimento de uma nação. Não devemos esquecer que em 1960 a Coréia do Sul tinha uma renda per capta de 900 dólares/ano, metade da praticada no Brasil, e ainda carregava todas as consequências e traumas de uma guerra civil que lhe dizimou a população e arruinou a economia; em 50 anos tornou-se um país desenvolvido, com uma renda que cresceu absurdamente (US$ 30.000 em 2010), permitindo à população alto padrão de vida, e erradicou o analfabetismo, com amplo acesso dos jovens à universidade. Quanto ao alto índice que analfabetismo, como forma de superação desse índice, introduziu uma reforma educacional, investindo maciçamente na Educação da população, incluindo a leitura como quesito fundamental do ensino de alto nível. As Empresas, Fundações e as Famílias se aliaram ao projeto, merecendo registrar que uma das maiores redes com fins educacionais, chama-se Crianças e Bibliotecas. O país hoje está na liderança na aferição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
Quando se falar em reformas, há que se pensar em atacar os problemas fundamentais da Educação, e a leitura se constitui um dos mais importantes...Sem livros e leitura não há povo educado (neste momento não vou aprofundar a questão...). Voltemos à notícia referida no início do texto.

A proposta é muito interessante, porque, além de preservar a Natureza ao economizar papel na impressão de livros didáticos, que lá não tem uma vida util tão fugaz, uma vez que reformas e mudanças de paradigmas são feitos com muito critério pensando-se no coletivo e no futuro do país, também não são as Editoras que ditam as ordens quanto ao que deve ser adotado pelas escolas e muito menos o mercado livreiro...Outro ponto interessante é o acesso irrestrito de toda a população estudantil (neste caso) à tecnologia, se sabemos que aqueles que não a utilizam estão, sumariamente excluídos do acesso ao conhecimento, ao trabalho, ao mundo contemporâneo sob todos os aspectos. Como desdobramento deste, os alunos também têm acesso livre e irrestrito aos livros, mesmo fora dos espaços escolares.

O processo é simples: o governo adquire (cria) uma nuvem, e os interessados usarão os livros através de telas digitais dos tablets ou notebooks, equipamentos que oferecem recursos de ultima geração; essa possibilidade também trará como resultado altamente positivo, o aumento do interesse pelos estudos e pela pesquisa, e ainda torna o ambiente de aprendizagem e a escola atrativos e interessantes...

PS. Considero necessário uma complementação para maior compreensão de alguns: amplamente, computação em nuvem é um processo de utilização e armazenamento da memória e capacidade de armazenamento em serviços que podem ser acessados em qualquer parte do mundo, dispensando a instalação de um programa no computador particular; trata-se de um arquivo remoto ao qual se tem acesso através da Internet. Sendo necessário compatibilidade com os recursos da Internet, o que torna o PC apenas um chip a ela ligado. Entretanto, esse sistema amplia os riscos de invasão do sigilo e da privacidade, para os casos em que os conteúdos da nuvem os exijam; mas não para o uso didático/pedagógico, a não ser pesquisa, creio...















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