<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687</id><updated>2012-02-08T08:00:16.054-08:00</updated><title type='text'>gpoetica</title><subtitle type='html'>Este espaço foi criado para me aproximar das pessoas que têm interesse pela poética, como um mundo de possibilidades a ser conhecido, inclusive, relacionando-o com as chamadas "exatas", que, veremos, não são tão exatas assim. Contém o meu pensar sobre cultura, ciência e sua relação com o mundo, e a chance de um olhar mais amplo sobre ele e suas questões. Está aberto aos comentários, às opiniões divergentes, às discussões e a tudo que nos permita essa amplitude.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>152</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3111629011318893589</id><published>2012-02-08T04:44:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T05:04:20.281-08:00</updated><title type='text'>Conhecimento X Ciência (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Existem nuances do conhecimento que a ciência não explica, ou seja, não há como determinar que só seja ciência o que a razão e o método explicam - mesmo porque os outros caminhos também têm sua lógica, sua filosofia e suas ‘razões’ - é imprescindível dialogar com a subjetividade e suas possibilidades; com os caminhos que só o são depois da passagem do viajante; aqueles que margeiam as ‘autopistas’, que acontecem de forma natural, enriquecidos de estudos autodidatas; além da própria dimensão filosófica, porque somos os sujeitos da história antes de tudo e essa se constitui uma condição primeira, uma condição antecedente, uma vez que temos experiências humanas comprováveis.&lt;br /&gt;Sinto muita insatisfação, uma inquietude muito forte quando percebo o encaminhamento dessas questões com um determinismo que encerra a condição humana de extrapolar os cânones, as bitolas acadêmicas e o cientificismo, muitas vezes bastante estreitos, porque a vida é um arcabouço a ser preenchido quando percorridos os possíveis caminhos, e os sujeitos em suas vivências têm formas diferentes de caminhar, inclusive, porque uma minoria não é dona da verdade e não pode ditar regras para todos, nem encerrar o saber entre grades, se a cada segundo mais, e mais formas diferentes se nos apresentam como possibilidade e se vão incorporando às identidades humanas, cuja porta deverá permanecer sempre entreaberta.&lt;br /&gt;Nós, professores, precisamos nos desencaminhar; como viajantes, precisamos observar o traçado dos cruzamentos, ou das encruzilhadas como outras possíveis formas, criando elas mesmas uma nova retórica, sem essa institucionalização dos sistemas, que emperra, que endurece, que constrói grilhões, restabelecendo o diálogo com uma ciência que no passado já percorreu um caminho único. É preciso lembrar que a (re)organização do cosmo partiu da sua própria desintegração; do caos. Então, propostas de políticas para uma educação que faça sentido, que tenha significado para a juventude só poderá ocorrer se percebermos a necessidade e tivermos a coragem e a força interior de desconstruir, de fazer ruir esse amontoado de propostas, e programas paliativos, sem consciência, compensatórios, emergenciais e inconsistentes, porque pouco profundos e filhos da falta de reflexão e da vaidade de egos delirantes e inflados.&lt;br /&gt;No pensamento de Jacques Derrida¹, ícone da teoria da abordagem pós modernista, na Teoria das Organizações (TO), uma desconstrução que se fundamente no modo de construção original, pode revelar significados ocultos, ou seja, possibilitar a construção de uma outra verdade/interpretação (ainda que temporária) que encaminhe para a pluralidade de discursos, e conseqüente disseminação dessa verdade. Este é o princípio da decomposição; da fatoração matemática (lembram?).&lt;br /&gt;A institucionalização, ou racionalidade com que impregnamos os instrumentos/sistemas, levam ao “aprisionamento das ações sociais, acabando por se refletir na concepção de justiça”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que me fez lembrar Cecília Meireles...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Renova-te&lt;br /&gt;Renasce em ti mesmo.&lt;br /&gt;Multiplica os teus olhos para verem mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3111629011318893589?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3111629011318893589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3111629011318893589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3111629011318893589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3111629011318893589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/02/conhecimento-x-ciencia.html' title='Conhecimento X Ciência (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7519171650806563326</id><published>2012-01-29T10:39:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T17:25:20.854-08:00</updated><title type='text'>Rendilhando (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busco o passo a passo do sentido dos mil sentidos, da aparente perfeição do corte da pedra que sou. Ao olhar atentamente percebo arestas indefinidas, vãs, frágeis, imperfeitas. Tento inutilmente submeter paixões, sentimentos, impulsos, meus desejos... impossível. A alma se prepara para esculpir a pedra, mas se debate em desvãos desconhecidos. Inconformada, passo, então, a existir nas entrelinhas, nos entre espaços, no imponderável. Nessa travessia compulsória sinto as dores das lembranças rendilhando as minhas resistências e conferindo-lhes tonalidades irreconhecíveis...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7519171650806563326?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7519171650806563326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7519171650806563326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7519171650806563326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7519171650806563326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/01/rendilhandoguacira-maciel.html' title='Rendilhando (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3112683383955608089</id><published>2012-01-22T06:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T09:31:16.089-08:00</updated><title type='text'>Inatingível...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para Machado, Saramago, entre outros, ainda que com polêmica, só escreve quem lê, ou a escrita é fruto das leituras que realizamos, ou...não importa... Fui cuidar das unhas em um salão de beleza, na cidade de Senhor do Bonfim, onde fora trabalhar por uns dias e, movida pelo tedioso ambiente, peguei uma revista e comecei a ler aleatoriamente. Então, bati com os olhos em duas reportagens que, aparentemente, não tinham nenhuma relação, mas me levaram numa viagem... e comecei a escrever quase freneticamente em um pequeno pedaço de papel que encontrei sobre uma mesinha. A primeira delas dizia: “porque Gisele Bundchen é inatingível,[...] sem a arruaça venal que contaminou a Internet” ai fala de sua sofisticação, etc. etc. Eu concordei até certo ponto; no todo, a moça tem uma imagem visual linda, é sofisticada, elegante, e quando desfila, adquire um brilho que induz a uma aparição, os cabelos esvoaçantes dão idéia de fuga, que seria como eu representaria a fuga numa imagem, e tal...&lt;br /&gt;Mas a outra reportagem me levou a fazer algumas reflexões sobre o inatingível, e para mim, uma pessoa que traduz a imagem do inatingível é o fantástico Maestro João Carlos Martins. Gente! Que pessoa é essa? A própria encarnação do inatingível na sua fragilidade material, a própria encarnação da superação, da capacidade de resiliência! Inclusive, ao ser inquirido pelo repórter se “dar a volta por cima dá barato?” ele, com a energia que emana da sua imagem (não o conheço pessoalmente, mas bem que gostaria...) respondeu que, “embora isso aconteça, também o leva a ficar emocionalmente mais sensível”, porque,” a cada momento de superação, a cada momento forte em minha vida começo a chorar, porque vejo que é uma conquista interior".&lt;br /&gt;Esse homem é um dos pianistas brasileiros mais conhecidos, e um dos mais conceituados intérpretes de Bach ao piano, uma sensibilidade tão à flor da pele que lhe dá asas, e que poderia ser atingida por tanto sofrimento, mas que, ao contrário, o fortalece e o faz buscar outros caminhos para expressar sua Arte, quando o anterior lhe é negado pelas contingências da vida.&lt;br /&gt;Um lutador, e também um exemplo de amor e respeito à vida, e compreensão do seu transcendente e importante papel no Universo; em 1965, levou um tombo brutal no futebol e as conseqüências o levaram a interromper a carreira em 1970; voltando, mesmo com os movimentos comprometidos, continuou a realizar seu magnífico trabalho, quando uma pancada na cabeça durante um assalto lhe imobilizou totalmente o movimento das mãos; não bastando, em 2002 um tumor na mão esquerda parecia ter dado o golpe de misericórdia em sua atuação, porém, não satisfeito e movido por seu espírito superior, retorna esse lutador como maestro, com uma energia, uma entrega admirável; com maior sensibilidade, se isso fosse possível...Na verdade, ele usou a batuta com uma força e uma delicadeza descomunais para orquestrar a sinfonia da própria vida, e nos dar a felicidade que poucos conseguiriam na área...Palmas para o Maestro João Carlos Martins, um homem de espírito inatingível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3112683383955608089?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3112683383955608089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3112683383955608089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3112683383955608089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3112683383955608089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/01/superacaoguacira-maciel.html' title='Inatingível...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3513144717744315649</id><published>2012-01-17T06:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T06:27:18.125-08:00</updated><title type='text'>Uma rosa...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não sou apenas uma rosa&lt;br /&gt;do Oriente emerge o meu mistério&lt;br /&gt;anêmona divina&lt;br /&gt;cupido deu-me espinhos&lt;br /&gt;que me protegem a inocência&lt;br /&gt;sou taça onde as almas sorvem o líquido primordial&lt;br /&gt;e se embriaga o homem&lt;br /&gt;guardo em mim&lt;br /&gt;o segredo do sagrado&lt;br /&gt;e a volúpia do profano&lt;br /&gt;na rubra entrega da carne, sangue e sexo&lt;br /&gt;contida em meus perfumes&lt;br /&gt;endorfina que satisfaz os mil sentidos&lt;br /&gt;fêmina divina&lt;br /&gt;sagrado gineceu&lt;br /&gt;na alquimia ancestre&lt;br /&gt;se alva&lt;br /&gt;símbolo da pequena obra&lt;br /&gt;se rubra&lt;br /&gt;tinta pelo sangue de Afrodite&lt;br /&gt;gota a gota derramado sobre seu amado&lt;br /&gt;sou a Pedra Filosofal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3513144717744315649?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3513144717744315649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3513144717744315649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3513144717744315649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3513144717744315649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/01/uma-rosaguacira-maciel.html' title='Uma rosa...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1753313543474046550</id><published>2012-01-13T15:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T04:05:50.241-08:00</updated><title type='text'>Rua Chile (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ponto de encontro obrigatório das elites econômicas, políticas, sociais e intelectuais da Bahia, essa rua merece, por certo, espaço especial aqui, não só por ter sido palco onde foram tomadas importantes decisões para a vida do estado e do país, como também por ter sido ribalta de boa parte da vida dos protagonistas de uma história de amor que está sendo contada no meu próximo livro, sobre o qual já postei aqui alguns fragmentos, cujo título é “Cruz do meu Rosário; um amor na Chapada”. Ali, nos cassinos e “castelos”, meu irreverente personagem perdeu boa parte das duas fortunas que herdara.&lt;br /&gt;Inaugurada em julho de 1902, pelo então governador José Joaquim de Seabra, a Rua Chile, antes chamada Rua Direita do Palácio, por causa da proximidade do Palácio Rio Branco, antiga sede do governo do estado, onde tudo acontecia, tinha sua iluminação feita a gás e calçadas de piso vitrificado, até pouco tempo visível em frente à Farmácia Chile. Era o “point” político por causa da vizinhança das sedes do governo municipal e estadual, assim como dos consultórios médico-odontológicos da sociedade; repartições públicas; Confeitaria Chile e Café das Meninas, onde se davam os outros “encontros”.&lt;br /&gt;Entre seus frequentadores assíduos encontrava-se Carlos Chiaccio, que além de médico, era uma das mais importantes figuras do movimento artístico da Bahia, tendo, inclusive, sido o fundador da Ala das Letras e Artes, cuja sede se localizava sobre o Café das Meninas. Pode-se perceber o grande envolvimento das mulheres que não eram incluídas na sociedade entendida como de elite, com a vida cultural e política do país, uma vez que muitas confidências eram feitas e outros tantos aconselhamentos...&lt;br /&gt;Dentre as presenças femininas nas rodas intelectuais (e não das futilidades), duas foram consideradas revolucionárias: Yvone Mangabeira, artista -tocava harpa- (e precursora do uso de pulseirinha na perna). A outra, Nilda Spencer, era atriz e irmã do jornalista Nilson de Oliva César, o Pixoxó. Segundo o jornalista, poeta e advogado, Jehová de Carvalho, a “baianidade era mais cultural; a conduta da cidade era mais vinculada à Europa. Veja que cardápio era menu e que com todo o calor, se usava terno de casemira, chapéu e gravata” (fundamental...o clima era muito mais ameno e ainda estávamos consolidando uma cultura com a cara brasileira e baiana).&lt;br /&gt;A Rua Chile foi um espaço de decisões políticas e formação de movimentos culturais, mas também ditou moda e comercializou todos os apetrechos de luxo, necessários à confecção de vestidos e ternos, luvas e chapéus. Na casa de chá, situada na Loja Duas Américas, era obrigatória a presença das elegantes que não tinham muitas opções de lazer, e queriam ver e serem vistas. Lá, as orquestras se apresentavam em primeira mão. A velha Confeitaria Chile, fechada na década de 50, fundada por Felício Daminco, um italiano que aqui chegou como sapateiro, tinha por atração a primeira e maior orquestra da Bahia, a Jaze Jonas (leia-se Jazz), que ali começou sua carreira; um dos seus mais assíduos freqüentadores virou personagem de livro de Jorge Amado, era Euvaldo Pires de Albuquerque, o Vadinho, de Dona Flor e seus dois Maridos.&lt;br /&gt;Aliás, essa rua teve outras figuras folclóricas, como Nair, a Mulher de Roxo (Florinda Grandwzester) que, segundo os mais antigos, era frequentadora assídua dos chás de fim de tarde da Confeitaria Chile; vestia-se bem e era uma das mulheres mais cortejadas por seu charme e beleza. Dizem que por causa de um noivado mal sucedido, terminou perambulando por essa rua, vestida de roxo ou branco, o rosto exageradamente pintado e pedindo esmolas. Ainda posso lembrar de como fazia isso: “menina bonita, me dá um dinheirinho aí...”&lt;br /&gt;O ponto mais fervilhante da rua, era o trecho compreendido entre a Livraria Civilização Brasileira e o Hotel Meridional. O proprietário da livraria era Dermeval Chaves e tudo que acontecia na cidade repercutia nessa casa frequentada por expoentes das letras e artes, como Edgar Mata Pinto de Carvalho, presidente da Academia de Letras, e Walter da Silveira, pioneiro nos estudos sobre cinema na Bahia. O Jornal A Tarde funcionava no prédio da Praça Castro Alves, ali pertinho, e seus jornalistas circulavam pela Rua Chile, reunindo-se com seus pares do Diário de Notícias, assim como o pessoal do Jornal da Bahia, que funcionava na Barroquinha, tendo no seu primeiro quadro de profissionais, o famoso cineasta Glauber Rocha.&lt;br /&gt;Também grandes “castelos” fizeram parte da sua história; um dos mais conhecidos, o de Dionísia, ficava estrategicamente ao lado do Café das Meninas, além de outro que ficava ao lado de um restaurante na Rua Pau da Bandeira. Suas mulheres tinham assistência médica e atendiam homens importantes, com hora marcada; o “estabelecimento” de Arlete também ficou marcado e foi ali que o cineasta Glauber Rocha idealizou muitos dos seus filmes.&lt;br /&gt;O cinema também se constituiu um elo profundo entre a vida do irreverente personagem do livro e a famosa Rua Chile. Aficcionado da sétima arte, tocador de piano (de ouvido), pé de valsa e grande assobiador, sentia necessidade de vir da Chapada para a capital com frequência quase mensal, para assistir a todos os filmes, e a “via sacra” começava nas matinais de qualquer dia, passando por todas as salas, incansável, até a última sessão, que era a da meia-noite. Quando tinha filhos pequenos, trazia-os junto com suas tralhas e babás, pois sua amada não perderia uma oportunidade daquelas para fazer todas as luxuosas compras na Casa Sloper; capricho que ele satisfazia encantado, porque assim ela o deixava livre para se dedicar à sua segunda paixão, o cinema.&lt;br /&gt;Hospedavam-se todos num dos dois melhores hotéis da época, que se localiza na própria Rua Chile: o Meridional; o outro era o Pálace, seu preferido, e também dos possuidores das grandes fortunas e das personalidades, por ser o mais luxuoso da cidade e onde funcionava, ainda, um belo cassino.&lt;br /&gt;Como o dinheiro nunca se constituiu problema para nosso artista, nessas ocasiões detonava verdadeiras fortunas com a viagem; “carro de aluguel” (ainda não existiam táxis), contratado para servir à família por todo o tempo em que permanecessem na capital; entretenimento para as crianças e mais, quantias significativas que dava à mulher para comprar todas as novidades chegadas da Europa (incluindo-se as peles, por causa do frio da Chapada, onde se vivia com luxo), obtendo, assim, sua cumplicidade sem reclamações, quando desaparecia na penumbra dos cinemas, sem dar qualquer notícia até o término da última sessão.&lt;br /&gt;Aí, chegava exausto e feliz, com a perspectiva de repetir a dose no dia seguinte, sabendo que a mulher e as crianças também estariam felizes por verem satisfeitos seus menores desejos: as crianças, ganho todas as novidades em brinquedos importados e terem ido aos espaços infantis disponíveis à época e sua mãe, ah!... Sua mãe por ter-se deleitado ao devorar os finos doces das casas de chá, que lhe lembravam seu tempo de moça de sociedade, assim como todo o estoque de vestidos, “lingerie” e cosméticos de Helena Rubnstein, importados pela loja feminina mais chic da época, cujo endereço era na própria Rua Chile.&lt;br /&gt;Quando todos estavam saciados: as crianças enjoadas da vida em hotel, das roupas que as deixavam pouco à vontade, da falta de espaço pra correr e brincar com os amigos; sua mãe cansada de consumir com voracidade as quinquilharias de altos preços; ele porque já não tinha filme para assistir e porque já havia deixado nos panos verdes dos cassinos, pequenas fortunas. Era hora de voltar para casa, na Chapada, onde a vida também lhe corria mansa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1753313543474046550?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1753313543474046550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1753313543474046550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1753313543474046550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1753313543474046550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/01/rua-chile-guacira-maciel.html' title='Rua Chile (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4337398154964187990</id><published>2012-01-10T06:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T03:04:46.572-08:00</updated><title type='text'>Veleiro...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;triste&lt;br /&gt;o nostálgico e colorido veleiro...&lt;br /&gt;velas outrora enfunadas&lt;br /&gt;pela sensualidade dos ventos&lt;br /&gt;são agora farrapos&lt;br /&gt;de uma nave fantasma&lt;br /&gt;abandonado&lt;br /&gt;afetado pelo sopro de uma brisa qualquer&lt;br /&gt;ocasional e frágil&lt;br /&gt;tentando resistir ao brutal embate&lt;br /&gt;esvai-se na travessia&lt;br /&gt;a navegar&lt;br /&gt;cego&lt;br /&gt;sob o céu lilás do entardecer&lt;br /&gt;sem vontade&lt;br /&gt;arrastado pelas correntes&lt;br /&gt;rendido a quem lhe indica o caminho&lt;br /&gt;e embora beirando os limites&lt;br /&gt;cego às belas paisagens costeiras&lt;br /&gt;vestidas de verde&lt;br /&gt;e refletidas nas pequenas vagas&lt;br /&gt;que dão sentido às marés... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4337398154964187990?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4337398154964187990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4337398154964187990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4337398154964187990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4337398154964187990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2012/01/veleiroguacira-maciel.html' title='Veleiro...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5747069827805100021</id><published>2011-12-31T07:19:00.000-08:00</published><updated>2011-12-31T07:27:34.724-08:00</updated><title type='text'>FELIZ ANO NOVO!</title><content type='html'>Desejo a cada um dos meus leitores, esteja onde estiver, pois a linguagem do amor é universal, não importando em que idioma ele seja expresso...&lt;br /&gt;"Que o caminho seja brando aos teus pés; que o vento sopre leve em teus ombros; que o sol brilhe cálido em tua face; que as chuvas caiam serenas em teus campos; e, até que eu de novo te veja, que DEUS te carregue na palma das mãos" (Oração Celta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinhosamente,&lt;br /&gt;Guacira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5747069827805100021?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5747069827805100021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5747069827805100021' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5747069827805100021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5747069827805100021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/feliz-ano-novo.html' title='FELIZ ANO NOVO!'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7445292197632995358</id><published>2011-12-28T09:16:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T10:25:00.899-08:00</updated><title type='text'>DIREITOS HUMANOS...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não tenho o hábito de colocar aqui postagens desta ordem por ser este um blog com outra proposta, mas não pude me isentar quando li ISTO que recebi por email...Nos intitulamos "povo pacífico" mas, como já disse antes, os conceitos são perigosos e...tendenciosos... não seríamos um povo passivo? Onde estão as consciências? debaixo do tapete também? Sou educadora e a poucos dias vi, pessoalmente, crianças que vão à escola (quando vão...) caminhando por léguas e léguas a pé, com a lama na altura dos joelhos, sem sequer colocar no estômago um pedaço de pão seco; em lá chegando não têm uma carteira de estudos decente para sentar, material didático para estudar e, às vezes, nem água para beber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romário:&lt;br /&gt;"QUE PAÍS É ESSE?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte de entrevista do ROMÁRIO ao jornalista Cosme Rimoli - TV Record .&lt;br /&gt;- Você foi recebido com preconceito em Brasília?&lt;br /&gt;"Olha, vou ser claro para quem ler entender como as coisas são. Há o burro, aquele que não entende o que acontece ao redor. E há o ignorante, que não teve tempo de aprender. Não houve preconceito comigo porque não sou nem uma coisa nem outra. Mesmo tendo a rotina de um grande jogador que fui, nunca deixei de me informar, estudar. Vim de uma família muito humilde. Nasci na favela. Meu pai, que está no céu, e minha mãe ralaram para me dar além de comida, educação. Consciência das coisas... Não só joguei futebol. Frequentei dois anos de faculdade de Educação Física. E dois de moda. Sim, moda. Sempre gostei de roupa, de me vestir bem. Queria entender como as roupas eram feitas. Mas isso é o de menos. O que importa é que esta sede de conhecimento me deu preparo para ser uma pessoa consciente... Preparada para a vida. E insisto em uma tese em Brasília, com os outros deputados. O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais".&lt;br /&gt;- Essa ignorância ajuda a corrupção? Por exemplo, que legado deixou o Pan do Rio?&lt;br /&gt;"não tenha dúvidas que a ignorância é parceira da corrupção. Os gastos previstos para o Pan do Rio eram de, no máximo, R$ 400 milhões. Foram gastos R$ 3,5 bilhões. Vou dar um testemunho que nunca dei. Comprei alguns apartamentos na Vila Panamericana do Rio como investimento. A melhor coisa que fiz foi vender esses apartamentos rapidamente. Sabe por quê? A Vila do Pan foi construída em cima de um pântano. Está afundando. O Velódromo caríssimo está abandonado. Assim como o Complexo Aquático Maria Lenk... É um escândalo! Uma vergonha! Todos fingem não enxergar. Alguém ganhou muito dinheiro com o Panamericano do Rio. A ignorância da população é que deixa essa gente safada sossegada. Sabe que ninguém vai cobrar nada das autoridades. A população não sabe da força que tem. Por isso que defendo os professores. Não temos base cultural nem para entender o que acontece ao nosso lado. E muito menos para perceber a força que temos. Para que gente poderosa vai querer a população consciente? O Pan do Rio custou quatro vezes mais do que este do México. Não deixou legado algum e ninguém abre a boca para reclamar".&lt;br /&gt;- Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos...&lt;br /&gt;"Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil".&lt;br /&gt;- São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?&lt;br /&gt;"Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto... E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil. No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos. Nem terá. Prometem, falam, garantem mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla".&lt;br /&gt;- O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos. E entregue para um clube particular.&lt;br /&gt;"Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar. Não deveria haver conversa de politico que convencesse a todos a aceitar. Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa".&lt;br /&gt;- A Fifa vai fazer o que quer com o Brasil?&lt;br /&gt;"Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa. Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio. O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir".&lt;br /&gt;- Ricardo Teixeira tem condições de comandar o processo do Mundial de 2014?&lt;br /&gt;"Não tem de saúde. Eu falei há mais de quatro meses que ele não suportaria a pressão. Ser presidente da CBF e do Comitê Organizador Local é demais para qualquer um. Ainda mais com a idade que ele tem. Não deu outra. Caiu no hospital. E ainda diz que vai levar esse processo até o final. Eu acho um absurdo.&lt;br /&gt;- Muito além da saúde de Ricardo Teixeira. Você acha que pelas várias denúncias, investigações da Polícia Federal... Ele tem condições morais de comandar a organização Copa no Brasil?&lt;br /&gt;"Não. O Ricardo Teixeira não tem condições morais de organizar a Copa. Não até provar que é inocente. Que não tem cabimento nenhuma das denúncias. Até lá, não tem condições morais de estar no comando de todo o processo. Muito menos do futebol brasileiro... "&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entrevista concedida ao repórter Cosme Rímoli, da TV Record.&lt;br /&gt;"A África apresentou há alguns meses atrás o resultado final da Copa do Mundo: deu prejuízo e grande. Agora é a vez do Brasil. Fifa, CBF, políticos e os empreiteiros vão ganhar muito dinheiro. E o povo? Nada como sempre!&lt;br /&gt;Apenas terá a obrigação de contribuir para pagar a conta.&lt;br /&gt;Precisamos virar a cara para esses eventos literalmente sujos e mafiosos.&lt;br /&gt;Quem teve a idéia de promover, o evento em nosso país, alguém sabe?&lt;br /&gt;O Brasil é uma farsa, como sempre irá jogar a sujeira para debaixo do tapete. "&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7445292197632995358?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7445292197632995358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7445292197632995358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7445292197632995358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7445292197632995358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/direitos-humanos.html' title='DIREITOS HUMANOS...'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1966003935831379133</id><published>2011-12-18T15:38:00.003-08:00</published><updated>2012-01-25T16:58:51.497-08:00</updated><title type='text'>Conceito X Preconceito X Direitos Humanos (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A alguns meses, assistindo a um episódio do programa “Low and Order”, da Universal, fui tomada por um forte sentimento de perplexidade e revolta quando um pedófilo, ao ser preso pela dupla de detetives, disse, indignado, estar sendo vítima de preconceito.&lt;br /&gt;Na minha concepção os conceitos precisam ser situados com certos cuidados para não se tornarem restritivos, mas também não serem aplicados como regra geral, sem reflexão, sem análise, sem respeito às especificidades das situações. Descritos como uma produção do âmbito da linguagem, não parece que possam atingir a complexidade dos sentimentos e dos comportamentos.&lt;br /&gt;Me perguntei, então, qual o conceito de pedofilia que teria sido usado na visão dessa pessoa, mesmo que tenha sido um filme, embora ao comentar a questão com alguns amigos, o fato também já fosse do conhecimento e não, apenas, discutido no contexto de um filme, mas da vida real...&lt;br /&gt;Não se trata de preconceito, que não caberia neste caso, indiscutivelmente; entendo ser preciso que esses assuntos sejam discutidos pela sociedade, pela família com mais abertura e ampla divulgação, ainda que apresentados em filmes, embora existam submersos e apaniguados em alguns ambientes bem específicos, como todos sabemos... A própria ciência oferece o tratamento chamado “castração química” para pedófilos, que, em se tratando de predadores, não deverá ser ofertado como opção. Para a Psicologia a pedofilia é uma perversão sexual em que a atração dessa ordem é dirigida para “crianças pré púberes”, e nestes casos, para a OMS, até “adolescentes de 16 e 17 anos podem ser considerados pedófilos, se tiverem uma atração persistente por crianças, pelo menos, 5 anos mais novas”, imagina adultos, que cada vez mais se interessam e violam a dignidade, a inocência de crianças com idades ainda menores... Uma criança não tem maturidade para entender a profunda violência, com desastrosas consequências para a sua vida, que envolve um ato desses; um ato que traz profundas consequências para toda a sua vida; maturidade para que seja classificado como consensual, ato amoroso... como dizem cinicamente os pedófilos.&lt;br /&gt;A pedofilia é, assim, considerada pela ciência uma desordem mental e de personalidade do adulto, e um desvio, pela OMS. O ato sexual entre adultos e crianças é crime, assim como o é, o assédio, a divulgação, a apologia, e outras atitudes não mencionadas que possam ser praticadas por “alguém em quem uma criança confia, gerando a possibilidade de desenvolver conflitos entre a lealdade e a percepção de que essas atitudes são más, e pode ser ainda mais grave por desenvolver um profundo sentimento de solidão e abandono”, além do ato violento e destrutivo em si.Tudo está previsto e descrito na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (1989), aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas.&lt;br /&gt;Orientação sexual, como se refere o personagem do filme, diferente do ato pedófilo, é caracterizado como atração por pessoas do mesmo sexo, sexo oposto, ou por ambos os sexos e não se associa por atração por crianças, pois estas são diferentes dos adultos tanto física, como emocional, como psicologicamente, para que se pense em classificá-la como orientação sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1966003935831379133?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1966003935831379133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1966003935831379133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1966003935831379133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1966003935831379133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/conceito-x-preconceito-x-direitos.html' title='Conceito X Preconceito X Direitos Humanos (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8969219537779580370</id><published>2011-12-16T07:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T04:08:37.107-08:00</updated><title type='text'>A representação para o imaginário...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje pela manhã tomava calmamente o meu cafezinho descafeinado e fumegante, enquanto pensava no significado nada ortodoxo que os números têm para mim... sempre tive uma percepção algo esquisita sobre eles, mas essas reflexões me vieram à mente mais uma vez hoje, porque, como sempre faço todas as noites, dei uma olhada aqui no blog e vi o número de votos que, milagrosamente, ainda está sendo registrado (obrigada...), uma vez que a votação para o "Concurso TOPBLOG 2011" foi encerrada e os três finalistas escolhidos. Devo dizer que valorizo muito o fato de votarem em meu blog, porque isso se traduz em retorno e incentivo ao meu empenho para escrever mais, buscando imprimir sempre mais qualidade aos textos.&lt;br /&gt;Bem...voltemos aos números e à impressão estranha que me causam...tenho aguda percepção de que quinhentos e quarenta e três ou sete...setecentos e trinta e cinco, oito, etc... não importa, são maiores que seiscentos; oitocentos, novecentos e por ai vai, porque entendo-os sempre abertos para a infinitude, para outras possibilidades, aliado à certa sonoridade que também é muito importante nesse processo...Posso explicar: os zeros me dão a idéia de fim, de restrição, de impossibilidade...&lt;br /&gt;Sei que isso poderá parecer incompreensível, incongruente, etc; aliás, me perdoem os matemáticos, mas isso é muito forte e vivo em minha imaginação. Não gosto de nada fechado, acabado...até porque, mesmo que o zero não seja um conjunto vazio, e sei que não é...ele me encaminha à percepção de algo concluído e com restrição ao infinito; elemento de um universo que pressupõe limite, e a representação numérica sem ele me dá a sensação de liberdade, de possibilidades, de caminhar...Mas não pensem que não sei ou deixe de valorizar a importância que o zero tem, estando à direita de uma representação qualquer, como no meu salário, por exemplo...ali, eles serão sempre bem vindos e aceito tantos quantos quiserem acrescentar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8969219537779580370?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8969219537779580370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8969219537779580370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8969219537779580370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8969219537779580370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/representacao-para-o-imaginarioguacira.html' title='A representação para o imaginário...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6433877523788700161</id><published>2011-12-10T18:04:00.000-08:00</published><updated>2011-12-11T06:55:37.862-08:00</updated><title type='text'>O encanto se desfaz (cap. de Cruz do meu Rosário...)  guacira maciel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Daquela luta, só conhecia o brilho dos diamantes já lapidados, que lhe garantiam toda sorte de luxos.&lt;br /&gt;O encanto de Carlos se devia ao fato de muitas e muitas vezes ter ficado embevecido a ouvir as estórias contadas pelos tropeiros ao final do dia - após intermináveis semanas de confinamento na serra - sentados nas mesinhas toscas dos botecos tomando cachaça de má qualidade. Eram, na verdade, fantasias elocubradas naquele isolamento como forma de se protegerem da loucura absoluta, sobre o duro dia a dia vivido nas grotas, sem sequer perceberem que suas vidas se esvaiam junto com o suor que lhes brotava da pele crestada pelo sol implacável durante verões que chegavam à beira dos infernos, acrescidos da temperatura interna dos seus corpos tensos; pelo frio de rachar dos invernos, ou das noites de qualquer estação, já que a região, como acontece nos desertos, tem noites extremamente frias e úmidas. Naquele cenário dantesco eles iam gradualmente esquecendo da própria humanidade, cabendo ao delírio preservar apenas a sobrevivência que mantinha o sonho, como uma tênue chama, e assim, criavam uma supra realidade que gestava a esperança do tal bambúrrio. Mas muitos não sobreviviam, inclusive por causa da violência que se impunha naquela realidade, ou se mantinham em condição de seguirem, apenas, como elemento de combustão para a mortal lavra; então, à medida que os 'fortes' iam perdendo a saúde , eram substituídos por corpos jovens (apenas corpos...) e saudáveis. Para a imensa maioria, a velhice prematura chegava e ainda encontrava uma delirante esperança de riqueza. Numa dessas turmas de recém chegados encontrava-se Carlos, cujo sobrenome era totalmente desconhecido; era perigoso ter sua identidade de filho do patrão divulgada. Naquele ambiente não havia necessidade dessas considerações; pelo menos ali, podia-se dizer que existia igualdade, nem que fosse de uma forma que os tornava desiguais em relação aos outros seres humanos.&lt;br /&gt;Então, Carlos presenciara uma realidade inimaginável; sempre pensara na lavra do diamante como uma grande aventura, cheia de emoções quixotescas... Algumas vezes, encontrando-se perto de garimpeiros ele ouvia conversas à meia voz, nos raros momentos em que se davam o luxo de sonhar com planos de futuro:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Seu Zequinha, o qui o sinhô vai fazê primero quando incontrá aquele bichão piscando com uns oio de todas cor qui se pode pensá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Home, diz só a primera qui ocê tem na cabeça; eu, por mim, já sei o que vô fazê...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Intão conta aí!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Eu dô um berro como a fera qui sô; um urro das onça qui nois ovia vim de dentro da mata quando ia caçá... -- Onça? aquilo era jaguatirica, qui aqui num tem onça das verdadera mermo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- É, eu sei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Mas ocê só vai berrá qui nem a jaguatirica? é poco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Não... depois eu disimbesto nesse mundão de meu Deus, qui nunca mais ocês bota os oio n'eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- É... eu sei...e depois de ocê encher o rabo de toda cachaça e cumê todas as puta do arraiá, vorta morto de fome pra cumeçá tudinho otra vez. Eu sô mais veio qui ocê e já vi minino fazê o mermo e depois vortá chorano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- O quê? cumigo não!...tô dizendo? eu num vorto nesse inferno é nunca mais; é bastante uma pedrinha das boa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Tá bom... vamo pará com essa cunversa qui o jagunço do coroné tá oiando pensando que nois tá cum arguma tramóia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- O que ocê disse?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Ocê nunca viu falar das coisa qui os pesoá faz pra iscondê uma pedrinha mixuruca, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Conta o sinhô, intão...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Eu sô macaco veio e já vi coisa qui o Todo Puderoso duvida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse momento, faz desajeitadamente o sinal da Cruz e tira respeitosamente da cabeça frangalhos do que fora um chapéu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Apois eu tô dizendo... por essa luz que me alumia, qui muitas vez chamaro o dotô Filício já cheio das cachaça pra tirá do rabo de muito macho aqui, um carbonato de nadinha, que iscondero lá pra robá o dono do garimpo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Vixe Maria!...e o dotô faz isso bebo ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Ôxe! diz o povo, qui quanto mais incharcado, mió ele trabaia; já vi muito macho chorando com as tripa de fora, de tanto tomá olio de rícino pra botá na bosta a pedrinha que robô...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-- Moço!... é mermo verdade, é?&lt;br /&gt;-- Se é? Ôxe! E eu sô cabra de mintira? Isso é nadinha, moço. Tu ainda ta nos cuêro, mas vai vê muita coisa ruim se vivê pra vê...&lt;br /&gt;-- Vixe Maria!! E eu tenho iscoia de outra vida? Vô tê qui ficá é aqui mermo.&lt;br /&gt;---Intão se cuida, macho! Num tenta nem im pensamento robá os home...&lt;br /&gt;---É...&lt;br /&gt;Retrucou, pensativo, o jovem interlocutor. Na verdade, já vinha planejando alguma coisa nessa perspectiva, para abreviar aquela experiência tão sofrida, mas teria que adiar seus planos até se sentir mais seguro... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No domingo do primeiro final de semana, único dia em que podiam dar uma parada para descanso daquela exaustiva labuta, tendo febrilmente preso a uma das mãos um ramo de uma das espécies nativas de desconhecida e belíssima orquídea, Carlos desceu a serra...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6433877523788700161?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6433877523788700161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6433877523788700161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6433877523788700161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6433877523788700161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/o-encanto-se-desfaz-cap-de-cruz-do-meu.html' title='O encanto se desfaz (cap. de Cruz do meu Rosário...)  guacira maciel'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-9104760312949377688</id><published>2011-12-07T10:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T15:25:12.981-08:00</updated><title type='text'>A escola que sonhamos...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Partindo da escola que temos hoje na realidade brasileira, notadamente na Região Nordeste, em que as ausências e carências são as mais elementares, nos propusemos a expor, tomando como referência a realidade virtual – Second Life – a representação da escola que vive no imaginário, principalmente do professor de escola pública, mas que, diante de todos os avanços da ciência e da tecnologia, tem amplas possibilidades de vir a existir. Aliás, sabe-se que essa visão que há pouco tempo era de futuro, já chegou ao requinte de construir comunidades reais, tendo como modelo a realidade da Second Life que é tão fortemente presente em nossas vidas na contemporaneidade.&lt;br /&gt;Para tornar esse sonho factível, um dos pontos fundamentais é desencadear ou estimular o interesse dos educadores em realizá-lo. Para tanto, sabendo-se que há os que não desistem e que, mesmo na maior escassez fazem um bom trabalho, seria fundamental começar por estimular a infância e a juventude a sonhar também e a não desistir. Podendo-se pensar, inclusive, que o que os move a cada dia em que se levantam para um recomeço é imaginar que estão seguindo para mais um dia de trabalho na escola dos seus sonhos. Mas isso só não basta; é preciso diariamente construir condições, ainda que pequenas, através da busca do melhor que podemos oferecer pedagogicamente, de forma a ir minando as resistências dos jovens, dos colegas, dos gestores, da sociedade, até chegar ao ponto, partindo desse micro mundo, de influenciar as políticas amplas voltadas para a educação que sabemos ser possível.&lt;br /&gt;Já conhecemos a fundamental importância da mudança de consciência – toda mudança se inicia na mente – para mudar o que não queremos em nossas vidas. Em sua obra Realtragismo, o jovem escritor, Hiago Rodrigues Reis de Queirós, afirma que a “origem de toda tragédia é o descaso da sociedade frente a uma realidade que apela para ser mudada”. E por acaso, a escola já não se encontra em estertores? O que ainda precisamos esperar que aconteça, o que há de mais trágico que um “professor que finge que ensina e um estudante que finge que aprende?” A nós, professores, cabe grande responsabilidade, porque ainda temos sob nossa influência mentes limpas, puras, algumas das quais, especialmente na escola pública, ainda nos têm como única referência (positiva ou negativa...) e única possibilidade de encaminhá-los a uma realidade menos dura, menos restritiva e avassaladora.&lt;br /&gt;Amplamente, a escola que sonhamos começa por respeitar a vida, as identidades dos sujeitos que transitam seus espaços, sabendo-os diferentes como seres com culturas, origens, grupos sociais, histórias, conhecimentos, bandeiras e sonhos, intrínsecos a essas identidades e ao fenômeno em que se constitui a juventude. A escola que sonhamos reconhecerá o direito de todo ser humano a ter igualdade de oportunidades, significando que “ ninguém pode ser impedido pelo poder político ou jurídico de desenvolver suas faculdades, tendências e personalidade, constituindo-se, assim, uma afirmação das diferenças nas atividades dos indivíduos e em reconhecimento explícito das diferenças econômicas e sociais que emergem da identidade dos homens aos olhos da lei”. Assim, pelo respeito ao direito a ter direitos, e ao pleno desenvolvimento humano começaria esse sonho a tornar-se realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-9104760312949377688?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/9104760312949377688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=9104760312949377688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9104760312949377688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9104760312949377688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/12/escola-que-sonhamosguacira-maciel.html' title='A escola que sonhamos...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5565007014165134747</id><published>2011-11-28T15:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T16:29:10.275-08:00</updated><title type='text'>Aventura intelectual...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Humilde buscadora curiosa, insaciável e ousada como sou, me sinto cada vez mais estimulada em empreender aventuras intelectuais, especialmente confortada pelo que ouvi a quase dois anos de Edgar Morin em palestra: "nos tornamos intelectuais quando enfrentamos problemas humanos, morais, filosóficos, sociais, de forma não especializada [...]. É preciso ter coragem intelectual", e mais, terem existido muito mais curiosos, ousados e aventureiros, como, Galileu, Pitágoras (570 a.C); Anaximandro de Mileto (609-10 a. C); Heráclito de Éfeso, denominado pai da dialética; Demócrito, expoente da teoria atômica, que sistematizou (já àquela época...) o pensamento e a teoria, tendo avançado o conceito sobre a infinitude do universo, e por aí vai... todos, homens pioneiros ousados, criativos estudiosos, que formularam e propuseram teorias sem aval dos doutorados pela academia. Aliás, eu chegaria até Nostradamus; por que não? Mas o meu interesse é aventurar o pensamento, a minha capacidade criativa, a possibilidade de buscar interrelações, usando a minha capacidade de pensar; não tenho interesse em ficar”polindo” o pensamento dos outros. E um bom exercício é buscar convergências entre pensadores soltando o meu próprio pensamento, explorando outros universos; esta é a verdadeira aventura intelectual; o nascimento do pensamento novo, que se dá a partir de um processo exploratório, que pode significar em ultima análise um mergulho no pensar mestiço, plural, ou...pós moderno...&lt;br /&gt;Bem...a essa altura já estarão me classificando de arrogante, pretenciosa ou louca mesmo... Mas é isso aí e talvez, neste caso aqui, possa invocar o “penso, logo, existo...” percebem o que quero dizer? E pergunto: onde se origina o conhecimento, até hoje?? Não é no senso comum? Aliado à prática, às experiências ele é, originalmente ciência, pensamento e pura filosofia; eu não disse Filosofia pura...Segundo o filósofo contemporâneo (acadêmico de muitos títulos) Roberto Machado, “hoje é mais importante saber um pouco de muitas coisas – de filosofia e do que está fora dela – do que muito de uma coisa só” (Rev.Conhecimento Prático - Filosofia nº 32). Eu concordo plenamente.&lt;br /&gt;Pensar, essencialmente, é uma espetacular demonstração de consciência, de sensibilidade, pelo menos até agora, entendida como um privilégio do ser humano (eu não creio nisso, mas...). Entretanto, poder-se-á, daqui a pouco, chegar à consideração de que aqueles tidos como irracionais também pensam e eu, sinceramente, acho que sim. Até porque, não é incomum hoje, com a evolução, os que são entendidos como racionais, não pensarem...seria isso evolução? Um caso a ser pensado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5565007014165134747?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5565007014165134747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5565007014165134747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5565007014165134747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5565007014165134747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/aventura-intelectualguacira-maciel.html' title='Aventura intelectual...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4744762118288413327</id><published>2011-11-20T01:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T07:09:53.283-08:00</updated><title type='text'>Profano     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peguei de volta as minhas alvoradas&lt;br /&gt;e a paz de antes de ti&lt;br /&gt;retornei de coração vazio das auroras boreais do teu olhar&lt;br /&gt;recolhi as minhas frágeis asas de cristal&lt;br /&gt;destroçadas pelos raios dos círculos de aço da tua íris&lt;br /&gt;insensível e perversamente fita no nada&lt;br /&gt;arranquei da minha intimidade as marcas impuras das tuas garras profanas&lt;br /&gt;e dos teus dentes obscenos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que dilaceravam minha alma&lt;br /&gt;escondidos sob a seda dos meus lençóis&lt;br /&gt;já não sugarão a polpa doce&lt;br /&gt;os teus lábios mentirosos em rictus de morte&lt;br /&gt;rasguei todos os versos a duas e a quatro mãos&lt;br /&gt;também soltei ao sabor das tempestades&lt;br /&gt;as amarras dos barcos&lt;br /&gt;entremeados da solenidade dos musgos&lt;br /&gt;naquele cais imaginário&lt;br /&gt;que se roçavam sensuais ao sabor das vagas de brisas imprecisas&lt;br /&gt;rasguei as rendas tecidas pelo sol sob a sombra do teu cílio&lt;br /&gt;libertei a mariposa do círculo de luz que limitava o vôo&lt;br /&gt;e prendi os meus cabelos esvoaçantes sob o efeito de um vento de lugar nenhum&lt;br /&gt;que escorriam confiantes por entre os dedos da tua mão&lt;br /&gt;sob o teto do gazebo imaginário&lt;br /&gt;sinto-me&lt;br /&gt;afinal&lt;br /&gt;vazia de ti&lt;br /&gt;e livre&lt;br /&gt;e pura&lt;br /&gt;e plena&lt;br /&gt;e pronta outra vez&lt;br /&gt;porque percebo mais horizontes para a minha sede&lt;br /&gt;do que dores na minha alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4744762118288413327?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4744762118288413327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4744762118288413327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4744762118288413327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4744762118288413327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/profano-guacira-maciel.html' title='Profano     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5099034040629642865</id><published>2011-11-17T01:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T04:21:28.402-08:00</updated><title type='text'>Aranha; gênero feminino?       (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade, a história de Penélope já foi alvo de bastante discussão e análise, talvez quase que no mundo todo e por vários autores. Segundo alguns deles, Penélope teria sido a primeira mulher na história que pode decidir seu destino; entretanto, faço outra leitura acerca do assunto.&lt;br /&gt;Vejamos: mesmo que tenha sido seu pai, praticamente, a forçá-la a casar-se, o marido, sensível ao seu sofrimento, lhe teria dito que estaria livre para voltar para casa. Observo nessa atitude um ato amplo de amor ou generosidade, mas que partiu dele; ele “permitiu” que ela voltasse a viver com o pai, se quisesse. Ela não teve autonomia para decidir não casar; apenas pode optar entre duas alternativas que o marido lhe oferecera, e mais, viveria sob a guarda e proteção de um homem ou de outro. Sem dúvida, ainda assim, existe um pioneirismo nessa história feminina, mesmo que não tenha partido dela a ousadia de posicionar-se contra uma decisão masculina; mas quem surpreendeu verdadeiramente foi o marido. Àquela época um homem não demonstrava tal grau de sensibilidade; os sentimentos das mulheres não eram, sequer, assunto para ocupar os pensamentos masculinos. Geralmente nem a chance de optar era possível a elas; por isso até posso entender que o tenha amado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quanto à segunda oportunidade de opção, restringe-se ao uso que fazia dos momentos de retiro compulsório de que dispunha, em função de ter uma vida reclusa por imposição de um filho adolescente difícil, até porque não se conformava com a prolongada ausência do pai. Aí, sim, criou; escreveu seu texto, sua história, tecendo e desmanchando tanto a mortalha, quanto o pensamento, porque tinha um objetivo: não se casar com outro homem; a mortalha era apenas a desculpa enquanto encontrava uma saída para si. Talvez – vá se saber! – ela estivesse pensando em, além de se preservar com o estado de espírito em que o marido a deixara antes de partir, uma vez que lhe dera chance de fazer uma opção em outro momento - ainda que entre duas alternativas suas – ou então, ser fiel a si mesma, o que seria bastante significativo e inusitado. Penélope criou, elaborou o pensamento – teceu - fazendo relações e utilizando uma estratégia para se livrar de um segundo casamento; mas não pode simplesmente dizer em nenhuma das vezes: não, eu não quero me casar!&lt;br /&gt;Na verdade, sem poder decidir, ela fabricou uma oportunidade, utilizando uma desculpa: criou um texto na composição de uma mortalha; essa mortalha, na verdade, se constituiu a urdidura do texto maior: decidir a própria vida (não se casar); Penélope aprendeu a fazer opção (e gostou), a elaborar o pensamento, a lutar, com as armas de que dispunha contra o que não concordava e, sem dúvida, isso foi pioneirismo. Decidir implica em liberdade para analisar, refletir e seguir um caminho usando o livre arbítrio a partir de referenciais pessoais; bem diferente de optar entre duas alternativas que nos são apresentadas, porque estas significam limites que não são os nossos, que são delineados por outrem, como um roteiro. Para mim, ela só foi livre quando engendrou, quando criou, quando teceu o pensamento, estabelecendo relações; sua independência foi puramente criativa.&lt;br /&gt;A idéia do tecer e tecer, que usou como forma para ganhar tempo ou pensar em uma saída para não se casar, mesmo, como já foi dito, que o seu marido estivesse morto, nos remete à idéia de construção de uma teia feita por uma aranha feminina (o que não sei se é verdadeiro). E o que era ela, senão uma aranha solitária tecendo sua proteção contra os ataques, do filho, dos pretendentes, dos criados, da vida?...&lt;br /&gt;Há uma outra questão importante a ser discutida; intimamente Penélope não se comportou dentro dos padrões da sua época, em relação à submissão feminina, especialmente das mulheres casadas (ver Mulheres de Atenas, de Chico Buarque de Holanda). Penélope não fez isso! O equívoco que aponto, em se tratando dessa mulher, é que ela não se comportou exatamente como as mulheres daquela época, ainda que socialmente tivesse mantido a postura que dela era esperada. Tanto que o rei Agamenon sobre isso teria dito: “A alma do filho de Atreu exclamou: ditoso filho de Laertes, industrioso Ulisses, grande era o mérito da que tomaste por esposa. Nobre os sentimentos da irrepreensível Penélope, filha de Icário, que soube manter-se sempre fiel a seu esposo Ulisses! Por isso, jamais perecerá a fama de sua virtude, e os Imortais inspirarão aos homens belos cantos em louvor da prudência de Penélope...”&lt;br /&gt;Bem, creio que a fidelidade teria sido muito mais a si mesma do que ao marido, mas prudente, ela foi, sim; e sábia! A mortalha a ser tecida foi um ardil, porque sabia que esse costume seria respeitado por seu filho e pelos pretendentes. Àquela época era costume das mulheres tecerem uma mortalha para familiares que estavam prestes a morrer. E o que fez ela em sua prudência? Anunciou que após tecer a mortalha do sogro, que achou, morreria ao vê-la se casar outra vez, escolheria um dos pretendentes para marido. Aliado a isso, sabiamente finge uma subserviência que estava longe de sentir, acredito, usando, inteligentemente um costume socialmente respeitado, enquanto tecia outra e consistente teia, como nossa velha conhecida aranha tece sua proteção.&lt;br /&gt;Nessa urdidura ela lança mão dos mais variados fios: o costume da época e lugar, sua revolta por ver-se outra vez submetida às vontades alheias, quando já experimentara o gosto de poder optar antes, aliado ao fato de, simplesmente, decidir continuar com o estado de espírito que conquistara com a cumplicidade do marido. E mais, já experimentara no casamento, o comportamento dos homens, quando se tratava de preservar seus direitos naquela sociedade; de forma geral eram beberrões, agressivos, glutões, insensíveis, infiéis...Quereria correr esse risco?&lt;br /&gt;Observemos que há estreita relação entre o ato de tecer e de pensar, porque quando pensamos construímos relações; criamos elos (como uma teia) que servirão de base para um argumento que dará origem ao texto final. Neste momento, na elaboração da minha teia argumentativa, poderia me referir a Platão, que encontra afinidade entre o tecer e formas de estar no mundo e na sociedade, quando diz que a atividade de um político se assemelha à da tecelagem, em que deverá saber cardar (separar os fios) e fiar, porque teria a missão de unir o tecido maior e o menor para adequar a vestimenta, ou seja, o resultado que nada mais seria, que a elaboração da trama que sustentaria sua argumentação quanto a ser esta missão uma arte; a de conduzir homens.&lt;br /&gt;E o que Penélope fez? Ela construiu uma trama – tramou – como base para sua argumentação/intenção de não se casar. Ela construiu duas tramas muito semelhantes e que se completam; pensou (uma trama) e teceu (outra trama), construindo dois textos que se entrelaçam, como um único, o texto final: não se casar. Fosse porque quisesse esperar um marido que não acreditara morto ou, simplesmente, estivesse bem, ou ainda visse naquela mortalha o encerramento da sua possibilidade de amar; o fim de tudo – a satisfação interior.&lt;br /&gt;À medida que tecia Penélope construía uma base fortalecida por nós que ia dando, para que o tecido final não se desfizesse, mas oferecesse a necessária consistência, com todo o rigor técnico. Assim, nada podia escapar à sua previsão ao desmanchar aquela malha, que se constituíra a base da sua argumentação para a recusa. Esses nós, como o pensamento, firmaram a urdidura que segurou a composição daquele texto.&lt;br /&gt;Interessante, percebo que quanto mais penso, quanto mais teço o pensamento, quanto mais o elaboro, mais fios e os mais diversos, encontro para fundamentar o que preciso dizer; e mais relações encontro entre o ato de tecer, de tramar - e de viver - uma urdidura que sustentará a trama deste texto ao escrevê-lo, produzi-lo.&lt;br /&gt;No caso Penélope, extraordinariamente claro, encontro fios que pertencem a outros textos: mas o fio condutor foi o amor: por si mesma; pelo marido; pela liberdade. Essa foi uma construção, um texto escrito sobre firme urdidura. Percebem a sutileza? Agora, há outros sentimentos, outras paixões que transversalizam o amor, que são como ventos fortes, chegam de repente, não têm uma existência urdida, tramada, são fugazes como fios soltos, embora não deixem de afetá-lo. Sabemos que Ulisses também tramou para se defender da Deusa Calipso, tapando com cera os ouvidos dos seus tripulantes para que não ouvissem o canto mortal que, equivocadamente, se pensava ser das sereias, e se amarrando ao mastro do navio para não sucumbir, já que decidira ouvi-lo. Embora, lógico, não tenha sido criativo como a aranha encarnada por Penélope ao urdir toda uma teia argumentativa.&lt;br /&gt;Perceberam que a minha própria argumentação se constituiu a urdidura do meu texto final, que teci o pensamento como uma aranha a teia, e fui dando os nós que seguraram a trama firme da argumentação? E o melhor, levei vocês a urdir também, a elaborar o pensamento, fazendo as necessárias relações para a construção de outros textos sobre sua própria urdidura; outros tecidos. Bom...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5099034040629642865?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5099034040629642865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5099034040629642865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5099034040629642865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5099034040629642865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/aranha-genero-feminino.html' title='Aranha; gênero feminino?       (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4922109437986868063</id><published>2011-11-13T14:34:00.000-08:00</published><updated>2011-11-25T05:55:19.400-08:00</updated><title type='text'>Políticas de Educação para a inclusão e o desenvolvimento (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A história da humanidade é cada vez mais a disputa de uma&lt;br /&gt;corrida entre a educação e a catástrofe.&lt;br /&gt;Wells, H. G.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Brasil é um país imenso e, portanto, inacreditavelmente diverso, e não estou falando apenas da sua extensão territorial; sob certos aspectos a sua diversidade é desconhecida dos próprios brasileiros...creio mesmo que é meio teórica a diversidade de que se fala quando são pensadas as políticas de inclusão, em todas as circunstâncias. Por esta razão, há que se ter cuidado com propostas que possam correr o risco de se tornarem inviáveis em consequência desse desconhecimento, porque a diversidade não ocorre por região (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste...), e sim em cada contexto, em cada pedaço de chão... Atualmente estou tendo uma das experiências mais inesperadas, mais emocionantes, mais interessantes, mas também das mais tristes, através de um programa de educação que oferece uma metodologia muito específica e rica para se trabalhar com as crianças e jovens do campo, em classes multisseriadas.&lt;br /&gt;Sempre vi essa oferta com ceticismo por não acreditar que fosse pedagogicamente viável, aliás, achava que ela ia de encontro às teorias didático pedagógicas modernas, e que a aprendizagem fosse quase impossível de ocorrer em uma sala onde estivessem presentes alunos em estágios e ritimos diferentes; idades diferentes, e por ai vai...Entretanto, ao entrar em contato com a realidade dessas pessoas do campo, para as quais essa prática pedagógica se constitui a unica oportunidade de escolarização, e mais, comprovar que ela funciona, que torna possível o sonho de aprender de tantos brasileiros, comecei a questinar tudo o que aprendi em tantos anos como educadora, e o meu desconhecimento de questões tão sérias como essa realidade em que vivem tantos irmãos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se apropriado por poucos, o conhecimento perde a dialética com a vida, deixando de ser um processo emancipatório para tornar-se instrumento de desigualdade, que segrega os grupos sociais. Historicamente, no Brasil a educação dos jovens que se encontram excluídos do processo de escolarização quase sempre se pautou por uma vertente assistencialista e compensatória, através de projetos destinados a subgrupos, muitas vezes organizados em horários alternativos em escolas sem condições de funcionamento e sem preocupação com a qualidade, perdendo-se o compromisso de atender aos anseios das pessoas e distanciando-se dos anseios dos educadores, como responsáveis pela mediação no processo de aprendizagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas se vêm instaurando políticas que pretendem respeitar o direito constitucional dos sujeitos em lugar de ofertas quase subjetivas de educação, que implicam diretamente em financiamento direcionado, com previsão orçamentária e perspectivas de crescimento da oferta e a continuidade das ações, sendo importante dizer que as populações jovens que estavam fora da escola já se encontram incluída nessas políticas, com propostas de educação sistêmica, embora num tempo diferenciado, que considera os sujeitos em suas múltiplas dimensões.&lt;br /&gt;Essas abordagens tratam da educação básica presencial, cuja busca é a inclusão, com qualidade, na rede de escolas do sistema público, visando que o jovem, além do desenvolvimento do sentimento de pertencer a um grupo em que possa se identificar através de valores culturais e históricos similares entre si em um processo dialógico com a comunidade, também abrindo perspectivas de desenvolver seu potencial pessoal para contribuir com o desenvolvimento regional, iniciado com o local/endógeno, no seu contexto de vida, porque esse modelo se estrutura a partir dos próprios atores locais, uma vez que é importante evitar o êxodo rural, e fixar em melhores condições o homem no local onde vive, para que ele não se veja obrigado a emigrar para outras regiões, apenas, porque não tem o necessário para uma vida digna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou me referindo com mais ênfase a essa proposta de educação específica com a qual estou construindo relações, que é realizada através das classes multisseriadas e que eu classificaria, a priori, como especialmente compensatória na perspectiva referida acima, mas reavaliada como extremamente necessária, assim como única possibilidade de oferta, e possível de ser feita com qualidade, dentro dos limites impostos por inúmeras dificuldades, porque muito ainda precisa ser feito, embora o material didático seja muito bom, interessante e de uma qualidade que evidencia que se está tratando essas pessoas com a dignidade a´qual têm dreito. Assim, em sua gênese, essa oferta precisará estar consciente da importância em oferecer uma educação prioritariamente humanística através de sua proposta curricular, uma vez entendido o papel social da escola, que faça sentido, que considere atender aos anseios dos estudantes em relação a uma aprendizagem qualitativa, encaminhamento à busca de consensos, fortalecimento do sentimento de solidariedade, bem como da compreensão, valorização e transmissão crítica dos valores culturais, entre outros citados. Entretanto, se faz necessário não provocar distanciamento, através de uma visão romantizada do universo real em que esses jovens vivem; um universo cultural com códigos que servem de base para o olhar e as experiências de vida que têm, sendo importante que se esteja atento para esse ser real inserido, muitas vezes, precocemente no mundo da produção, e que seja respeitada essa condição de complexidade.&lt;br /&gt;A priori, as políticas de educação não deveriam estar destinadas a grupos específicos, pois seu objetivo efetivo é combater todas as formas de desigualdades existentes e as formas que excluem os seres quanto à igualdade de condições dentro da diversidade, e das oportunidades. O atendimento às demandas específicas traz em seu bojo o perigo de se fechar à amplitude, privilegiando a uns e negligenciando a outros. No entanto, políticas includentes precisarão corrigir os descaminhos da universalidade a todo e qualquer indivíduo que vive em uma sociedade com elevado grau de desigualdade entre as classes, não significando que se diluam as diferenças entre indivíduos e suas questões de direito quanto à gênero, origem étnica, credo, idade, necessidades especiais, etc. As políticas específicas precisam se respaldar em estratégias que, considerando essas diferenças, possam oferecer igualdade de oportunidades amplas de acesso, ainda que considerando algumas vulnerabilidades de grupos que em sua trajetória histórica foram marcados pela exclusão, apresentando as consequentes sequelas da permanência prolongada nesse estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4922109437986868063?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4922109437986868063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4922109437986868063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4922109437986868063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4922109437986868063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/politicas-de-educacao-para-inclusao-e-o.html' title='Políticas de Educação para a inclusão e o desenvolvimento (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8102031587637662780</id><published>2011-11-10T11:59:00.000-08:00</published><updated>2011-11-11T01:53:14.925-08:00</updated><title type='text'>Os pés do defunto   (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Em uma das minhas viagens de trabalho, realizada a poucos dias no sul da Bahia, como de hábito ouvi histórias bem interessantes, mas esta foi hilária pela originalidade e pela forma como foi contada, e  assim, não pude me furtar a registrá-la aqui (até porque usos e costumes se constituem cultura), embora tenha me comprometido em não identificar o município para  evitar que a narradora fosse expulsa da cidade&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Segundo a mesma, lá existe o costume de se velar os defuntos em casa e fora do caixão! O dito cujo é colocado em sua própria cama, enrolado em um lençol,  ficando com os pés descobertos, e todo visitante que se aproxima pra prestar sua ultima homenagem, levanta o lençol, dá uma olhadinha no exposto, carpe algumas lágrimas, volta a cobrí-lo fazendo piedosamente o Sinal da Cruz para encerrar o ritual, e depois sai para bater um papinho com os amigos do lado de fora do quarto. O detalhe interessante é que não importa em que condições estejam os pés do convocado ao paraíso. Um dia, tendo ido ela mesma, a nossa narradora, carpir algumas lágrimas no velório de um conhecido, percebeu, indignada, que os pés do defunto estavam imundos, o que a deixou penalizada; então, ao ver que mais uma visita se aproximava, puxou rapidamente o lençol para cobrí-los, deixando-lhe o rosto descoberto e quando a mulher foi cumprir o ritual de praxe, levou o maior susto da vida, ao dar de cara com o morto já descoberto!...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8102031587637662780?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8102031587637662780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8102031587637662780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8102031587637662780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8102031587637662780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/os-pes-do-defunto-guacira-maciel.html' title='Os pés do defunto   (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3641446825735451114</id><published>2011-11-06T09:10:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T14:59:44.271-08:00</updated><title type='text'>As zebras...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esta semana vi um documentário sobre zebras no “Animal Planet”, que me deixou absoluamente encantada, maravilhada mesmo, com a sabedoria da criação...Percebi então, que sempre olhei (se olhei...) para esses fantásticos seres com um desinteresse imperdoável, absurdo e desrespeitoso. E pensei que nada na criação pode deixar de ser visto, percebido e observado com respeito, com atenção, porque a vida é um espetáculo tão profundo, tão absoluto, que se torna uma heresia não perceber isso...foi o sentimento que tomou conta de mim quando olhei para as zebras naquele momento e percebi como são belas. A arquitetura das listras é absolutamente perfeita; elas têm um traçado tão harmonioso, tão em sintonia, que nenhuma delas se perde; uma direção tão específica que nenhuma acaba sem um sentido...Eu sei que nada é aleatório na criação, mas ainda assim, fiquei emocionada com essa harmonia...Na parte mais frontal da cabeça e da cara – a parte que mais seduziu o meu olhar – elas formam um desenho que parece estar sob o efeito ótico de uma lente convexa, porque partem de um molhe comum na parte mais alta, se abrem em ângulos iguais dos dois lados e depois se encontram novamente, passando ao redor dos olhos com perfeição. Outro conjunto parte do dorso em perfeita sinuosidade e harmonia com os músculos, e se encontram na parte de baixo da barriga, sendo que algumas descem pelas ancas até as coxas e depois até as canelas; o acabamento do ponto de onde partem é dado com uma listra dupla no sentido do comprimento, parecendo cobrir toda a coluna até o rabo, onde é finalizada com pelos. Por falar em pelos, a crina, bem curta, também tem total harmonia com as listras das costas...É incrível! Nem o mais perfeito projeto se lhe compararia em perfeição, harmonia e beleza.&lt;br /&gt;E mais, as listras brancas são as que têm o papel de fazer o resfriamento para equilibrar a temperatura interna do corpo. Desculpem, mas espero que possam me entender, porque fiquei em estado de epifania com a beleza desses animas...porém, se fosse observar todos os outros sei que o encantamento seria o mesmo que senti diante das zebras!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3641446825735451114?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3641446825735451114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3641446825735451114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3641446825735451114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3641446825735451114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/as-zebrasguacira-maciel.html' title='As zebras...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3237329595394029765</id><published>2011-11-04T01:18:00.000-07:00</published><updated>2011-11-06T04:41:05.193-08:00</updated><title type='text'>Sherazade Contemporânea; introdução do cap.I Encantamento  (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Vamos dançar?&lt;br /&gt;Senti uma forte pressão no braço e olhei um pouco irritada para ver quem fora tão enfático. Então, me deparei com os mais belos e puros olhos azuis que jamais vira! Uma espécie de nebulosa dourada pairava sobre sua cabeça. Hipnotizada, levantei-me assentindo, o olhar submerso naquele oceano profundo onde brincavam finíssimos raios de sol, inocentemente alheios ao efeito devastador que causaram em mim.&lt;br /&gt;Dançamos sem nos dar conta do ritmo que acompanhávamos. Continuamos assim, encantados, por quase toda a noite, uma das mil e umas que protagonizaríamos nessa nova dimensão. Tudo emudecera; não havia necessidade de música; o som que escutávamos estava impregnado nos acordes dos nossos corações. Também não havia mais ninguém ao nosso redor e o silêncio externo era absoluto. Em algum momento percebemos que todos nos olhavam e só então nos demos conta de que a banda fizera um pequeno intervalo. Saímos, porque entendemos que ficar ali já não fazia nenhum sentido.&lt;br /&gt;Como ambos estávamos de carro, ele pediu para me acompanhar até em casa e nos despedimos com um toque de buzina. Nem nos lembramos de marcar um encontro ou anotar um número de telefone. Apenas sabíamos que nossos locais de trabalho ficavam vizinhos. Mas sabíamos que esse encontro não fora um acaso.&lt;br /&gt;Dois dias depois liguei procurando-o, com a desculpa mais improvável do mundo. Dessa vez ele pediu o número do meu telefone e no dia seguinte ligou para saber se eu gostaria de almoçar com ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Vamos a um restaurantezinho delicioso, onde se faz um carneiro fantástico.&lt;br /&gt;-Nossa!... desculpa, mas eu detesto carneiro!&lt;br /&gt;Ele achou graça e disse:&lt;br /&gt;- Pelo menos é sincera e diz logo o que pensa. Mas lá também servem uma boa variedade de saladas...&lt;br /&gt;O que comeríamos não tinha nenhuma importância, claro, porque o êxtase nos envolvia e a atmosfera mágica daquela noite permanecera entre nós. Só quando nos sentamos frente a frente pude ver claramente aqueles olhos tão azuis que tanto me encantaram. Conversamos bastante, mas nenhum dos dois sabia explicar o que estava acontecendo realmente. Pareceria a quem nos ouvisse, que aquele diálogo não fazia sentido algum, não tinha uma lógica compreensível. E, na verdade, nunca soubemos, porque isso sempre aconteceu enquanto estivemos juntos nos dez anos seguintes, apesar de todas as dores que esse amor me trouxe. Quando nos encontrávamos tudo se recompunha, se regeneravam os ferimentos, e o coração permanecia em paz.&lt;br /&gt;Aos poucos ele foi se revelando um homem extremamente poético e doce, mesmo sendo forte, protetor, decidido. Suas mensagens de email e conversas, especialmente as conversas das madrugadas, eram maravilhosas... ele adorava que eu as usasse como referência para compor alguns dos meus poemas, a exemplo do “Poema a Quatro Mãos I”, que o deixou com lágrimas nos olhos. E como todo aquele clima me encantava!&lt;br /&gt;Continuamos a nos ver diariamente; qualquer coisa era motivo para um encontro, sempre nesse clima de magia. Sentíamos uma urgência tão grande em nos ver, uma falta tão orgânica do outro, que já nos era impossível viver separados. Nossos encontros sempre eram permeados de uma carga emocional tão profunda, que às vezes ele chorava, o que lhe deixava os olhos ainda mais brilhantes e azuis, se isso fosse possível. Como ele sabia do meu amor pela dança, me convidava, até três vezes por semana e sempre era maravilhoso...Um dia ele me ligou da rua perguntando qual o número do meu pé, e disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Á noite quero você com um lindo vestido, temos um programa...e chegou com a mais linda e delicada sandália de altíssimos saltos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Vamos jantar e inaugurar esta sandália?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era comum ele fazer surpresas que me encantavam; quantas vezes eu estava em seminários e encontros, e ele ligava, geralmente em momentos até inoportunos, porém, mesmo ficando constrangida, meu coração enlouquecia de alegria...&lt;br /&gt;- Minha filha, você pode fugir daí agora? Eu estou indo lhe buscar para conversar um pouquinho e almoçar com você.&lt;br /&gt;As minhas amigas já sabiam dessa “loucura” que me acometera e que entorpecia a minha capacidade de raciocinar, acionado um toque especial; então, tratavam de me cobrir e liberar, porque se não fosse assim, eu não conseguiria mais me concentrar em nada.&lt;br /&gt;Um dia, após um desses almoços habituais ele parou em frente a um chaveiro e disse inesperadamente:&lt;br /&gt;- Minha filha, me dê aí a chave de casa – já a chamava a nossa casa -, que vou fazer uma cópia para mim, para que eu tenha mais liberdade de chegar à hora que quiser, sem precisar pedir aos porteiros que abram o portão...&lt;br /&gt;Eu ri.&lt;br /&gt;-Também... para eles é meio estranho vê-lo chegar às duas, três horas da manhã, sem que seja morador do prédio.&lt;br /&gt;Ele riu só de imaginar a cara de um deles, que era muito religioso. Entretanto, suas chegadas intempestivas em nada me incomodavam, ao contrário, me deixavam extremamente feliz e sempre meio alerta, torcendo para que fizesse a ‘surpresa’ de chegar e me abraçar enquanto eu fingia dormir.&lt;br /&gt;- Às vezes vou deitar, mas não consigo dormir. Sinto uma falta tão intensa de você enroscada, dormindo tranquila junto de mim, que levanto, pego o carro e saio sem ligar para avisar, com receio de acordar a “perua”; era assim que chamava, carinhosamente, minha filha adolescente.&lt;br /&gt;Continuamos a nos ver diariamente; quando eu chegava ao trabalho pela manhã, ele já havia telefonado três ou quatro vezes, só para “ouvir a sua (minha) voz e saber se&lt;br /&gt;estava tudo bem”... Aquilo desmanchava meu coração; nunca conhecera tantos cuidados, jamais havia sido tratada com tanto amor e sensibilidade.&lt;br /&gt;Mas eu sentia que algo muito sério sobrevivia sob o comportamento dele; por mais carinho, por mais amor que eu sentisse existir, nós não tínhamos uma vida sexual plena, ele não tomava nenhuma iniciativa nesse sentido. Eu estava intrigada, porque isso não é usual entre duas pessoas que se amam; eu percebia alguma dificuldade em seu comportamento, mas não sabia como abordar o assunto, com receio de ofendê-lo ou que ele me entendesse mal. Sabe-se que essas questões são muito delicadas para um homem; é muito difícil os homens admitirem dificuldades quanto à sua sexualidade. Eu até cheguei a pensar que não o estimulava nesse sentido, que não o atraía.&lt;br /&gt;Uma manhã, logo após acordarmos, ele falou:&lt;br /&gt;- Minha filha, vamos passar o fim se semana em uma praia; você conhece alguma especial?&lt;br /&gt;- Bem... não conheço uma... Mas porque vamos assim, intempestivamente? embora você goste de surpresas, eu também, isso é inesperado em um fim de semana comum...&lt;br /&gt;- Não!...vamos no próximo, que é um fim de semana prolongado.&lt;br /&gt;- Ah!... mesmo?! Meu Deus, eu vou adorar viajar com você, meu urso...(risos)&lt;br /&gt;Ele me abraçou por trás, imitando um urso, e me beijou várias vezes no pescoço; quando fazia isso, era impossível fugir dos arranhões da sua barba por fazer...ele ria, sabendo como eu ficava, e me prendia mais apertado. Ele sempre estava assim, bem humorado. Era maravilhosa a nossa convivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3237329595394029765?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3237329595394029765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3237329595394029765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3237329595394029765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3237329595394029765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/sherazade-contemporanea-capi.html' title='Sherazade Contemporânea; introdução do cap.I Encantamento  (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1716871463767285403</id><published>2011-11-02T13:14:00.001-07:00</published><updated>2011-11-03T09:26:01.698-07:00</updated><title type='text'>O currículo...            (guacira maciel)</title><content type='html'>Fragmento de uma pesquisa que analisa as relações étnicas no Brasil e sua participação no currículo da Educação Básica, apresentada e avaliada pela ANPed&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...) O que aqui se põe em discussão e se defende, não é a africanização segregadora e ditatorial, muito menos a continuação da europeização, como há séculos vem ocorrendo no currículo da Educação Básica, mas a inclusão das duas outras etnias, e até culturas mais recentes, como a japonesa, que já se faz presente há mais e meio século e que lentamente vem somando-se às primeiras; defende-se o direito que elas têm de participar desse currículo. Que se fale no elemento africano como parceiro na colonização, o que não seria menos verdade, entretanto, não com inclinação por parte do colonizador, a “transigir”. Na verdade, a fundamental participação do africano na formação cultural do Brasil só ocorreu, porque não havia como coibir algo que ocorria de forma sub-reptícia, mascarada e indetectável, até por necessidade de sobrevivência sócio-antropológica espontânea e cultural, de caráter absolutamente preservador da vida e da cultura, mesmo na situação degradante em que sobrevivia. Há um esforço proposital e inegável em demonstrar que no Brasil essas relações eram pacíficas e harmoniosas, descaracterizando a nobreza na resistência escrava, em oposição à idéia de desumanização e degradação de um povo e de sua cultura. Assim, continua o autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(...) parece ter predisposto o Brasil a combinar, de forma evidentemente&lt;br /&gt;feliz, presenças aparentemente inconciliáveis os incompatíveis como a&lt;br /&gt;européia e, além da ameríndia, a africana.O mito dessa incompatibilidade&lt;br /&gt;o Brasil vem destruindo da maneira irrecusável (...) vem demonstrando&lt;br /&gt;que podem harmonizar-se sem uma das etnias tornar-se absoluta no seu&lt;br /&gt;domínio sobre as outras. Diga-se talvez melhor: * com as três tendo&lt;br /&gt;oportunidades de se fazerem sentir ... (Idem, Ibidem).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, até o presente, é evidente e irrefutável a incompatibilidade das presenças, aqui mencionadas como mito; há, sim, uma predominância étnica, sendo que duas delas vivem em acirrada disputa: a eurocêntrica impondo-se como legítima e superior e a negra brigando para ocupar o lugar que lhe pertence por direito como parte integrante da cultura brasileira. Quanto à terceira, sobrevive em confinados fragmentos de reservas, nas terras que lhe foram doadas pela natureza. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Levando-se em consideração a tese de que o homem “cria, desenvolve e conserva estilos de vida e instituições” que, em sendo autênticos, são “condicionados por situações de espaço físico ou por ecologias que se projetam sobre situações de espaço sócio-cultural”, como enfatiza o mencionado autor em sua obra, o indígena o realizou e não pode ser considerada menos desenvolvida, mas autêntica, de acordo com sua situação, ecologia e espaço físico reais; não se pode estabelecer paralelo entre contextos, realidades ou culturas diferentes. Esse homem é um homem real, que se desenvolveu sob vários aspectos (comportamentos, pensares, instituições, costumes), num contexto real, de acordo com seu lugar, seus espaços físico/ecológicos, extrapolando e ocupando uma dimensão sócio-cultural.&lt;br /&gt;O negro construiu culturas, condicionados por suas realidades, também autênticas, mesmo tendo já estabelecido contatos ancestrais (intra ou extra continente africano), consistentes e duradouros com outras culturas e, nem por isso, abstratas ou menos desenvolvidas. Foram situações experimentadas, vividas, gestadas por novos padrões, até nas relações de submissão ocorridas no seu próprio contexto cultural e espacial.&lt;br /&gt;Embora me pareça que alguns autores justifiquem o fenômeno chamado por Valdemir Zamparoni de “verdadeira amnésia cultural”, não é mais aceitável que isso continue a ocorrer. Chega de lengalenga! Não importa mais que a memória africana esteja ligada por alguns, à imagem negativa da escravidão! É preciso superar isso e partir para novos paradigmas. Grosso modo, a sociedade já está cansada de saber que tudo foi criação, engendrada pela necessidade de ser criada no Brasil uma hegemonia que teria que pertencer à cultura européia. E a escola se constitui um ótimo lugar para se começar essa mudança de fato.&lt;br /&gt;Há que se ter consciência dessa situação, principalmente por parte dos países, considerados, desenvolvidos; se é que se pode dizer que países que passam sua vida perseguindo supremacia econômica, a despeito de todo sofrimento dos países pobres, que não conseguem alimentar, educar e proporcionar vida digna a seu povo, possam ser chamados de desenvolvidos. Essa é uma realidade que não é incomum em boa parte deles:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(...) uma realidade cruel e passível de ser melhorada se considerarmos que em 2003, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;o mundo gastou 956 bilhões de dólares em armamento, ¾ dos quais realizados&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por países ricos, que representam apenas 16% da população mundial. Esse &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;orçamento é maior do que a dívida externa de todos os países pobres juntos e dez &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;vezes maior que todos os recursos direcionados a causas humanitárias, de acordo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;com a SIPRI ( Instituto Internacional de Pesquisa da Paz, Estocolmo, junho de 2004) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(MACIEL, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O continente africano vem passando ao longo de sua vida, por muitas situações de desrespeito a seu povo, sua história, sua cultura, motivado por uma colonização sem precedentes, seja nas Américas e depois em seu próprio lócus, promovido, inclusive por essa saga, que se constituiu a diáspora. Suas fronteiras foram remarcadas numa atitude de desprezo à suas soberanias, e, à semelhança da homogeneização aqui praticada (como lá), teve suas fronteiras - e identidades - desconsideradas e re-unidas ao bel prazer do colonizador.&lt;br /&gt;Em consequência, como já mencionado, situações em que o orgulho, as crenças, o sagrado, as línguas, as historias, na obrigatória convivência com povos historicamente rivais e/ou inimigos, tiveram suas mais profundas raízes, fundidas, até anuladas para, por força da necessidade de convivência, serem reconstruídas, redimensionadas por novas fronteiras (econômicas, culturais, religiosas...); novos limites.&lt;br /&gt;Outra desastrosa consequência dessa invasão, o esvaziamento das regiões, em função do tráfico desenfreado e feroz, assim como a evasão de riquezas, desequilibrou sua organização sócio-econômica e administrativa, fato que impediu a estruturação de instituições democráticas e de direito, como aquelas que compõem os serviços públicos e assistenciais, o trabalho, a educação, entre outras do mundo contemporâneo, às quais um grande contingente ainda não tem acesso.&lt;br /&gt;Sem dúvida, a África, onde as populações morrem de fome, de doenças endêmicas, inclusive AIDS, se constitui um gigantesco desafio para essa sociedade, e não menos responsabilidade. Mas, é também um manancial de belezas e sensibilidades, que não pode continuar a ser limitado pelas fronteiras da doença, da miséria, e as da nossa ignorância e insensibilidade.&lt;br /&gt;Nas décadas de 20, 30 e 40 os intelectuais brasileiros enfatizaram princípios científicos que passaram a determinar as diferenças biológicas entre seres humanos, sendo esse período o de maior divulgação das idéias racistas no Brasil. Os negros e os pobres se constituíam problema; diante dessa realidade uma das medidas a serem tomadas seria aquela em que a medicina e a escola mantivessem estreitas relações, disseminando políticas de saneamento, higienismo e eugenismo. Médicos e educadores se envolveram na questão, a exemplo de Fernando de Azevedo e o próprio Anísio Teixeira, que eram membros da Sociedade Eugênica de S. Paulo, isso em 1918 (anos 20), tendo Fernando de Azevedo declarado que a educação tinha o papel de regenerar a humanidade. Aqui convém citar o pensamento do conhecido médico criminalista Nina Rodrigues (Bahia), em seu livro Os africanos no Brasil, em que explicita uma problemática teórico/ideológica corroborando o que foi citado:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(...) se conhecemos homens negros ou de cor, de indubitável merecimento e &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;credores da estima e respeito, não há de obstar esse fato o reconhecimento &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;desta verdade, que até hoje não se puderam ver os negros constituir-se em povos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;civilizados (...)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; para a ciência não é esta inferioridade mais do que um&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;fenômeno de ordem perfeitamente natural, produto da marcha desigual do &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;desenvolvimento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;phylogenético da humanidade(...) ( RODRIGUES, )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse caminho prosseguiu Arthur Ramos, também médico, que, a despeito de ter abandonado o etnocentrismo, influenciado por Lévi-Bruhi (teoria da mentalidade pré-lógica primitiva), situou o negro como passível de ser aculturado por seu caráter de inferioridade cultural.&lt;br /&gt;Durante essa fase, os prédios das escolas tinham características hospitalares, e os negros e pobres precisavam ser socializados dentro dos valores europeus. A partir desse discurso (sob o ponto de vista da saúde), a escola passa a utilizar-se de mecanismos de controle reprodutivos, sociais e morais, no discurso de que era uma forma de proteção aos estudantes, ensinando-lhes hábitos sanitários, como forma de preservação da saúde e a prestar assistência física e psíquica (...).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1716871463767285403?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1716871463767285403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1716871463767285403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1716871463767285403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1716871463767285403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/11/o-curriculo-guacira-maciel.html' title='O currículo...            (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8769954206771394411</id><published>2011-10-29T09:04:00.000-07:00</published><updated>2011-12-21T10:54:01.886-08:00</updated><title type='text'>Ato político e ato de prazer...(Guacira Maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entendendo que educar e aprender, : o monge (teólogo, humanista e retórico) Erasmo de Roterdã. Na verdade, a sua obra mais conhecida é “Elogio da Loucura”, uma sátira tão inteligente porque sutil à sociedade européia do séc. XVI, mas sua proposta para uma educação pública é absprecisam ser, além de atos políticos, atos de prazer, gostaria de retomar uma forte referência, que é a do filósofo do Renascimento e um homem que mais que qualquer outro está presente nas propostas de educação que entendemos contemporânea e absolutamente atual em se tratando de lógica metodológica e visão conceitual.&lt;br /&gt;Apesar de ter sido um educador das elites, tendo, inclusive, o seu trabalho pedagógico publicado sido dedicado a Henrique de Borgonha, filho de Adolfo, príncipe de Veers, ele declarou que seu maior interesse era atingir em sua proposta a grande quantidade dos que não tiveram a sorte de ter um “preceptor” nem a condição de freqüentar cursos particulares, que eram privilégios dos “apaniguados da fortuna”. Trouxe aqui este sábio filósofo, para enfatizar o que hoje consideramos fundamental à educação e achamos ser fruto das nossas mentes brilhantes: o estímulo ao prazer de aprender; para isso, em sua obra “De Pueris” ele considerou importante a “descontração pedagógica” e defendeu uma educação pautada na leveza (como também propôs Ítalo Calvino em relação à Literatura – em “Seis Propostas para o Próximo Milênio” -), e que amplio aqui para todas as instâncias da aprendizagem, vez que entendia o Mestre Erasmo, ser a Arte fundamental, e questiona: “que de mais ameno que as fábulas dos poetas? Elas têm o condão de cativar os ouvidos infantis”. Fala ainda que amar o educando era condição primordial e que “sob essa condição a criança aprende com maior receptividade [...] por isso convém que o preceptor, de algum modo, saiba fazer-se criança...” Ele também entendeu ser importante que o trabalho pedagógico estivesse ligado a um contexto, pois aconselhava que, “às histórias, sentenças breves e dinâmicas” fossem acrescentadas, além de também propor que “por isso sejam as histórias transformadas em desenhos [...] muitas crianças se distraem com pinturas de caçadas. Naquela oportunidade calha bem falar das espécies de árvores, ervas e quadrúpedes. Assim, aprendem de modo ameno, como se estivessem brincando”, ou seja, dentro de um contexto (posto que dentro de contextos) e de forma prazerosa.&lt;br /&gt;Entretanto, o que mais me encanta na proposta pedagógica de Erasmo, vem ao encontro de um dos importantes pontos que me trouxe aqui; a valorização do conhecimento construído pelo jovem fora da escola, assim como estímulo ao protagonismo e ao autodidatismo, como entendemos hoje, numa primeira instância, evidenciado pela necessidade de se expressar à sua maneira, à maneira do seu grupo, e depois oportunizar o seu desenvolvimento pleno como ser e sujeito social; todos dentro do seu momento vivencial. Para Erasmo o educador não tinha a função de “plasmar” o aprendizado espontâneo que a criança/jovem já havia construído e sim ir ao encontro daquela potencialidade ajudando-o a enriquecer, a reconstruir e ressignificar esse conhecimento - dentro dos atuais paradigmas - através da aprendizagem escolar. Inclusive, o termo que ele usa em latim é o verbo “excolere”, de onde deriva o termo escola, e que significa “fazer sair pelo trato”, isto é, o educador acolhendo o que o jovem já sabe e abrindo-lhe possibilidades para possa se expressar.&lt;br /&gt;Erasmo estava além do seu tempo, embora tendo se formado pela “Ordem dos Agostinianos”, tinha conhecimentos profundos do sistema educacional encabeçado “pelos religiosos profissionais que, sem pejo nem escrúpulos, comercializavam o ensino para auferir recursos financeiros das classes altas” (isso nós conhecemos muito bem) -, e criticou severamente o sistema educacional de sua época propondo formas para reabilitá-lo e à “arte de educar”, com intenção de livrá-la daquelas “aberrações”. Ele tinha consciência que o afeto, como a Arte, é um elemento catalisador amplamente eficaz em situações de aprendizagem, mas quero acrescentar, também na terapêutica, como nos mostra a sensível Dra. Nise da Silveira (uma mulher que viveu na contramão da cultura machista brasileira), em seu fantástico e incansável trabalho/estudo com a Arte como forma de tratamento do processo psicótico, que, inclusive, curou, com afeto e acolhimento, estimulando a expressão/representação, para trazer à luz as imagens do inconsciente, ajudando a mudar comportamentos de seres cuja vida já era considerada perdida. Ela disse ter usado a Arte para “conhecer, estudar e tratar os inumeráveis estados do ser”; aí está uma experiência que nos encaminha a buscar compreender como se dá a aprendizagem, como e quais caminhos tão subjetivos são percorridos para que aconteça, de fato - e o que a arte pode evidenciar através realidades que ampliam e/ou aprofundam as dos sujeitos (falaremos nisto mais adiante) -.Ainda não nos abrimos para esta necessidade, temos conceitos didático/pedagógicos muito rígidos. E não estou aqui, dizendo que a escola se torne um espaço terapêutico! Esta não é a sua função, e seus objetivos são outros.&lt;br /&gt;Mas, quero concluir enfatizando a sensível palavra do Mestre Erasmo, sobre como entendia um professor: “... a cujo regaço possa confiar teu filho como o nutriz ao seu espírito a fim de que, a par do leite, sorva o néctar das letras.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8769954206771394411?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8769954206771394411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8769954206771394411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8769954206771394411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8769954206771394411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/10/alem-de-um-ato-politico-educar-e.html' title='Ato político e ato de prazer...(Guacira Maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4963934097781647532</id><published>2011-10-15T15:35:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T04:40:54.472-07:00</updated><title type='text'>Cortina de papel...(guacira maciel - junho /2005)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou no trabalho. São 09h30min de uma luminosa manhã de segunda feira. Me sinto extraordinária e deliciosamente fora do contexto. Extasiada, leio as gostosas crônicas de Ferreira Gullar. Fantástico! mas preciso emitir um parecer técnico...Aqui, algumas presenças são por demais terrenas, sólidas, ácidas e subservientes...Ouço fragmentos de conversas sobre uma educação que não acontece nas nossas escolas: ...formação didática... forma... metodológica... os professores.. . projetos...Na verdade, me pergunto o porque disso tudo; eu mesma, o que faço, se nada posso fazer acontecer?...O dia está maravilhoso; ainda sendo segunda feira de manhã, de um dia de inverno na Bahia. O sol brilha em suave sobre nossas brancas mesas de trabalho, através dos rasgões no papel pardo que faz as vezes de cortina, em um contemporâneo janelão envidraçado - que permite a visão de um mar maravilhoso, com nuances opalescentes e perfeitamente integrado ao verde da vegetação - dilatando meu horizonte. Pensei que nem cortinas merecemos... ainda que aquelas tesas, de escritório...Por que, de repente e curiosamente, pensei em esvoaçantes cortinas de linho branco ou voil? e por que numa varanda em frente ao mar, filtrando a maresia e o sol acidular, que incendeia a vida e arde nas costas do nosso litoral e nas nossas próprias costas? qualquer praia... poderia ser Sítio do Conde, Aleluia ou Costa do Sauipe, desde que fora do eixo dos resorts e hotéis de luxo. Eles violentam o equilíbrio da ecologia que compõe uma cadeia perfeita de vida, filtrando também a beleza, a pujança e o que temos de mais puro na nossa luxuriante natureza, que em sua perfeição não precisa de retoques.Uma estrutura maldosa e desumana que engole tudo, como uma gulosa “boca de lobo”, interrompendo o curso da vida... a administração...a mídia, orquestradas por homens... batalhões de homens e mulheres, como formigas tendo que ir a algum lugar... como autômatos com sorrisos plásticos colados à boca; os espíritos aprisionados, insensíveis e estéreis, sem perceber a vida pulsando e, relutante, se esvaindo dos seus corações, roubando a seiva que vaza por seus corpos, cujas cabeças funcionam tão alto, que se fazem ouvir...Aqui, sinto e ouço o espírito do mundo, teimoso, querendo dizer alguma coisa que já sei e que tento, em vão, esquecer, mas que não posso, porque ele sou eu e é aqui que está a voz, que reconheço, doce, morna e amorosa de antes... isso parece ter sido há um século ou em outra vida...Meu coração bate tão forte que quase perco o equilíbrio; todo o meu corpo dói pulsando tenso como corda distendida de um instrumento qualquer; meus ouvidos parecem a pele sensível de um tambor e escutam esses batimentos como se estivessem fora de mim; a visão recebe impressões em cascatas vermelhas, azuis e alaranjadas, numa explosão que se assemelha a um ininterrupto bombardeio, em conseqüência da pressão deixada pelo correr veloz do sangue nas minhas artérias; tenho a sensação de vertigem e sugo sofregamente o ar, sem fôlego; como um náufrago, me agarro à tábuas molhadas, ofuscantes e escorregadias, boiando à minha frente, quase impossíveis de serem agarradas... páginas borradas do livro de crônicas aberto sobre a minha mesa branca, inerte, como eu....E meu olhar, aéreo, despenca sobre uma delas...fragmentos longínquos de conversas voltam aos meus ouvidos: “quando não há afetividade, a pessoa só enxerga as merdas do outro...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4963934097781647532?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4963934097781647532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4963934097781647532' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4963934097781647532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4963934097781647532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/10/cortina-de-linhoguacira-maciel.html' title='Cortina de papel...(guacira maciel - junho /2005)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4429248107441753306</id><published>2011-10-09T08:41:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T08:03:22.301-07:00</updated><title type='text'>Acerca de aprendizagem...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje vou falar um pouco sobre “Dissonância cognitiva”, porque tenho uma constante preocupação com a aprendizagem, já que sou educadora, e consciente do baixíssimo índice de aprendizagem, de fato, nas nossas escolas, apesar de todas as propostas...&lt;br /&gt;Venho insistindo em buscar caminhos que me levem a entender o envolvimento do processo cognitivo na aprendizagem escolar e a importância que o desvendamento desse mistério se constitui para mim.&lt;br /&gt;Assim, estava refletindo sobre os conflitos que me atingem pessoalmente algumas vezes, pelo fato de ter construído modelos, como todos os seres, fruto da minha experiência de vida sob todos os aspectos ( familiares, educacionais, emocionais, psicológicos, culturais...), ao confrontá-los com experiências que não os atendem.&lt;br /&gt;Durante a infância/adolescência fui tímida e um tanto bucólica, totalmente diferente de minhas irmãs, que sempre foram arrojadas (eu diria). Meus projetos de vida eram modestos...nunca pensei, por exemplo, em escrever, em publicar coisa alguma. Nesse caminho, é muito comum lembrar, com saudade, de alguns hábitos dos meus pais, a exemplo de acordar bem cedo, quando a casa ainda estava envolta na penumbra do derradeiro estágio do sono profundo de todos nós (6 filhos), para conversar ouvindo música e tomando o primeiro cafezinho, ou sentar em cadeiras de lona postas sobre a calçada à noite para bater um papinho tranquilo, enquanto brincávamos por perto fazendo algazarra com inocentes brincadeiras.&lt;br /&gt;Porém, ao mesmo tempo em que amo essas coisas e tenho saudades, sou uma contumaz usuária da Internet, consumidora voraz de E-books, e insaciável usuária de sites de pesquisa e coisas assim, por ser muito curiosa e inquieta, e ainda ter um estímulo constante e fortíssimo, que é escrever - já disse Machado que “o autor é um reflexo do que lê”, e Saramago:” os autores são filhos de suas leituras” – o que, segundo os estudiosos do assunto, é fundamental nos casos da “Dissonância” ( o estímulo) para fazer com que ela se suavize diluindo os conflitos. Mas será que hoje existe alguém que não os tenha?&lt;br /&gt;Essa teoria foi desenvolvida por Leon Fertinger em meados do século XX, e descrita como uma tensão que se estabelece entre o que se pensa e acredita, e o que se faz, ou seja, comportamentos e aprendizagens que estão em desacordo com as demandas internas nos levam a embates íntimos. Uma forma de reduzir o desenvolvimento da dissonância é buscar, por exemplo, aquelas informações às quais temos acesso, de acordo com o nosso conhecimento e em sintonia com o que pensamos ser adequado a nós, à nossa forma de pensar, de nos relacionar com a vida, que seriam os modelos.&lt;br /&gt;Então, em relação à aprendizagem, que é o meu maior interesse na questão agora, como todos construímos “modelos mentais” relativos a todos os nossos sentimentos, ações, comportamentos, inclusive à aprendizagem, uma informação recém adquirida se choca com esses modelos, ocorrendo a dissonância cognitiva entre os dois e instalando-se uma necessidade de buscar restabelecer a coerência, a harmonia, que é uma atitude (decisão, ação...) complexa, que irá variar de acordo com o grau de tensão estabelecida com o choque.&lt;br /&gt;Segundo essa teoria, para reduzir o desconforto que se instala com esse estado de tensão, pode-se “substituir um ou mais modelos; buscar novas informações [complementares] que aumentem a consonância; alterar os pesos relativos em dissonância [um consenso] ou a relativização da nova informação”. O que me estimulou a aprofundar a questão, foi a compreensão de que, na aprendizagem ela pode se configurar um instrumento que poderá levar o estudante a reagir diante de um conhecimento novo e assim, a aprender, porque esse choque chama a atenção estimulando a imaginação. Porém, para haver uma acomodação é fundamental que o estímulo inicial seja mantido para favorecer a continuação da aprendizagem, sendo importante entender também, que o uso dessa técnica sem os devidos cuidados poderá levar ao cansaço por causa da tensão constante que se estabelece.&lt;br /&gt;A técnica também poderá ser usada para mudança de modelos mentais, segundo Tom e Beth Kamradt. Mas não vou entrar na questão neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4429248107441753306?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4429248107441753306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4429248107441753306' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4429248107441753306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4429248107441753306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/10/acerca-de-aprendizagemguacira-maciel.html' title='Acerca de aprendizagem...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-973994604180971484</id><published>2011-10-04T19:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T16:16:07.122-07:00</updated><title type='text'>Preconceito x Direitos Humanos...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Existem coisas que precisam ser ditas quando chegado o momento, embora nem sempre as possamos dizer diretamente a quem se destinam, por proteção, por um poderoso sentimento que é o instinto de preservação. Os embates não se fazem necessários. Aqueles que têm o “poder” fortalecendo e apoiando suas atitudes inumanas, desumanas e rasteiras, facilmente podem caluniar, perseguir, aniquilar, anular o outro. Porém, esquecem que a luz das pessoas continua a brilhar sob as suas próprias cinzas; ela é indestrutível, porque inerente à sua condição. E essas atitudes são, tão somente, um demonstrativo de covardia, de medo, de reconhecimento das próprias limitações. “Se você não pode com o inimigo, junte-se a ele”? não, se você pode aniquilá-lo; pisá-lo, e sordidamente retirá-lo do caminho para que ele não continue a lhe mostrar suas fraquezas, suas limitações, sua fragilidade, suas dificuldades ( e até sua incompetência)... Juntar-se a ele seria até uma demonstração de grandeza de espírito, de humildade e poderia ser positivo. Mas o que algumas pessoas não conseguem compreender é que essa condição só mostra o quanto todos somos humanos, imperfeitos e frágeis; inclusive os “poderosos”, claro!, e que não há necessidade de esmagar o outro, para demonstrar a própria sabedoria. Não existe nenhuma possibilidade de alguém ocupar o lugar que não lhe pertence, porque, não fosse a lei da Física em que cada corpo só pode ocupar um lugar no espaço, cedo ou tarde seria desmascarado; assim, cada um só ocupará, unicamente, o próprio lugar.&lt;br /&gt;Existe atualmente um discurso já tão repetido, que vem se tornando um jargão vazio, uma bandeira esfarrapada, que é o discurso da inclusão, do respeito à diversidade; porém, parece não haver nenhum entendimento de que o preconceito não se refere, apenas, à cor da pele, à opção sexual, ao gênero...Também existe o preconceito intelectual, o preconceito contra a condição que tem o outro de ser criativo, competente, o preconceito contra o pensamento divergente, que é tão devastador, tão mesquinho, e faz tanto mal quanto qualquer outro.&lt;br /&gt;Há pessoas que, mesmo tendo excelente nível de escolaridade - o que não implica em nível cultural de alto padrão - que não conseguem ir além, que não conseguem escapulir das bitolas, dos limites, parecendo ser ofensivo a simples condição de alguém que não tem o mesmo nível acadêmico, mas pode ser competente, ter mais facilidade de percorrer caminhos outros; aqueles que margeiam as grandes estradas da sabedoria; aqueles que sobrevivem tão belamente nos desvãos, nas entrelinhas, na reimaginação, naquele confortável e doce “entre-lugar”, como diria Renato Rosaldo, que vivem nas “zonas de diferenças”, mas que, e por isso mesmo, se constituem um manancial de possibilidades... Pessoas assim são consideradas polêmicas, e até “criadoras de caso”, o que, cá pra nós, pode ser muito bom, muito saudável... Só polemiza quem pode, quem pensa e tem lastro, quem tem base e argumentos para sustentar uma discussão, e essa condição não pode ser vista como desrespeito, como desarmonia, mas ser enriquecedora; não deve ser encarada como usurpação do poderzinho ao qual algumas pessoas se apegam, vivendo em estado de epifania, como se fora um direito só concedido aos que ostentam a coroa naquele fugaz momento em que se sentem ungidos pelos deuses do poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Todos têm o direito à liberdade de pensamento, à criatividade, à liberdade de se expressar. Que educadores, que professores, que pais somos nós, afinal? Seria através dessas posturas, dessas atitudes que pretendemos orientar os nossos jovens?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-973994604180971484?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/973994604180971484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=973994604180971484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/973994604180971484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/973994604180971484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/10/preconceito-x-direitos-humanosguacira.html' title='Preconceito x Direitos Humanos...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1969256161348272197</id><published>2011-09-29T04:31:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T04:53:51.609-07:00</updated><title type='text'>Campo de Força; indução eletromagnética (explicando a Ciência com sensibilidade)  guacira maciel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou sempre muito envolvida na busca dos porquês das coisas para tentar compreender um pouco a vida e os elos existentes entre elas, e evidenciar a natureza única que somos todos.&lt;br /&gt;Assim, continuando a percorrer esse caminho, cujo objetivo é mostrar que Ciência e Arte não são coisas diferentes ou estranhas uma à outra, ficando esta última restrita ao universo do imaginário, e que a Natureza é regida por leis gerais aplicadas a todas as dimensões, sendo bastante apenas, que busquemos os elos que as tornam única e mais, a percepção de que o belo está na gênese de todas elas, me deparei com os &lt;strong&gt;campos de força&lt;/strong&gt; e, como sempre, fiquei perplexa... Primeiro tentarei com a minha compreensão da Arte, dar uma explicação prévia sobre isso tudo e depois partirei para a similaridade encontrada através de um olhar ousado, sem amarras, que permite ampliar essa compreensão, pois acredito que a ciência não faria sentido se não encontrasse eco na nossa necessária forma de estar na vida. Segundo Michel Faraday (1791 -1867) a idéia de &lt;strong&gt;campo de força&lt;/strong&gt;, destaca a “importância fundamental das prioridades físicas e geométricas do próprio espaço e se caracteriza pela força que ele exerce na partícula eletrizada, em movimento”.&lt;br /&gt;A partir daí pode-se compreender que o Universo seja formado por &lt;strong&gt;partículas&lt;/strong&gt; (que sempre geram em torno de si algum tipo de força). Essas &lt;strong&gt;partículas &lt;/strong&gt;são centro de &lt;strong&gt;volume e espaço&lt;/strong&gt; e as forças de &lt;strong&gt;atração &lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;repulsão&lt;/strong&gt; agem através delas, sendo que sua intensidade ou capacidade de interação diminui ou aumenta tomando como parâmetro a distância compreendida entre elas; esse “lugar” no espaço é definido como CAMPO DE FORÇA (localizado entre &lt;strong&gt;volume &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;espaço&lt;/strong&gt;), e atuará e influirá interagindo com outro, dentro do campo próximo ou distante (espaço); assim, &lt;strong&gt;campo de força são as partículas atuantes&lt;/strong&gt; que se localizam no &lt;strong&gt;espaço &lt;/strong&gt;existente entre aquele objeto e a sua distância de outro, ou no &lt;strong&gt;volume de espaço&lt;/strong&gt; em volta deles.&lt;br /&gt;Logo, &lt;strong&gt;campo de força é o volume de espaço que há entre as partículas&lt;/strong&gt;, sendo que as interações entre elas ocorrem de acordo com as intensidades de cada uma. Assim, uma partícula (eu), e fonte de campo de força, sempre responderá a um campo criado por outra partícula semelhante (o outro). Quero reiterar duas coisas: uma, é a compreensão de que jamais estamos isolados no Universo, nunca estamos sós; outra é que somos parte de uma Natureza única (energia), interagindo como forma de ampliação e possibilidade de interação... por isso, o que entendo ser um olhar quântico, como o seu próprio princípio, é um olhar de &lt;strong&gt;possibilidades&lt;/strong&gt;: é possível que, em havendo uma &lt;strong&gt;força de atração&lt;/strong&gt; em torno de um &lt;strong&gt;volume&lt;/strong&gt; que propicie a aproximação, isso possa ocorrer. Entretanto, apesar de fazer parte de uma mesma Natureza, não haverá interação entre as partículas (eu e o outro) se as mesmas estiverem, como descreve a ciência, isoladas numa distância tão grande que os &lt;strong&gt;campos de força&lt;/strong&gt; de ambas não possam se responder mutuamente (porque o volume de espaço terá aumentado em demasia).Essa compreensão está de acordo com a teoria geral da &lt;strong&gt;relatividade &lt;/strong&gt;proposta por Einstein (que ainda continua valendo), que incorpora o &lt;strong&gt;efeito da gravidade&lt;/strong&gt;, segundo a qual a “distribuição de matéria e energia no universo deforma e distorce o espaço-tempo, fazendo com que não seja plano”; assim, embora os objetos nesse espaço-tempo tentem mover-se em linha reta, na verdade se movem afetados pelo campo gravitacional.&lt;br /&gt;Utilizando essa lei da ciência, como de resto todas as outras, em todas as dimensões, pode-se perceber a verdadeira teia da vida; não há diferença alguma entre elas, porque não somos parte da Natureza, somos a própria Natureza; compomos uma única e ampla ecologia (uma única energia)!&lt;br /&gt;Pode-se perceber e explicar que as leis que regem a vida, sob todos os aspectos não diferem umas das outras. Neste caso específico estaria explicado por que, no distanciamento, as relações tendem a se findar, visto que, o campo semelhante se teria afastado demasiadamente. Sendo partículas (eu e o outro), fundamental é que ocorra a interação através das linhas-de-força (o espaço, a distância ou os liames), para que se mantenham as relações no espaço em que atuam, e não uma fusão, porque a integridade de cada uma precisará ser mantida, podendo assim, se ampliar e enriquecer nesse contexto, como ocorre também nas relações entre os seres; é preciso que a identidade de cada um seja preservada, ou se findariam as possibilidades...&lt;br /&gt;Mas essa lei de atração e repulsão entre campos semelhantes, também pode nos referir quanto à atração entre opostos (diz-se que “os opostos se atraem”, nem tanto...), como estamos acostumados a ouvir quanto às relações pessoais; entre eles existe, sim, como entre todos os corpos, uma “química”, uma lei da Física que tende para a atração, embora nem sempre isto ocorra, porque não se mantêm suficientemente próximos, como ocorre aos semelhantes; tomemos como exemplo, os pólos extremos do planeta terra. Eles se atraem, apenas, com o objetivo de manter íntegro o necessário espaço para que exista o volume ou massa (grosso modo) que constitui a integridade do planeta; e tão longe, através das mesmas linhas de força, que não haverá como ocorrer uma fusão, conforme explica a lei de atração e repulsão. Caso contrário, pensemos, o que poderia acontecer se os pólos da terra tivessem seu campo de força tão diminuído, que terminassem por se encontrar? Só posso imaginar que a terra se achataria... o mesmo processo acontece com pessoas, cuja distância estabelecida pelo campo de força é tão extenso (garantindo a necessária distância existente entre ambas), cujo universo pessoal ou micro mundo está tão longe do outro que não se comunicam, não se aproximam, lhes sendo, tão somente, permitido o poder de sedução que essa condição impõe e assegura; o campo de força as mantém afastados; no entanto, caso se desse uma fusão, ainda que momentânea, poderia ocorrer um choque, que mudaria seu sentido de existir e sua trajetória própria.&lt;br /&gt;O que posso deduzir é que, como opostos que precisarão assim permanecer (como os pólos extremos da terra), algumas pessoas deverão compreender a necessidade de existir da força de atração e repulsão, somente enquanto possibilidade, cuja missão seria, creio, assegurar o necessário cumprimento das leis que regem o Universo. E, uma vez que a Natureza é una, todos os seres estão nelas incluídos de forma igual, ainda que mantidos à distância, até para assegurar sua própria integridade e razão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1969256161348272197?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1969256161348272197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1969256161348272197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1969256161348272197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1969256161348272197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/campo-de-forca-inducao-eletromagnetica.html' title='Campo de Força; indução eletromagnética (explicando a Ciência com sensibilidade)  guacira maciel'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8274264572665588146</id><published>2011-09-25T06:36:00.000-07:00</published><updated>2011-10-16T07:31:23.849-07:00</updated><title type='text'>Degustando meu próximo livro, "Cruz do Meu Rosário..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os filhos de Marta e Carlos costumavam, junto com alguns primos, passar as férias na ancestral fazenda. Em registro encontrado numa velha caixa, assim se referiu a penúltima filha do aventureiro casal: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;br /&gt;___ Quando criança ia passar férias lá na fazenda e me lembro como se ainda estivesse diante dos meus olhos, da reprodução de um retrato a bico de pena desse senhor bigodudo - Duarte Pacheco Pereira - que mais me amedrontava, pois não sabia o que, exatamente, fazia ali na parede daquela misteriosa sala. Mas isso parecia já não ter a menor importância, mesmo porque esse capítulo da nossa história subjaz a versão da história oficial...&lt;br /&gt;O velho solar ancestral construído sobre uma elevação que lhe conferia certa imponência, era tão fantástico com aquela infinidade de janelas azuis (ou verdes?), cujos peitoris assentados sobre paredes de 1.00m de largura, acomodavam deitado o meu corpo de criança, onde gostava de ficar a sonhar. Acho que já existia em mim, de forma latente, o gosto pela arte, pois comumente estava fora da realidade do que ocorria à minha volta; me sentia uma sinhazinha em seu “feudo”, instalado nos velhos salões em desuso, da parte de trás do assombroso ( e "mal assombrado") casarão, com o assoalho já carcomido em sua parte central e que, ao sentir o peso dos nossos corpos correndo ao brincar de esconde esconde, gemia pedindo sossego.&lt;br /&gt;Lá, brincava com irmãos e primos e às vezes, como me distraia encarnando algum personagem de outra época, que vivia nas histórias que ouvia das minhas tias e empregados, e também no meu vivo imaginário, nunca era encontrada, ficando para trás nas brincadeiras. Quando dava por mim estava sozinha e com medo dos fantasmas que os supersticiosos diziam morar por ali. Os que via – não apenas imaginava – não eram fantasmas; mas lindas mulheres, sendo eu mesma uma delas, rodopiando em vestidos de seda parecendo verdadeiras borboletas emergindo das vaporosas saias sustentadas por anáguas com aspecto de asas coloridas; os colos cintilantes com as pedrarias ostentadas, elas imitavam pombas arrulhantes, corando aos elogios dos seus admiradores - bem, não sei se seria assim, verdadeiramente, já que entre essa época e agora, quando resolvi registrar essa história, já se passou muito tempo e poderei estar descrevendo uma imagem acrescida de outras experiências, leituras, filmes (inclusive imagens, por exemplo, de “E o Vento Levou...), e mais aquela impressão que a gente tem quando olha para um passado tão puro vivido na nossa infância - .&lt;br /&gt;Um pouco abaixo, fora do casarão, ao seu lado direito, ficava o curral, onde, pelas quase madrugadas, ainda de pijamas de flanela iamos todos beber leite cru “pra ficar forte”, quando me punha a observar, encantada, o azáfama dos vaqueiros sob a orientação de Ernesto, neto de escravos do antigo Engenho. O velho vaqueiro mor distribuía as ordens em lamentoso tom de voz, remanescente, talvez, das lembranças retidas na sua memória, sobre o dia-a-dia da senzala, cujas casas, já em ruínas ainda conheci, habitadas por velhíssimos descendentes de escravos que não tiveram outro lugar para morar após se verem livres do vergonhoso estado de escravidão em que foram jogados.&lt;br /&gt;Mas como desconhecia todas essas mazelas na pureza da infância, achava doce adormecer na fazenda. As lembranças do ocaso contêm ainda hoje o som da brisa fresca nos canaviais e o cheiro doce da cana-de-açúcar ao receber o bafejo dos ventos noturnos; dos gritos dos vaqueiros colocando o gado dentro do curral para passar a noite; do canto dos grilos e dos sapos – a mim, me sabia a canto – além, lá pelas tantas, dos barulhos do velho casarão, feitos por seus ativos habitantes noturnos; alguma coisa entre ratos e fantasmas, personagens das histórias contadas pelos empregados, sobre escravos arrastando grilhões e entoando cânticos saudosos que falavam da sua terra natal, de onde haviam sido brutalmente arrancados pela ganância e o desrespeito, muitas vezes com a conivência do seu próprio povo.&lt;br /&gt;O amanhecer, não menos gostoso, exalava um cheiro que prenunciava as delícias que teríamos ao fartíssimo café . Aliado àquele barulho tão característico, ouvíamos ao longe o burburinho da lida dos empregados. O ranger musical do carro de boi transportando a cana recém ceifada dos pés, ao ritmo cansado da parelha de animais, e o chiar das palhas se arrastando malemolentes no chão por onde o carro passava entre buracos e saliências do barro vermelho do massapé, a caminho da usina; dos gritos dos vaqueiros separando o gado para levar aos pastos; dos bezerros gritando por se verem afastados das gordas tetas de suas mães, que agora teriam outras bocas para alimentar. Mas da cozinha...ah!...dali vinha o melhor de todos os barulhos e cheiros, como aquele do café que em breve agasalharia os nossos ávidos estômagos de crianças, com banana frita, queijo caseiro, cuscuz, beiju na manteiga, coalhada e outras delícias.&lt;br /&gt;Meu avô materno era poeta e grande apreciador da música e da boemia, tendo gastado grande parte da sua fortuna pessoal ao promover festas durante as quais hospedava, e nutria, em sua própria casa toda a orquestra, que mandava vir de fora, para desespero de sua submissa esposa e felicidade da prole. Era um homem de letras e tinha um especial olhar sobre a vida.&lt;br /&gt;De sua esposa, minha enigmática avó materna, pouco tenho a dizer, pois encarnava o papel da simplória matrona, apesar do nível social ao qual pertencia, que passou o pouco tempo que viveu a cuidar dos dez filhos que gerara, oferecendo o necessário sossego ao senhor seu marido, para que pudesse exercer o cargo de respeitável juiz de comarca. Morreu jovem, deixando pequenos alguns dos dez filhos, que ele, sozinho, teve grandes dificuldades em criar. Em consequência disso, espalhou-os entre a família como quem o faz com uma ninhada de gatos, o que nunca pude entender muito bem. Entretanto, quero crer que tenha sido menos por desamor e mais por absoluta incapacidade de realizar a árdua tarefa, uma vez que às mulheres sempre coube esta missão".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8274264572665588146?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8274264572665588146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8274264572665588146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8274264572665588146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8274264572665588146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/degustando-meu-proximo-livro-cruz-do.html' title='Degustando meu próximo livro, &quot;Cruz do Meu Rosário...&quot;'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6042262739158484754</id><published>2011-09-19T12:32:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T12:39:25.895-07:00</updated><title type='text'>Cópula infinita    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E entregam-se&lt;br /&gt;céus e terra&lt;br /&gt;na grandeza das águas&lt;br /&gt;à cópula infinita...&lt;br /&gt;acolhendo a energia que destila o sol&lt;br /&gt;na perene cavalgada&lt;br /&gt;sob a suave luz da lua&lt;br /&gt;Eva esvai-se&lt;br /&gt;combinada ao elixir da imortalidade&lt;br /&gt;liquefazendo-se ouro...&lt;br /&gt;e correm pelas veias do dragão&lt;br /&gt;refinados&lt;br /&gt;os três tesouros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na eterna alquimia&lt;br /&gt;energia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e alma...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6042262739158484754?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6042262739158484754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6042262739158484754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6042262739158484754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6042262739158484754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/copula-infinita-guacira-maciel.html' title='Cópula infinita    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4730949857203602843</id><published>2011-09-17T14:17:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T05:05:06.437-07:00</updated><title type='text'>Varanda alta    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É uma tortura tê-lo guardado lá, naquela varanda alta da nossa adolescência, cabelos dourados como o sol, cuidadosamente penteados; um príncipe encantado e quase triste, de calções, sem roupa de gala, espada e, principalmente, sem cavalo branco, mas um príncipe.&lt;br /&gt;Gostaria de poder tirá-lo daquela varanda adolescente e levá-lo para minha infância, amor de infância é mais suave, não dói tanto; acho que é porque a gente não tem ainda os hormônios que mobilizam as emoções, explodem tudo, gravando a ferro e fogo as imagens no coração.&lt;br /&gt;Mas decidi despedir-me da varanda. Quero esvaziá-la e sair rápido, sem olhar pra trás, como se sai de uma velha casa em ruínas, onde a gente passou toda a vida e da qual, agora, está sendo despejado; uma saída compulsória, porque ela já não tem condição de abrigar nada. Mas para isso é preciso expulsar um morador antigo, que se instalou lá naquela varanda alta e é mais teimoso do que eu.&lt;br /&gt;Como abandonar a velha morada se lá existe alguém que não quer sair? Tudo está desmoronando ao redor, mas o teimoso coração, como a casa, insiste em se manter abrigo, ainda que tudo seja desabrigo: janelas fechadas como olhos baços pela ausência, (dizem que eles são as janelas da alma); encanamentos enferrujados por falta do correr impetuoso da água em seu interior, as pobres válvulas com suas roscas aluídas, já não mantêm a necessária pressão; os móveis, o sofá da sala, que já acolheu corpos jovens, dilacerado expondo vergonhosamente suas entranhas; e o jardim? este, já não tem canteiros floridos, grama úmida e fresca, mas galhos secos retorcidos, como garras.&lt;br /&gt;Só ficou teimosamente verde e viva a velha árvore (que pode nem ter existido), agora cabide de todas as lembranças. Ela, sim, ainda abriga flores, frutos e pássaros que vêm a cada primavera, como a esperança, qual uma promessa ainda não cumprida. Isso, porque possui raízes fortes e profundas fincadas no jardim lá daquela casa com varanda alta, da nossa adolescência, que por instantes pareceu voltar impetuosa, latejando e derramando sangue novo, como artérias desobstruídas após a quase-morte, trazendo vida e flores, e frutos, trazendo novas cores, vento fresco e muito azul.&lt;br /&gt;Como trancar a velha casa de varanda alta, sair silenciosamente, para evitar que o velho morador, teimoso, volte ao aconchego do antigo abrigo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4730949857203602843?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4730949857203602843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4730949857203602843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4730949857203602843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4730949857203602843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/varanda-alta-guacira-maciel.html' title='Varanda alta    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5430217770053722471</id><published>2011-09-11T05:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-11T05:28:13.637-07:00</updated><title type='text'>Sintágma             (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Radicalmente arbitrário&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;o sinal verde&lt;br /&gt;mas o azul ao contrário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;arbitrário relativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;tem um ponto positivo&lt;br /&gt;mesmo sofrido e doído&lt;br /&gt;se &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;relativamente motivado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;azul ou verde não importa&lt;br /&gt;cedo ou tarde será prado&lt;br /&gt;e então terá valido&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;vai é oposição de vamos&lt;br /&gt;mude-se a idéia a exprimir&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;não buscando exatamente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;a unidade buscada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;outras tantas hão de vir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5430217770053722471?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5430217770053722471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5430217770053722471' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5430217770053722471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5430217770053722471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/sintagma-guacira-maciel.html' title='Sintágma             (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3401906017573598234</id><published>2011-09-08T12:47:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T12:18:39.625-07:00</updated><title type='text'>Desordem...       (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lá atrás já falei de uma (des)ordem. Mas esta aqui é desordem mesmo, confusão...&lt;br /&gt;Estou assim, confusa. A muitos dias que pego o meu velho caderno (o meu muro de lamentações), para tentar dizer coisas que me vêm incomodando, mas não era chegada a hora; sempre fechava-o, porque nada tinha coerência e ainda não sei se tem...&lt;br /&gt;O assunto principal é você! Você mesmo; você que bagunçou a minha vida, que entrou nela sem ser convidado, me tirou o chão, e ocupou cada espaço, cada minuto dela por tanto tempo, sempre com o mesmo encanto, a mesma doçura, a mesma delicadeza e a mesma mentira. Esta ultima palavra é terrível de dizer junto às demais; ainda não a aceito.&lt;br /&gt;Sabe o que me ocorreu? Lembrei que li em algum lugar sobre dois corações... e você parece ter dois corações. O primeiro, que conhece todos os caminhos que levam à minha alma, é quente como um pequeno abrigo onde parece haver sempre uma lareira acesa, como nas descrições dos romances vitorianos. Nesse coração o fogo está sempre estalando e explodindo em labaredas dançantes, que lembram pequeninas línguas. Esse coração mantém a porta sempre aberta e me recebe sempre aos saltos, como na primeira vez.... Esse coração foi privilegiado por mim; dei-lhe toda atenção, talvez porque ainda não conhecesse o seu outro coração. No primeiro morou um amor tão especialmente mágico, que o simples fato de poder imaginar ser um dia lembrado como um sentimento diferente me faria ficar infeliz.&lt;br /&gt;Mas o seu outro coração, que acabo de conhecer, é cruel, é frio como gotas de gelo. Será que você existiu mesmo? Teria sido você um homem real? Por que isso me incomoda tanto? Sabe como é...a nossa mente é uma máquina fantástica, e eu acho que criei você para me dar abrigo junto àquela lareira acesa; eu estava tão só e sentia tanto frio...aquela ideia me trouxe conforto; foi um acalanto, e eu dormi, permitindo que você saísse da minha imaginação, e foi tão perfeito que não fiquei triste quando você se foi, porque foi uma partida brutal; nesse dia comecei a conhecer o seu segundo coração. Mas eu teria gostado tanto que você fosse de verdade... Aliás, achei que era tão verdadeiro que nunca pensei que voltasse a viver só na minha imaginação. Mas não existe perfeição e uma linda bolha de sabão, de temporário azul, tende a desaparecer; e com tanta rapidez se pos fora do meu alcance...pudera! Mas estou feliz por ter criado algo tão perfeito; uma espécie de real imaginado. Isso pode até provar que os poetas não mentem, como disse Pessoa, mesmo que eu não seja poeta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3401906017573598234?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3401906017573598234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3401906017573598234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3401906017573598234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3401906017573598234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/desordem-guacira-maciel.html' title='Desordem...       (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6884126164164497194</id><published>2011-09-04T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T12:20:13.536-07:00</updated><title type='text'>Paralelas...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dois caminhos duas setas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;oponentes separadas paralelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sem porto sem parada sem destino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sobrepostas ora curvas ora retas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dois caminhos duas setas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;disparadas de arcos tensos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;idas vindas dois caminhos em aclive&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vôo livre não sem metas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;duas setas dois caminhos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mesmo em curvas ou em retas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;seguem juntas paralelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sem parada sem destino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dois caminhos duas setas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6884126164164497194?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6884126164164497194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6884126164164497194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6884126164164497194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6884126164164497194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/paralelasguacira-maciel.html' title='Paralelas...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3354925352902595564</id><published>2011-09-02T09:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T09:52:06.331-07:00</updated><title type='text'>Espera...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É... talvez Rubem Braga tenha razão… a mulher que espera um homem, às vezes recebe, de fato, a visita do diabo, porque a quantidade de planos de vingança que lhe passa pela cabeça naquele momento, só pode ser, mesmo, arte do cão; ah! quando aquele miserável chegar não entra no meu quarto; vai dormir no chão duro, sem lençol e travesseiro. Melhor, vou fingir que não estou p… da vida e olhar feito idiota pra cara dele, dando milhões de desculpas mentirosas. Sabe de uma coisa? nem quero olhar aquela cara senão lhe furo os olhos…ou então vou fingir que dormi e nem percebi sua ausência, e me vingar na primeira oportunidade!…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Toda mulher que espera um homem, começa a odiar a cama, o quarto, aquela roupa do bandido que está ali à sua frente, pendurada, e com aquele cheiro que lhe lembra por minuto que ele não chegou, que está atrasado e talvez nem chegue…Mas a mulher que espera um homem que não vem, devia ter um santo especial pra quem rezar e pedir: por favor, pega ele pela mão onde estiver, fazendo o que for e traz pra mim!…&lt;br /&gt;Toda mulher que espera um homem, se iguala no ódio, no tédio, na impotência, no desejo de vingança e no medo; seja ela executiva, lavadeira, professora ou simplesmente uma mulher que espera um homem, que chega atrasado, mas não tarde, a quem ela olha e o coração, quase enfartado há pouco, se aquieta, porque reconhece o cheiro da camisa pendurada, ou talvez porque saiba que ainda não o perdeu…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3354925352902595564?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3354925352902595564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3354925352902595564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3354925352902595564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3354925352902595564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/esperaguacira-maciel.html' title='Espera...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8937351316335706830</id><published>2011-09-01T11:28:00.000-07:00</published><updated>2011-09-01T11:46:48.537-07:00</updated><title type='text'>Interregno    (02/04/06; guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Errando em pensamentos&lt;br /&gt;do meu íntimo interregno&lt;br /&gt;me acho no meu eu&lt;br /&gt;e no teu cáis&lt;br /&gt;te sinto ora abstrato mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ora concreto leme a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“conduzir teus barcos a&lt;br /&gt;bom porto”&lt;br /&gt;e cá...&lt;br /&gt;te sonho entre o ócio&lt;br /&gt;dos salões a navegar...&lt;br /&gt;imagem difusa entre a fumaça&lt;br /&gt;e a brisa das manhãs&lt;br /&gt;talvez do Tejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;das barricadas de Luanda&lt;br /&gt;ou uma roda nordestina de Ciranda&lt;br /&gt;por que me aflijo e me consumo?&lt;br /&gt;por que buscando o teu cenário&lt;br /&gt;nas Cruzadas Medievais&lt;br /&gt;sob pesado elmo&lt;br /&gt;já te encontro cá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na alegria dos nossos carnavais?&lt;br /&gt;finalmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;me confundes&lt;br /&gt;não sei quem és&lt;br /&gt;és o silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o dedo em riste&lt;br /&gt;o abraço largo que me acolhe?&lt;br /&gt;a lauda em branco da minha tentativa&lt;br /&gt;o severo e duro olhar que tolhe&lt;br /&gt;a hora que não há?...&lt;br /&gt;és o sorriso doce e complacente no olhar?&lt;br /&gt;a maré mansa e morna &lt;br /&gt;que acolhe meu banho nu&lt;br /&gt;como mil suaves mãos no Atlântico de cá?&lt;br /&gt;o teu não-ser&lt;br /&gt;o teu silêncio qual perfil&lt;br /&gt;de longínqua montanha envolta em brumas&lt;br /&gt;se constituem meu delírio&lt;br /&gt;és um solfejar...ainda não uma canção&lt;br /&gt;és somente a doce idéia&lt;br /&gt;que migrou suavemente ao coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8937351316335706830?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8937351316335706830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8937351316335706830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8937351316335706830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8937351316335706830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/interregno-020406-guacira-maciel.html' title='Interregno    (02/04/06; guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5921734906903371863</id><published>2011-09-01T11:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T17:01:05.246-07:00</updated><title type='text'>Água de chuva         (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sonhei?&lt;br /&gt;acho que não... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vivi uma ternura nova &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;inesperada&lt;br /&gt;amoleci virei água de chuva&lt;br /&gt;morna cristalina adocicada&lt;br /&gt;me vi criança acolhida ancorada&lt;br /&gt;me senti pipa cabeça flutuando pés no chão&lt;br /&gt;por instantes mente em caos coração em confusão...&lt;br /&gt;respirei fundo senti o mundo piquei o bonde&lt;br /&gt;pisei fundo... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5921734906903371863?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5921734906903371863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5921734906903371863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5921734906903371863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5921734906903371863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/09/agua-de-chuva-guacira-maciel.html' title='Água de chuva         (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4681248889867688809</id><published>2011-08-07T18:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T13:20:03.894-07:00</updated><title type='text'>"Beijar seus pés..."           (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jamais pude me relacionar muito bem com as máquinas, de lavar, de cozer, de café, de escrever, por entender o ser humano a obra prima da Criação; aquela que continua a me intrigar, me surpreender, me enriquecer, me instigar e até me enganar. E quanto mais vivo, mais tenho consciência dessa realidade. Mas o computador!...&lt;br /&gt;Entretanto, por mais paradoxal que possa parecer, esse mesmo homem, criatura perfeita em sua essência, não entendeu ainda que é pequeno demais diante do poder e do talento do seu Criador. Cada dia tenho mais e mais consciência de que não sabemos nada e nada controlamos. Do nascimento até a morte, a vida é um percurso, um constante processo de aprendizagem, e quando chegarmos ao fim teremos a sensação de que muito teríamos ainda que aprender. No meu percurso, aprendi duas coisas (pelo menos...): que esse é o ponto de partida, a grande sabedoria do pequeno ser; e que o grande saque é calar e ouvir o que o universo tem a dizer, porque tudo é grande demais para nossa compreensão imediata. O bem e o mal não têm vida própria, ou melhor, não ocorrem espontaneamente; eles são uma decisão nossa; uma escolha do homem, e consequência das atitudes que tomamos diante da vida.&lt;br /&gt;Neste momento, estou procurando entender porque a máquina, que algumas vezes abomino, por mãos alheias, trouxe à minha vida a presença de um ser mais jovem, que trilhará caminhos pelos quais eu talvez já tenha passado, embora não necessariamente pelo mesmo percurso. Não sei se ele tem consciência do que digo aqui, se eu mesma não sei a razão de tudo isso. É mais sábio silenciar para poder escutar, porque não tenho respostas prontas, nem o que ensinar, e já aprendi que nada acontece por acaso. Em sua imensa sabedoria, o Criador passou a usar um meio bem contemporâneo para continuar ensinando-me lições que ainda tenho que aprender; lições de amor, que são a essência da vida, e a síntese de todos os Seus ensinamentos.&lt;br /&gt;Talvez eu devesse começar esta crônica assim: era uma vez o amor, que pode estar contido nos quatro elementos e em todos os sentidos: amor de amigos, de amantes, pais e filhos, amor universal... Fato é que pude sentir carícia de pele macia... vi a lua cheia no mar e a cidade vazia...&lt;br /&gt;Mas não me saiu da cabeça o olhar daquela mulher, como eu, ao dizer em voz surpreendentemente emocionada e mesmo dramática: “me dê uma esmola!...se a senhora quiser, posso beijar seus pés...”&lt;br /&gt;Até hoje não consegui compreender....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4681248889867688809?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4681248889867688809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4681248889867688809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4681248889867688809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4681248889867688809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/08/beijar-seus-pes-guacira-maciel.html' title='&quot;Beijar seus pés...&quot;           (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3836486171694554063</id><published>2011-08-04T18:08:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T12:02:34.017-07:00</updated><title type='text'>Balêêêêroooooo             (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outro dia, lendo um livro da “costumbrista”, como diria Thalles de Azevedo, Hildegardes Viana, saudosa professora que, como ninguém, descreveu os usos e costumes da vida da Bahia antiga focalizando deliciosamente personagens urbanos que são verdadeiras instituições, alguns dos quais ainda conheci, lembrei-me de uma dessas figuras que faziam a delícia e o tormento da minha infância.&lt;br /&gt;Minha família, pais, eu e mais cinco irmãos, vivía no interior, porque meu pai era funcionário público, “Fiscal de Rendas do Estado”. Porém, em determinado momento da nossa vida familiar, foi necessário que alguns irmãos e eu viéssemos passar uma temporada na casa de uma tia em Salvador, sendo a principal razão o acesso a melhores escolas, já que meu pai havia sido transferido para um longínquo município, onde a educação era muito precária.&lt;br /&gt;Dessa época algumas coisas boas e ruins ficaram muito vivamente guardadas na minha memória. Uma das mais fortes, por causa, inclusive, das cores e da artística arrumação da cesta, é a imagem do baleiro, ou o rapaz que vendia balas em nosso bairro (entre outras delícias), e que fazia seu marketing de venda a estranhos berros, achando que cantava em melodioso tom. Ainda guardo na memória a ‘doce’ imagem de Aderbal (Bal para seus pequenos fregueses): negro, estatura pequena, fornido em carnes e com um sorriso que começava nos olhos e terminava na boca de muitos e alvíssimos dentes – minha impressão de criança é que os tinha em quantidade exagerada; aqueles dentes mais pareciam faróis e deixavam o seu sorriso luminoso - e se intensificava ao nos ver e ouvir chamá-lo com ansiedade, quase desespero: balêêêrooo...Éramos lucro certo...&lt;br /&gt;Hoje, acho seria visto como figura de ficção de um mundo primitivo, como o seriam para nós, àquela época, os prosaicos sborgs, ovines e jogos eletrônicos com os quais convivem, naturalmente, as crianças do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;Todos os baleiros carregavam grandes e pesadas cestas de vime ovaladas, que pareciam fazer parte da sua identidade; eles as carregavam presas por grossa tira de couro atravessada em diagonal sobre o peito, certamente para proporcionar mais firmeza ao andar; mas apesar disso, caminhavam com uma desenvoltura, quase leveza, que não poderíamos imaginar o fardo que significavam. Não menos vivo na minha memória ficou o som que ele fazia ao bater com as moedas, arrumadas por ordem de tamanho, uma contra as outras no centro da palma da mão, tendo as cédulas dobradas ao comprido presas entre o dedo indicador e o anular, passando por trás do dedo médio. O sentimento que aquele som despertava em mim ainda é indescritivelmente presente; vê-lo aproximar-se então!... Só a partir desse momento eu tinha certeza de que ele não era um sonho.&lt;br /&gt;Cada vendedor, como o baleiro, tinha hora certa para passar e uma clientela fiel, dependendo do gosto do freguês. Para mim, nenhum superava Bal, que passava um pouco após o nosso almoço. Antes de sair para o trabalho, minha tia, que era funcionária pública exemplar, já deixava na mão da empregada ou sobre a cristaleira da sala - onde eram guardados os cristais remanescentes dos tempos de moça da aristocracia rural, bem posicionada socialmente - debaixo de um pano que a protegia e enfeitava, o sagrado dinheiro já trocadinho, com a recomendação de que só aqueles que comessem toda a comida posta nos pratos ao almoço teriam direito àquelas delícias que tínhamos como sobremesa, e que, na linguagem de hoje, diria ser meu sonho de consumo; meu segundo mais caro objeto de desejo infantil; o primeiro era uma bicicleta só minha...&lt;br /&gt;Todos ficávamos atentos ao grito do baleiro, que era ouvido a enorme distância, anunciando sua chegada em breve, como um aviso para que ficássemos em estado de alerta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__Ê balêêêêroooo...ê balêêêêrooooo...chegô balêêêêroooo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o percebíamos tão perto a ponto de mais nada podermos ouvir, ensurdecidos, pois vivíamos um período em que existia algo que hoje quase se desconhece: o silêncio, corríamos aos pulos e gritos até a cozinha onde se encontrava a empregada, totalmente indiferente à nossa ansiedade, e a trazíamos quase aos tropeços e empurrões para nos dar o dinheiro que repousava sobre a cristaleira alheio ao nosso desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Calma! vocês tenham paciência, que o baleiro ainda está longe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós queríamos esperá-lo já no portão, com o dinheiro nas mãos, para que ele não descesse a rua e tivéssemos que esperar que as outras crianças fizessem suas demoradas compras antes de nós; não dava para esperar! ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons e inocentes tempos aqueles; só me incomodava a saudade de casa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3836486171694554063?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3836486171694554063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3836486171694554063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3836486171694554063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3836486171694554063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/08/baleeeeroooooo-guacira-maciel.html' title='Balêêêêroooooo             (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7218276902248812023</id><published>2011-07-30T18:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T19:05:04.080-07:00</updated><title type='text'>Negra Vera       (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vera negra verdade&lt;br /&gt;negra verdade Vera&lt;br /&gt;verdade Vera negra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;negra&lt;/strong&gt; verdade Vera&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;verdade&lt;/strong&gt; Vera negra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vera&lt;/strong&gt; negra verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;verdade&lt;/strong&gt; negra Vera&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vera&lt;/strong&gt; verdade negra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;negra&lt;/strong&gt; Vera verdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7218276902248812023?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7218276902248812023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7218276902248812023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7218276902248812023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7218276902248812023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/negra-vera-guacira-maciel.html' title='Negra Vera       (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7456474227077686053</id><published>2011-07-26T07:27:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T06:02:35.369-07:00</updated><title type='text'>Educar e aprender...     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entendendo que educar e aprender precisam ser além de atos políticos, atos de prazer, gostaria de trazer uma referência interessante, a do filósofo do Renascimento e um homem que mais que qualquer outro está presente nas propostas de educação que entendemos contemporâneas: o monge (teólogo, humanista e retórico) Erasmo de Roterdã. Na verdade, ele é mais conhecido por seu “Elogio da Loucura”, uma sátira fantástica, porque sutil, à sociedade européia do séc. XVI. Mas sua proposta para uma educação pública é absolutamente atual em se tratando de lógica metodológica e visão conceitual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apesar de ter sido um educador das elites, tendo, inclusive, o seu trabalho pedagógico publicado, sido dedicado a Henrique de Borgonha, filho de Adolfo, príncipe de Veers, ele declarou que seu maior interesse era atingir em sua proposta a grande quantidade dos que não tiveram a sorte de ter um &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;preceptor&lt;b&gt;”&lt;/b&gt; nem a condição de freqüentar cursos particulares, que eram privilégios dos &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;apaniguados da fortuna&lt;b&gt;”&lt;/b&gt;. Trouxe aqui este sábio filósofo, para enfatizar o que hoje consideramos fundamental à educação e achamos ser fruto das nossas mentes brilhantes: o estímulo ao prazer de aprender; para isso, em sua obra “De Pueris” ele considerou importante a &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;descontração pedagógica&lt;b&gt;”&lt;/b&gt; e defendeu uma educação pautada na leveza (como tambem propôs Ítalo Calvino em relação à Literatura – em “Seis Propostas para o Próximo Milênio” -), e que amplio aqui para todas as instâncias da aprendizagem, vez que entendia o Mestre Erasmo, ser a Arte fundamental, e questiona: &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;que de mais ameno que as fábulas dos poetas? Elas têm o condão de cativar os ouvidos infantis&lt;b&gt;”&lt;/b&gt;. Fala ainda que amar o educando era condição primordial e que &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;sob essa condição a criança aprende com maior receptividade [...] por isso convém que o preceptor, de algum modo, saiba fazer-se criança...&lt;b&gt;”&lt;/b&gt; Ele também entendeu ser importante que o trabalho pedagógico estivesse ligado a um contexto, pois aconselhava que, “às histórias, sentenças breves e dinâmicas&lt;b&gt;”&lt;/b&gt; fossem acrescentadas, além de também propor que &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;por isso sejam as histórias transformadas em desenhos [...] muitas crianças se distraem com pinturas de caçadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entretanto, o que mais me encanta na proposta pedagógica de Erasmo, vem ao encontro de um dos importantes pontos que me trouxe aqui; a valorização do conhecimento construído pelo jovem fora da escola, assim como estímulo ao protagonismo e ao autodidatismo, como entendemos hoje, numa primeira instância, evidenciado pela necessidade de se expressarem à sua maneira, à maneira do seu grupo, e depois oportunizar o seu desenvolvimento pleno como ser e sujeito social; todos dentro do seu momento vivencial. Para Erasmo o educador não tinha a função de &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;plasmar&lt;b&gt;”&lt;/b&gt; o aprendizado espontâneo que a criança/jovem já havia construído e sim ir ao encontro daquela potencialidade ajudando-o a enriquecer, a reconstruir e ressignificar esse conhecimento - dentro dos atuais paradigmas - através da aprendizagem escolar. Inclusive, o termo que ele usa em latim é o verbo “excolere”, de onde deriva a palavra escola, e que significa &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;fazer sair pelo trato&lt;b&gt;”&lt;/b&gt;, isto é, o educador acolhendo o que o jovem já sabe e abrindo-lhe possibilidades para possa se expressar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Erasmo estava além do seu tempo, embora tendo se formado pela “Ordem dos Agostinianos”. Tinha conhecimentos profundos do sistema educacional encabeçado “pelos religiosos profissionais que, sem pejo nem escrúpulos, comercializavam o ensino para auferir recursos financeiros das classes altas” (isso nós conhecemos muito bem) -, e criticou severamente o sistema educacional de sua época propondo formas para reabilitá-lo e à “arte de educar”, com intenção de livrá-la daquelas “aberrações”. Ele tinha consciência que o afeto, como a Arte, é um elemento catalisador amplamente eficaz em situações de aprendizagem, mas quero acrescentar, também na terapêutica, como nos mostra a sensível Dra. Nise da Silveira (uma mulher que viveu na contramão da cultura machista brasileira), em seu fantástico e incansável trabalho/estudo com a Arte como forma de tratamento do processo psicótico, que, inclusive, curou, com afeto e acolhimento, estimulando a expressão/representação, para trazer à luz as imagens do inconsciente, ajudando a mudar comportamentos de seres cuja vida já era considerada perdida. Ela disse ter usado a Arte para &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;conhecer, estudar e tratar os inumeráveis estados do ser&lt;b&gt;”&lt;/b&gt;; aí está uma experiência que nos encaminha a buscar compreender como se dá a aprendizagem, como e quais caminhos tão subjetivos são percorridos para que aconteça, de fato - e o que a arte pode evidenciar através realidades que ampliam e/ou aprofundam as dos sujeitos (falaremos nisto mais adiante) -. Ainda não nos abrimos para esta necessidade, temos conceitos didático/pedagógicos muito rígidos. E não estou aqui, dizendo que a escola se torne um espaço terapêutico! Esta não é a sua função, e seus objetivos são outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quero enfatizar a sensível palavra do Mestre Erasmo, sobre como entendia um professor: &lt;b&gt;“&lt;/b&gt;... a cujo regaço possa confiar teu filho como o nutriz ao seu espírito a fim de que, a par do leite, sorva o néctar das letras.&lt;b&gt;” &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:';" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7456474227077686053?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7456474227077686053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7456474227077686053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7456474227077686053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7456474227077686053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/educar-e-aprender-guacira-maciel.html' title='Educar e aprender...     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8368775346663509920</id><published>2011-07-10T05:24:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T03:25:49.677-07:00</updated><title type='text'>Lusofonia              (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho visto na Internet alguns sites e blogs portugueses com um símbolo que diz: “aqui não se adota a reforma ortográfica” e eu sou totalmente a favor...Palmas para os portugueses, que tiveram a coragem e o interesse em se posicionar contra essa “unificação”, que eu diria massificação de identidades, porque lá, como entre os nossos verdes, não deve ter havido uma ampla discussão com a sociedade!&lt;br /&gt;Darei início a essa reflexão, trazendo o significado da palavra que a motiva: lusofonia é o conjunto de identidades culturais, com ênfase no idioma, existentes em países de Língua Portuguesa. No entanto, em relação ao Brasil e Portugal essa identidade se dilui a partir do momento em que sofremos fortes influências de outras culturas, notadamente a profunda influência africana, tão presentes na vida do país, assim como o fato de haver – por parte de Portugal - uma demonstração de interesse em manter a hegemonia, apenas, quanto ao idioma que falamos aqui, apesar de o Brasil se ter distanciado tanto da famosa outorga por ocasião da criação da Constituição Brasileira.&lt;br /&gt;Os elementos discursivos usados na prática dão sentido ao falar; dessa forma, a oralidade é fundamental como expressão, porque possibilita a socialização do conhecimento e subsidia a produção escrita. Um bom exemplo nos vem das culturas ancestres do Continente Africano, onde a forma de comunicação e registro oral foram, a priori, por ene razões, as bases para a continuidade da sua historia, hoje conhecida.&lt;br /&gt;Logo, vê-se, essas práticas deverão ser foco de um estudo mais sistemático, uma vez que os textos que se constituem os discursos que se produzem nas várias situações, permitem aos autores a construção de suas identidades próprias. Percebe-se aí, a necessidade de efetivação de uma proposta que integre língua/linguagem na relação de construção do pensamento simbólico do individuo e da sociedade. Assim, a linguagem torna-se um pressuposto de constituição dos sujeitos e das práticas sociais, organicamente ligados.&lt;br /&gt;Muitíssimo importante também é a “leitura”, como condição de produção de sentidos, não só concretizada em textos, sejam orais ou escritos, como a sua relação com outros textos vivenciados em sociedade, a exemplo da expressão corporal em todas as suas formas cotidianas, assim como as manifestações e expressões artísticas (posturas e expressões das vivências do dia a dia e mais, dança, teatro, música, jogo, desenho, filme, pintura, vídeo, TV.). Todas elas se constituindo um potencial para a produção de textos, que poderão ser lidos, falados e incorporados à Língua, em cujo contexto se deverá estudar a gramática, que assim, migra do seu isolamento passando a ser uma forma bem didática, porque vivenciada, para a compreensão, interpretação e produção de textos que irão reforçar a necessidade de reflexão sobre a utilização da Língua.&lt;br /&gt;Convém enfatizar que a Literatura (escrita ou não...) não está desvinculada da “leitura”, ao contrário, este será o seu ponto de partida, enquanto condição de compreensão dos significados das obras e do pensamento dos seus autores; reflexões; análises; críticas, e até a fruição. Nesse aspecto precisa-se incluir e valorizar os autores representativos das culturas constitutivas do patrimônio luso seja no Brasil, em Portugal, na África, na Ásia... não apenas em se tratando dos clássicos – ricas e imprescindíveis referências - mas muito fortemente os autores contemporâneos, uma vez que seus discursos incluem formas de expressão dos contextos agora vivenciados (culturas juvenis, internet e outros...).&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, há que se entender fundamental a capacitação dos professores, no sentido de sua atualização, além da produção de livros didáticos que discutam e valorizem essas formas que se vão incorporando à cultura.&lt;br /&gt;Mas que língua falamos no Brasil?&lt;br /&gt;Na verdade, esta é uma indecisão recorrente, uma vez que a discussão acontece desde 1823, por ocasião da outorga da Constituição Brasileira por D. Pedro, em que ficou decidido que a língua falada no Brasil seria a língua portuguesa. Já nesse momento encontro algumas contradições, a exemplo de: o fato de termos sido “descobertos” para o seu mundo, não significa que por cá não existisse a comunicação verbal e escrita; outra análise é que desde que o Brasil se independeu, teria que assumir sua identidade brasileira e se expressar segundo sua forma, ainda que essa língua se tenha constituído na diversidade, ou principalmente por isso, e que não foi apenas portuguesa, mas africana e indígena entre outras... logo, evidencia-se uma identidade própria do povo que passou a formar esta nação.&lt;br /&gt;Nesse jogo, que diria fortemente político, oscilamos desde aquela época até hoje, pelo menos entre três formações discursivas: aqueles que se decidiram por uma língua brasileira, os que entendiam ser certo uma língua padrão portuguesa e a “formação discursiva jurídica” que se decidiu pela língua legitimada, a língua portuguesa. Em conseqüência, sempre transitamos pendularmente entre uma língua intocável, recebida como legado de Portugal à qual o fato de incorporar nossa própria forma de expressão, poderia ser considerada uma heresia, e uma língua nossa de cada dia, que expressa o sentir do povo brasileiro, sua forma de estar no mundo e de se relacionar, a língua brasileira, que muito bem o representa. Em sendo assim, teríamos uma “língua fluida”, o brasileiro, que usaríamos no cotidiano, embora impregnada das formas africana e indígena para nos expressar e sentir, e uma língua com nuances de imaginário, de longitudes (o português), outorgada, desvinculada do nosso contexto, portanto, que não expressaria nosso sentir, uma vez que não incorporaria nossa identidade, especialmente em relação às nossas vivências na atualidade, cujas influências vimos nos preocupando cada vez mais em conhecer com profundidade.&lt;br /&gt;Em 1826 o deputado José Clemente apresentou um projeto para que os diplomas dos médicos brasileiros tivessem sua redação em “língua brasileira”. Em 1870 registrou-se uma polêmica entre o romancista brasileiro José de Alencar e o português Pinheiro Chagas, em que o primeiro defendeu nossa autonomia e direito de respeito às diferenças, e o segundo argumentava defendendo o legado português. Já em 1927 foi aprovada uma lei para que os professores ensinassem a gramática nacional do Brasil, realidade que permaneceu até agora. Mais uma vez, em 2007, o assunto volta à ribalta, com a possível aprovação de uma lei de unificação gramatical, sem abertura de discussões com a sociedade, principalmente os educadores, ferindo as liberdades dos dois povos, uma vez que ambos teriam mudanças impositivas. Apesar de ter parecido que seria usado o bom senso, isso não ocorreu e a imposição de mais uma lei mudou definitivamente (?) a nossa vida, sem que tenhamos sido consultados; Portugal, finalmente, decide assinar o acordo e cabendo ao Brasil aceitá-lo, porque duas ou três cabeças assim o entenderam, já que está claro que o povo, constituinte principal de uma nação, não!...&lt;br /&gt;Meu posicionamento, que não implica em nenhuma retaliação ou restrição cultural ou de nenhuma outra espécie, é que deveria ser preservada a identidade íntima de todos os povos que no passado foram considerados colônias do estado português, uma vez que todos têm sua própria cultura, portanto uma identidade anterior a esse período, cuja forma mais forte se faz presente através da língua e, tomando a Semiótica como referência, sendo uma representação das formas intrínsecas de sentir e pensar, mesmo tendo valores alienígenas a elas incorporados.&lt;br /&gt;Entendo que essa imposição quanto à preservação de um legado outorgado no passado já não se explica, já não tem sentido algum, a não ser que ainda seja entendido algum poder imaginário sobre ex-colônias ou um pacto de interesses puramente político de ambos, até perante a comunidade européia, quem sabe?... Inclusive, poderia tomar como referência o fato de haver um tratado de apoio mútuo entre países lusófonos, que não se faz presente em suas trajetórias na contemporaneidade; nenhuma ação efetiva nesse sentido é percebida nas realidades vividas por cada um, que se possa entender como interesse de preservação ou proteção de identidades culturais anteriores. O estado português argumenta que a língua portuguesa é um patrimônio “seu” que precisa ser preservado; quanto à essa questão, haveria de se avaliar qual o sentido de nossa participação e quais interesses reais servem como urdidura nesse texto da nossa vida, enquanto povo livre. Pode ser um patrimônio seu, mas, uma vez legado como herança, embora por outorga, este é um símbolo de identidade nacional brasileira também – salvaguardada essa identidade em suas formas de expressão _; portanto, um patrimônio de todos os brasileiros e um dos símbolos nacionais, como a nossa bandeira, a nossa geografia, a Natureza tão especial, incluindo-se a Floresta Amazônica, etc. que nem são tão respeitados...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8368775346663509920?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8368775346663509920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8368775346663509920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8368775346663509920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8368775346663509920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/lusofonia-guacira-maciel.html' title='Lusofonia              (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5768216948827721932</id><published>2011-07-05T05:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-10T06:18:28.880-07:00</updated><title type='text'>Coréia do Sul, sempre na vanguarda...   (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Li ontem (4/7/2011), que a Coréia do Sul pretende substituir todos os livros didáticos por versões digitais até 2015. Temos ai um pais que está sempre dando exemplo de vontade política nos investimentos em Educação, por considerar que este é o único caminho para o desenvolvimento de uma nação. Não devemos esquecer que em 1960 a Coréia do Sul tinha uma renda per capta de 900 dólares/ano, metade da praticada no Brasil, e ainda carregava todas as consequências e traumas de uma guerra civil que lhe dizimou a população e arruinou a economia; em 50 anos tornou-se um país desenvolvido, com uma renda que cresceu absurdamente (US$ 30.000 em 2010), permitindo à população alto padrão de vida, e erradicou o analfabetismo, com amplo acesso dos jovens à universidade. Quanto ao alto índice que analfabetismo, como forma de superação desse índice, introduziu uma reforma educacional, investindo maciçamente na Educação da população, incluindo a leitura como quesito fundamental do ensino de alto nível. As Empresas, Fundações e as Famílias se aliaram ao projeto, merecendo registrar que uma das maiores redes com fins educacionais, chama-se Crianças e Bibliotecas. O país hoje está na liderança na aferição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos.&lt;br /&gt;Quando se falar em reformas, há que se pensar em atacar os problemas fundamentais da Educação, e a leitura se constitui um dos mais importantes...Sem livros e leitura não há povo educado (neste momento não vou aprofundar a questão...). Voltemos à notícia referida no início do texto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A proposta é muito interessante, porque, além de preservar a Natureza ao economizar papel na impressão de livros didáticos, que lá não tem uma vida util tão fugaz, uma vez que reformas e mudanças de paradigmas são feitos com muito critério pensando-se no coletivo e no futuro do país, também não são as Editoras que ditam as ordens quanto ao que deve ser adotado pelas escolas e muito menos o mercado livreiro...Outro ponto interessante é o acesso irrestrito de toda a população estudantil (neste caso) à tecnologia, se sabemos que aqueles que não a utilizam estão, sumariamente excluídos do acesso ao conhecimento, ao trabalho, ao mundo contemporâneo sob todos os aspectos. Como desdobramento deste, os alunos também têm acesso livre e irrestrito aos livros, mesmo fora dos espaços escolares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O processo é simples: o governo adquire (cria) uma nuvem, e os interessados usarão os livros através de telas digitais dos tablets ou notebooks, equipamentos que oferecem recursos de ultima geração; essa possibilidade também trará como resultado altamente positivo, o aumento do interesse pelos estudos e pela pesquisa, e ainda torna o ambiente de aprendizagem e a escola atrativos e interessantes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PS. Considero necessário uma complementação para maior compreensão de alguns: amplamente, computação em nuvem é um processo de utilização e armazenamento da memória e capacidade de armazenamento em serviços que podem ser acessados em qualquer parte do mundo, dispensando a instalação de um programa no computador particular; trata-se de um arquivo remoto ao qual se tem acesso através da Internet. Sendo necessário compatibilidade com os recursos da Internet, o que torna o PC apenas um chip a ela ligado. Entretanto, esse sistema amplia os riscos de invasão do sigilo e da privacidade, para os casos em que os conteúdos da nuvem os exijam; mas não para o uso didático/pedagógico, a não ser pesquisa, creio...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5768216948827721932?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5768216948827721932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5768216948827721932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5768216948827721932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5768216948827721932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/coreia-do-sul-sempre-na-vanguarda.html' title='Coréia do Sul, sempre na vanguarda...   (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-189924697886747640</id><published>2011-07-03T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T06:36:25.530-07:00</updated><title type='text'>Te enfeitarei altares...        (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Asas ...&lt;br /&gt;retorno à noite original&lt;br /&gt;de paixão desconhecida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;febre&lt;br /&gt;composição de bocas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;olhos&lt;br /&gt;mãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;só pele intocável ...&lt;br /&gt;espaço de drama&lt;br /&gt;percepção sutil do vôo&lt;br /&gt;nos ecos derramados nos picos&lt;br /&gt;mais cristalinos&lt;br /&gt;trazidos gris&lt;br /&gt;no profundo grito de aves que não repousam&lt;br /&gt;como ondas furtivas&lt;br /&gt;mensageiras&lt;br /&gt;carrega teu tesouro&lt;br /&gt;poesia...&lt;br /&gt;a paz &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de um canto suave&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de brisas do gênesis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou o sangue latejante&lt;br /&gt;como águas de março&lt;br /&gt;há em ti filosofia e lágrimas&lt;br /&gt;a força de um colosso&lt;br /&gt;na fragilidade lilás&lt;br /&gt;e na serrilha das folhas novas&lt;br /&gt;conténs a inconsistência do primeiro e diáfano orvalho&lt;br /&gt;os receios da primeira amamentação&lt;br /&gt;a força letal da fera sem saída&lt;br /&gt;a impetuosidade sem cuidado do primeiro cio&lt;br /&gt;o torpor que permanece&lt;br /&gt;depois da tempestade&lt;br /&gt;sai do meu peito&lt;br /&gt;e escorre líquida&lt;br /&gt;mas límpida...&lt;br /&gt;te rejeito impura&lt;br /&gt;engrossa os lagos&lt;br /&gt;abre-te ao balé do cisne&lt;br /&gt;acaudala os córregos generosa&lt;br /&gt;mergulha no ser e me traz pérolas e esmeraldas&lt;br /&gt;[gosto de suas tonalidades]&lt;br /&gt;com que te enfeitarei altares&lt;br /&gt;apenas&lt;br /&gt;não te quero aqui&lt;br /&gt;prisioneira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-189924697886747640?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/189924697886747640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=189924697886747640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/189924697886747640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/189924697886747640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/te-enfeitarei-altares-guacira-maciel.html' title='Te enfeitarei altares...        (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6242062309513879213</id><published>2011-07-01T16:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-05T17:23:53.802-07:00</updated><title type='text'>Negra fateira          (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Negras fateiras ou negras de ganho... Negros de ganho, pois não foram apenas as mulheres que passaram a exercer esta função na sociedade colonial brasileira; os próprios donos de escravos os utilizavam para vender variadas mercadorias, com o objetivo de aumentar a sua renda, obrigando-os a dividir os lucros auferidos. Ou então os negros que, após a "abolição", se viram sem nenhuma alternativa de sobrevivência, e buscaram ganhar a vida vendendo algumas dessas mercadorias baratas, de porta em porta ou em tabuleiros nas ruas...Quanto às negras fateiras (também não eram apenas mulheres), no caso especificado aqui no poema, foram mulheres que, não tendo como se sustentar nem à seus filhos, começaram a pedir nos abatedouros as vísceras dos animais, que eram descartadas, uma vez que não compunham o cardápio da mesa dos brancos e ou ricos, fazendo com elas deliciosas iguarias.A partir daí, o sarapatel, a buchada, o xixim de bofe, meninico, fatada, entre outros, passaram a compor a nossa culinária, e também a serem incluídos no cardápio das casas senhoriais por causa do seu sabor que, embora exótico, foi considerado delicioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De princesa&lt;br /&gt;tornou-se escrava e fateira&lt;br /&gt;altiva&lt;br /&gt;elegante&lt;br /&gt;negra bonita&lt;br /&gt;negra brejeira&lt;br /&gt;no seu tabuleiro&lt;br /&gt;de tanta iguaria&lt;br /&gt;sarapatel&lt;br /&gt;mugunzá&lt;br /&gt;fatada&lt;br /&gt;abará&lt;br /&gt;na saia rodada&lt;br /&gt;tem barra de renda&lt;br /&gt;na blusa&lt;br /&gt;musselina fininha&lt;br /&gt;e nos dedos dos pés&lt;br /&gt;ela tem sandalinha&lt;br /&gt;no braço e pescoço&lt;br /&gt;tem prata tem ouro&lt;br /&gt;e o sol do estanho&lt;br /&gt;o doutor alemão&lt;br /&gt;encantado dizia&lt;br /&gt;não há riqueza de formas&lt;br /&gt;como a da negra da Bahia&lt;br /&gt;orgulho nagô&lt;br /&gt;do reino de keto&lt;br /&gt;escrava ou liberta&lt;br /&gt;negra fateira&lt;br /&gt;negra de ganho&lt;br /&gt;negra bonita&lt;br /&gt;negra brejeira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obs. O poema baseia-se em textos de Robert Ave-Lallemant e Jean-Baptiste Debret.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6242062309513879213?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6242062309513879213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6242062309513879213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6242062309513879213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6242062309513879213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/07/negra-fateira-guacira-maciel_01.html' title='Negra fateira          (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7304866242175881122</id><published>2011-06-30T13:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:35:05.829-07:00</updated><title type='text'>Poeta amado     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peço licença...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fiz este poema quando se foi Jorge Amado, o grande poeta da prosa, com o silêncio com que uma folha se desprende e pousa suavemente sobre águas correntes e deixa-se levar, sem submergir...&lt;br /&gt;Jamais pude esquecer o que ele falou sobre o seu amor-mulher, numa entrevista de Televisão: “pra mim, amor de escreve com Z...” ao lhe perguntarem (salvo engano) como ele descreveria o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;..............................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se o poeta da prosa...&lt;br /&gt;sacerdote azul do candomblé&lt;br /&gt;que seus tambores cala por três dias&lt;br /&gt;em homenagem ao grande pai&lt;br /&gt;de Gabriela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dona Flor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e Pedro Arcanjo&lt;br /&gt;arrebatado por um anjo&lt;br /&gt;é calado o contador&lt;br /&gt;das histórias da Bahia ...&lt;br /&gt;cai da árvore uma folha&lt;br /&gt;e mais uma estrela é nascida...&lt;br /&gt;choram todos&lt;br /&gt;e seu amor de toda a vida&lt;br /&gt;aquela de quem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;há pouco o ouvimos dizer&lt;br /&gt;pra mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;amor se escreve com Zê...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7304866242175881122?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7304866242175881122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7304866242175881122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7304866242175881122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7304866242175881122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/poeta-amado-guacira-maciel.html' title='Poeta amado     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8516338158844280217</id><published>2011-06-28T17:48:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:03:37.252-07:00</updated><title type='text'>Cinzas                (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Morre a alegria&lt;br /&gt;acinzentam-se os tons do arco-íris&lt;br /&gt;e a luz mutante&lt;br /&gt;vai desistindo de tudo...&lt;br /&gt;vem o ocaso&lt;br /&gt;e as sombras gulosas&lt;br /&gt;ajuntam todos os legados&lt;br /&gt;exceto a dor...&lt;br /&gt;o grito silencioso&lt;br /&gt;forte&lt;br /&gt;roto&lt;br /&gt;frágil&lt;br /&gt;inválido&lt;br /&gt;berra no peito&lt;br /&gt;rasga-se na garganta...&lt;br /&gt;o sangue&lt;br /&gt;furioso&lt;br /&gt;aquece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e tinge de inferno&lt;br /&gt;a muda&lt;br /&gt;nefasta&lt;br /&gt;presença.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8516338158844280217?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8516338158844280217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8516338158844280217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8516338158844280217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8516338158844280217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/cinza-guacira-maciel.html' title='Cinzas                (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4421727184319673539</id><published>2011-06-28T17:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:04:41.322-07:00</updated><title type='text'>Ai de ti...   (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ai de ti&lt;br /&gt;Haiti...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;choros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ais&lt;br /&gt;a vida esvai-se...&lt;br /&gt;vida breve&lt;br /&gt;infante&lt;br /&gt;furta-se&lt;br /&gt;em breve idade&lt;br /&gt;e a terra mãe&lt;br /&gt;em profundas dores&lt;br /&gt;se contorce&lt;br /&gt;em estertores...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4421727184319673539?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4421727184319673539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4421727184319673539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4421727184319673539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4421727184319673539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/ai-de-ti-guacira-maciel.html' title='Ai de ti...   (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6066747588542878639</id><published>2011-06-27T17:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-11T03:22:05.990-07:00</updated><title type='text'>"Cruz do Meu Rosário"     (fragmento II - guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carlos presenciara uma realidade inimaginável;sempre pensara na lavra do diamante como uma grande aventura, cheia de emoções quixotescas...&lt;br /&gt;Algumas vezes, encontrando-se perto de garimpeiros ele ouvia conversas à meia voz, nos raros momentos em que se davam o luxo de sonhar com planos de futuro:&lt;br /&gt;-- Seu Zequinha, o qui o sinhô vai fazê primero quando encontrá aquele bichão piscando com uns oio de todas cor qui se pode pensá?&lt;br /&gt;-- Hum...moço, sei não...nem quero pensá...é tantas coisa qui eu quero nessa vida de Deus...&lt;br /&gt;-- Home, diz só a primera qui ocê tem na cabeça; eu, por mim, já sei o que vô fazê...&lt;br /&gt;-- Intão conta aí!&lt;br /&gt;-- Eu dô um berro como a fera qui sô; um urro das onça qui nois ovia vim de dentro da mata quando ia caçá...&lt;br /&gt;-- Onça? aquilo lá é onça sô? era jaguatirica, qui aqui num tem onça das verdadera mermo!&lt;br /&gt;-- É, eu sei, home...&lt;br /&gt;-- Mas ocê só vai berrá qui nem a jaguatirica? é poco!&lt;br /&gt;-- Não... depois eu disimbesto nesse mundão de meu Deus, qui nunca mais ocês bota os oio n'eu.&lt;br /&gt;-- É... eu sei cuma é qui ocês fais ... e depois de ocê encher o rabo de toda cachaça e cumê todas as puta do arraiá, vorta morto de fome pra cumeçá tudinho otra vez. Eu sô mais veio qui tu e já vi muito minino fazê o mermo e depois vortá chorano cum o rabo entre as perna pidi trabaio di novo.&lt;br /&gt;--O quê? cumigo não sô!...tô dizendo? eu num vorto nesse inferno é nunca mais; é bastante uma pedrinha das boa!&lt;br /&gt;--Tá bom...pára de caçá cunversa qui o jagunço do coroné tá oiando pensando que nois tá cum arguma tramóia...&lt;br /&gt;-- Cuma?&lt;br /&gt;-- Ocê nunca viu falar das coisa qui os pesoá faz pra iscondê uma pedrinha mixuruca, não?&lt;br /&gt;-- Conta o sinhô, intão...&lt;br /&gt;-- Eu sô macaco veio e já vi coisa qui o Todo Puderoso duvida...&lt;br /&gt;A essa altura ele tira respeitosamente da cabeça, frangalhos do que fora um chapéu.--Pois eu tô dizendo... por essa luz que me alumia, qui muitas vez chamaro o dotô Filício já cheio das cachaça pra tirá do rabo de muito macho aqui, um carbonato de nadinha, que iscondero lá pra robá o dono do garimpo...&lt;br /&gt;-- Vixe Maria!...e o dotô, ele faz isso bebo mermo?&lt;br /&gt;-- Ôxe! diz o povo, qui quanto mais incharcado das cachaça, mió ele trabaia; já vi muito macho chorando com as tripa de fora, de tanto tomá olio de rícino pra botá na bosta a pedrinha que robô...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Moço!... é mermo verdade, é?&lt;br /&gt;Quando ouvia essas conversas, Carlos, decepcionado, sentia-se enjoado; o estômago contraindo-se embrulhado com tanta miséria...&lt;br /&gt;Então, era isso a lavra do diamante? aquelas pedras maravilhosas que enchiam os olhos do seu pai e proporcionavam-lhe uma vida de príncipe, eram lavradas à custa de tanta desgraça alheia?...&lt;br /&gt;O encanto de Carlos se devia ao fato de muitas e muitas vezes ter ficado embevecido a ouvir as estórias contadas pelos tropeiros ao final do dia - após intermináveis semanas de confinamento na serra - sentados nas mesinhas toscas dos botequins tomando cachaça de má qualidade. Eram, apenas, fantasias elocubradas naquele isolamento como forma de se protegerem da loucura absoluta, sobre o duro dia a dia vivido nas grotas, sem sequer perceberem que suas vidas se esvaiam junto com o suor que lhes brotava da pele crestada pelo sol implacável durante verões que chegavam à beira dos infernos, acrescidos da temperatura interna dos seus corpos tensos; pelo frio de rachar dos invernos ou das noites de qualquer estação, já que aquela região, como acontece nos desertos, tem noites extrememente frias e úmidas.&lt;br /&gt;Naquele cenário dantesco eles iam gradualmente esquecendo da própria humanidade, cabendo ao delírio preservar tão somente, a vida que mantinha o sonho, como uma tênue chama, e assim, criavam uma supra realidade que gestava a esperança do tal bambúrrio.&lt;br /&gt;Muitos adoeciam pelas mais variadas razões, desde a desnutrição, porque o pouco que tinham haviam comprado o equipamento para iniciar a jornada, ficando uma miséria para a precária alimentação, que mal os mantinha como elemtento de combustão para a mortal lavra; a maioria não por muito tempo. Então, à medida que os fortes iam perdendo a saúde, eram substituídos por corpos jovens (apenas corpos) e saudáveis. Para a imensa maioria a velhice prematura chegava e ainda encontrava uma delirante esperança de riqueza.&lt;br /&gt;Em uma das turmas de recém chegados encontrava-se Carlos, cujo sobrenome era totalmente desconhecido, pois seu pai, o velho coronel, não lhe permitira regalias de filho do dono do garimpo. Naquele ambiente podia-se dizer que havia igualdade, nem que fosse de uma forma que os tornava desiguais em relação aos outros seres humanos. No domingo do primeiro final de semana, único dia em que podiam fazer uma pausa naquela exaustiva labuta, tendo febrilmente preseo em uma das mãos, um ramo de uma das espécies nativas - e até então desconhecidas - de belíssima orquídea, Carlos desceu a serra...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6066747588542878639?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6066747588542878639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6066747588542878639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6066747588542878639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6066747588542878639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/cruz-do-meu-rosario-fragmento-ii.html' title='&quot;Cruz do Meu Rosário&quot;     (fragmento II - guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-9030162890031321957</id><published>2011-06-21T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T04:19:32.893-07:00</updated><title type='text'>Sonho de perfeição...  (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estamos falando da obra de Ítalo Calvino: “As cidades Invisíveis"; trata-se de uma série de diálogos fantásticos como só ele poderia engendrar em sua genialidade. A obra serve de pano de fundo em que ficam evidentes os valores que Calvino considerou fundamentais à sobrevivência da Literatura.&lt;br /&gt;A exemplo de Platão em sua “República”, de certa forma, Kublai Khan também sonhou com o império perfeito, que Marco Pólo, no século 13, lhe acena através dos seus relatos.&lt;br /&gt;Kublai Khan foi Imperador dos Tártaros e viveu em Cambaluc, a atual Pequim, onde o jovem mercador veneziano teria vivido por 17 anos. Como o nosso Imperador não conhecia a grandiosidade dos seus domínios, usava-o como uma extensão dos seus olhos; assim, Marco Pólo sai em uma fantástica aventura para conhecer cada pedaço daquele império, e após cada regresso os dois travavam longos diálogos, quando o imperador ouvia os fantasiosos relatos do seu jovem embaixador, com muito mais atenção do que dedicava a qualquer outro dos seus enviados; fala-se inclusive, em analogia com os contos da "Mil e Uma Noites". Kublai Khan era fascinado com o próprio poder...As cidades inventadas sobrevivem em uma surrealidade onde não existem linhas divisórias entre o real e o imaginário; “as cidades e a memória; as cidades e o céu; as cidades e os mortos; as cidades delgadas e as cidades e as trocas”, eram lugares imaginários; e todas tinham nome de mulher: Cecília, Pentesileia, Leônia... O aventureiro, na pele de Marco Pólo, lhe acenava através dos relatos, com a possibilidade de algo novo, algo ainda por conquistar, tirando o poderoso Imperador da angústia, da melancolia e do tédio que o abate, após acumular tudo o que o poder tornou possível. As cidades, como um sonho, mostram a crueza da realidade jamais imaginada, trazidas pela juventude, cujos desejos já nada mais são que recordações, como as folhas amarelas do diário esquecido.&lt;br /&gt;Para os ‘grandes’ estadistas, governantes, ou algo que se assemelhe em poder, chega aquele momento em que a melancolia e o tédio abatem inexoravelmente – ao menos em seu recolhimento - sobrepondo-se ao orgulho do conquistador; aquele momento em que imaginam já ter tudo o que desejaram até ali. Então, percebem-se desoladamente sós, perdidos e incapazes de reencontrar o sentimento, a gana da conquista e a energia que os moveram até o que pensavam ser a realização. E agora? O que representavam todas as conquistas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos sonhos, os desejos nos têm em pleno vigor e nada mais são que uma das inúmeras possibilidades só acessíveis ali; naquele momento e de alguma forma, agora só restava ao homem poderoso a aridez da imensidão que a luz crua e fria faz cerrar os olhos e deixar que se vão. E então, no espaço existente entre um e outro; entre o sim e o não, entre o real e o sonho; o passado e o presente, a extensão entre a sombra e o poste que segura o lampião; entre a envergadura das pernas e o salto possível, percebe a chegada da impossibilidade e o tédio se aloja desavergonhadamente, de forma inexorável e compulsória...&lt;br /&gt;Todas as cidades vão mostrando a dura realidade jamais imaginada na pele da "deusa" juventude; a nostalgia à qual nos remete a madureza, cujas possibilidades e desejos já não são mais que recordações... é como o papel amarrotado onde fora deixado o poema de amor do passado. A vida das "cidades e a memória", sem passado, sem história, sem ética, sem perdão, está impregnada das ausências que gostaríamos de poder entender, que gostaríamos de poder alcançar e já não será possível. Assim, nos apegamos aos leves e quase inaudíveis ecos entre os dois tempos, talvez esquecendo que, uma vez perdido, precisamos buscar entender o presente e o que poderá ainda ser possível fazer com ele, ou fazer dele em nós, para trazer à vida um pouco mais de encanto, e novas buscas, que a tornarão digna de ser vivida. Porque o que não deixou algum sinal remoto da sua existência, de fato não parece ter existido. As cidades descritas por Marco Pólo estão impregnadas de vida, de emoções; elas são a sua alma, e para Kublai Khan são como páginas de um diário onde se lê a sua própria existência. Porém, há uma incapacidade de anulação total das memórias remotas; como um déjà vu nas noites insones ou mesmo nos sonhos, percebe-se o homem incapaz do total esquecimento, e então ele passa a viver através de imagens, sob novas perspectivas, como uma invocação e, por isso, a necessidade de retorno.&lt;br /&gt;Todas essas recordações do passado trazem e deixam seus símbolos, suas marcas como pegadas e eles passam de forma subliminar a representá-las, como uma dança do imaginário. Aquele aventureiro lhe acena, através de relatos, com a possibilidade de algo novo, algo ainda por conquistar, tirando-o da angústia, da melancolia e do tédio que o abatem, mesmo que só permitidos por alguns momentos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-9030162890031321957?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/9030162890031321957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=9030162890031321957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9030162890031321957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9030162890031321957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/sonhos-de-perfeicao-guacira-maciel.html' title='Sonho de perfeição...  (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7423943608514470024</id><published>2011-06-18T20:08:00.000-07:00</published><updated>2011-06-26T04:13:50.400-07:00</updated><title type='text'>Casca de noz         (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As madrugadas me são extremamente reveladoras e profícuas em suas possibilidades após o primeiro restaurador e profundo sono; são as horas em que mais me aprofundo nas questões, me torno extremamente suscetível, criativa, cheia de energia e lúcida. Não é a toa que sempre gostei de fazer amor de madrugada...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como de hábito, estou lendo dois livros ao mesmo tempo – quando não são três – porque, no fundo, percebo que eles jamais se estranham em sua essência o que sempre me conduz a encontrar profundos elos entre os assuntos de que tratam, ainda que pareçam nada ter um com o outro; dessa vez não foi diferente. Invariavelmente, cada momento desses é novo e nunca deixo de me surpreender, nem de registrar minhas impressões.Encontro-me lendo o livro de Stephen Hawking, “O Universo numa casca de noz” e o “Rosto de Shakespeare”, de Stephanie Nolen. Ambos são fantásticos e cada um me tem mostrado um mundo que embora não seja novo, oferece oportunidade de entender coisas que já conheço, sob um ângulo novo e de encontrar elos inimagináveis entre eles e entre eles e a vida, como um todo. Incrivelmente, a primeira obra acima citada, parece ter sido inspirada pela segunda, pois há nela uma referência de Hamlet (ato 2, cena 2), “ eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”, que nos remete ao universo da Teoria da Relatividade (e da Mecânica Quântica) que se vem mostrando mais fantástica que a mais elaborada e criativa ficção; um conhecimento com que, à época, Shakespeare nem poderia, sequer, vir a imaginar que pudesse ser uma das teorias mais prováveis para explicar o Universo. Ora, Hamlet foi escrita no século XVI, mas sabemos que seu criador, em suas obras, especificamente esta, (mas também outras, como Macbeth, Noites de Reis, etc.), mesmo retratando o cotidiano das pessoas que assistiam suas peças, inicialmente pessoas simples do seu meio social – a classe dos atores e dramaturgos, que viviam na “decadente margem sul do Tâmisa”, da qual Shakespeare só emigrou vagarosamente, começando a divertir a corte a partir do período Elisabetano, embora sem dela fazer parte – cujas questões humanas se referiam ao amor, casamento, nascimento e morte, levou a reflexão sobre as relações entre pessoas de diferentes classes sociais, provocando questionamentos sobre a origem e finalidade da vida e sua transcendência. Assim, penetrou num pensamento mais elaborado em que muitas questões estavam por ser respondidas, mas se configurava fundamental serem feitas.O mais encantador, ou intrigante, no mínimo, é que só muito mais tarde, grandes homens de ciência, a exemplo de Einstein, Stephen Hawking, Fritjof Capra, entre muitos outros, pensaram e se fizeram perguntas semelhantes e buscaram respostas, agora já tendo em mãos elementos e tecnologia que os ajudaram e ajudam a fazer isso, embora sabendo que estamos apenas no início da meada, e que ainda existem muitos mistérios a serem desvendados.O mundo estar contido numa casca de noz poderia ter alguns envolvimentos, não apenas com as viagens realizadas no espaço-tempo em escala microscópica. Então, não caberia nos perguntarmos se essas teorias (Relatividade e M. Quântica, entre outras), tão logo novos avanços da ciência e da tecnologia sejam realizados, nos permitiriam, afinal, construir uma máquina do tempo? Entendendo assim, também não teríamos imensas possibilidades de, com esses mesmos avanços, chegar a um nível de conhecimento do cérebro e da consciência, que evidenciasse uma possibilidade gigantesca de se fazer viagens infinitas nessa fantástica máquina natural que é esse desconhecido? Uma espécie de viagem intra cérebro, ou endocerebral? Particularmente, esta ultima seria ainda mais viável e menos complicada, se sabemos que o próprio Einstein usou a maior parte dos seus últimos anos tentando, infrutiferamente, demonstrar uma teoria unificada, aliado ao fato de que ele se recusou a acreditar na realidade da M. Quântica, ainda que tenha percebido que a incerteza era o princípio fundamental do universo, e uma teoria unificada devesse incorporá-lo. Aliado a isso, todo dia os cientistas apontam uma nova e instável aurora, se sabemos que no início do século XX, por exemplo, acreditava-se que tudo poderia ser explicado a partir das propriedades da matéria contínua, como a elasticidade e a condução térmica. Entretanto, o conhecimento da estrutura atômica e do princípio da incerteza acabou com essa linearidade. Já em 1928, o cientista Max Born, Prêmio Nobel, teria dito que a Física que se conhecia estaria acabada em seis meses; sua afirmação se baseava na nova descoberta de Dirac, da equação que determinava o elétron e que, portanto, uma semelhante determinaria o próton - a outra partícula conhecida - mas o advento do nêutron e das forças nucleares também derrubaram essa certeza. Apesar dessa transitoriedade científica e dessa incapacidade, até agora, de 'aprisionar' certos conhecimentos, crêm os cientistas que é possível que se esteja perto de chegar às leis definitivas que regem a natureza.Mas, e o cérebro? Chegaremos um dia a conhecê-lo em sua totalidade? Sei não... fico seduzida pela possibilidade de que poderíamos compreender tantas coisas que se constituem mistério; em sendo assim, depois que tivéssemos descortinado o último véu, teríamos, então, a chave da vida... Seria esse o meu desejo, ou apenas me seduz a busca?Voltemos a Shakespeare...O tempo me intriga, fundamentalmente... Como e o que teria encaminhado Hamlet a falar de algo cuja teoria só se falaria séculos depois? sabe-se, comprovadamente, que os tempos de duas pessoas em movimento não são iguais e que cada um tem o seu tempo pessoal. Àquela época a teoria sobre a velocidade da luz e a teoria quântica nem eram um sonho na cabeça desses homens maravilhosos...os gênios do pensamento... Nada me fascina tanto quanto o tempo, porque o espaço, o telescópio Hubble e outros instrumentos, já confirmaram que continua e continua... Como a Literatura (Arte) se insere nesse contexto e traz à tona um fragmento de algo que sequer tinha sido formulado? E não foi um acaso, isso não exite. O noso cérebro é um universo de uma complexidade ainda inexplicável, mas eu ainda preciso de respostas...&lt;br /&gt;Sei agora não as terei...pode ser que Hamlet quisesse dizer o que seu criador já tivesse experimentado a nossa limitação física e a incompatibilidade desta com a nossa mente, que está livre para as mais incompreensíveis, as mais inexplicáveis e enigmáticas percepções na exploração do seu tempo pessoal e avançar com uma audácia só possível à Arte...&lt;br /&gt;(Em outro momento vamos refletir sobra essa questão, trazendo o genial Nikola Tesla, que teve fantásticas experiências mentais acerca dos seus inventos; quase todos os que o mundo conhece, aos quais são dados padrastos...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7423943608514470024?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7423943608514470024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7423943608514470024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7423943608514470024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7423943608514470024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/casca-de-noz-guacira-maciel.html' title='Casca de noz         (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5275628178799628512</id><published>2011-06-17T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:05:34.735-07:00</updated><title type='text'>Bahia...     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bahia ninguém te descobriu&lt;br /&gt;eras pronta&lt;br /&gt;sem branco negro&lt;br /&gt;mulato ou cafuso&lt;br /&gt;primeiro contato luso&lt;br /&gt;objetivo escuso&lt;br /&gt;metáfora Brasil&lt;br /&gt;Bahia minha Bahia&lt;br /&gt;já foste quinta e quintal&lt;br /&gt;hoje causa e conseqüência&lt;br /&gt;de universal etnia&lt;br /&gt;és pintura surreal&lt;br /&gt;Bahia diversidade&lt;br /&gt;pluralidade de dores&lt;br /&gt;partilha de terra poder e amores&lt;br /&gt;paradoxal arte viva&lt;br /&gt;estertores&lt;br /&gt;Bahia pobre exaurida&lt;br /&gt;entranhas expostas doridas&lt;br /&gt;ainda tens pelourinhos&lt;br /&gt;porões&lt;br /&gt;limites&lt;br /&gt;mordaças&lt;br /&gt;grilhões...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5275628178799628512?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5275628178799628512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5275628178799628512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5275628178799628512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5275628178799628512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/bahia-guacira-maciel.html' title='Bahia...     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3495185741492274200</id><published>2011-06-16T03:12:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T03:17:42.967-07:00</updated><title type='text'>Ameniza e não muda - Artigo Jornal O Globo, sábado, 20/05/e2011.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Observação: isto aqui também é "Direitos Humanos"...como educadora, não poderia me furtar a postar. Quanta lucidez...tinha que ser dito por um professor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Brasil é um país de alta criatividade em políticas sociais, com saídas para amenizar, não para mudar a realidade. A criatividade começou na escravidão, ao invés de aboli-la recorremos à Lei do Ventre Livre. Os escravos sexagenários, os velhos, eram libertados, um eufemismo para abandonados. Até a Abolição da Escravatura aconteceu sem oferecer educação nem terra para os ex-escravos e seus filhos. A Abolição foi um eufemismo para a expulsão dos escravos das fazendas para as favelas.Modernamente também temos sido campeões de imaginação para soluções parciais. Como o salário não era suficiente para pagar o transporte do trabalhador até o local de trabalho, ao invés de aumento salarial, criamos o vale-transporte, como se fosse um grande benefício social, quando, na verdade, foi um serviço à economia: garantir a presença do trabalhador na fábrica. A regra é a mesma para o vale-refeição. O salário não era suficiente para assegurar a alimentação mínima de um trabalhador, então a solução foi garantir a alimentação do trabalhador, mesmo que suas famílias continuassem sem comida. Quando a inflação ficou endêmica, ao invés de combatê-la (só enfrentada em 1994), criou-se a correção monetária, que garantia moeda estável para quem tivesse acesso às artimanhas do mercado financeiro, enquanto o povo continuava com seus salários cada vez mais desvalorizados. Hoje, quando o país vive um apagão de mão de obra qualificada, corremos para fazer escolas técnicas, esquecendo que sem o ensino fundamental os alunos não terão condições de aproveitar os cursos profissionalizantes. A Bolsa Escola foi criada para revolucionar a escola. Como isso não foi feito, ela se transformou na Bolsa Família, sendo mais uma das soluções compensatórias agregada ao vale-alimentação e vale-gás. As universidades boas e gratuitas são reservadas para os que podem pagar escolas privadas no ensino básico. No lugar de fazer boas escolas para todos, criamos o PROUNI e cotas para negros e índios. O Brasil melhora com essas medidas, mas não enfrenta o problema e acomoda a população, como se agora todos já fossem iguais. Promovem-se benefícios com soluções provisórias, como se elas resolvessem o problema. A solução adiada seria uma revolução que assegurasse escola de qualidade para todas as crianças, em um programa que se espalharia pelo país, onde todas as escolas fossem federais, como o Colégio Pedro II, as escolas técnicas militares, os colégios de aplicação das universidades. Quando a desigualdade social força a separação entre pobres e ricos que se estranham, ao invés de superar a desigualdade constroem-se muros em shoppings e condomínios, separando as classes sociais. Para impedir a convivência de classes, impedimos estações de metr�? em bairros ricos, o que mostra um total desinteresse desses habitantes pelo transporte público.Falta professor de Física, retira-se Física do currículo escolar. Os alunos não aprendem, adotamos a progressão automática. O Congresso não funciona, o STF passa a legislar. A população fala Português errado, em vez de ensinar o correto a todos legitimamos a fala errada para a parte da população sem acesso à educação. Adotamos dois idiomas: o Português dos ricos educados e o Português dos pobres sem educação; o Português dos condomínios e o Português das ruas. Ao invés de combater o preconceito e a desigualdade, legalizamos a desigualdade.Ao invés de fazer as mudanças da estrutura para construir um sistema social eficiente, equilibrado, integrado e justo optamos por simples lubrificantes das engrenagens desencontradas da sociedade. Nossas soluções podem até ser criativas, mas são burras e injustas. É a sociedade acomodando suas deficiências. Ao invés de enfrentar e resolver os problemas, nossa criatividade ajusta a sociedade a conviver com eles. E adia e agrava os problemas porque ilude a mente e acomoda a política.* Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3495185741492274200?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3495185741492274200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3495185741492274200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3495185741492274200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3495185741492274200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/ameniza-e-nao-muda-artigo-jornal-o.html' title='Ameniza e não muda - Artigo Jornal O Globo, sábado, 20/05/e2011.'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5880784351289017249</id><published>2011-06-15T06:45:00.000-07:00</published><updated>2011-09-08T06:11:48.651-07:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos...(Cont.)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre 1913/5 ocorreram várias - do que eu chamaria - &lt;strong&gt;revoltas operárias&lt;/strong&gt; contra o desemprego e as dificuldades trazidas pelo custo de vida, sendo uma das mais importantes, a que se iniciou um pouco mais tarde, por volta de 1917, na Tecelagem Crespi, em São Paulo, que levou 35 empresas à paralisação. Entre outras reivindicações, exigiam o fim do trabalho infantil e, apesar da repressão, houve adesão de outros setores, levando o movimento à vitória, com repercussão em outros estados brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1922 foi a vez da &lt;strong&gt;revolta da classe média&lt;/strong&gt;, em conseqüência da crise econômica dos anos anteriores. Três revoltas militares no Rio de Janeiro desencadearam o Tenentismo, um movimento de caráter civil, cujos objetivos foram a democratização do país e a moralização do governo; esse movimento se fundamentou no descontentamento de outros setores da sociedade. Entra em decadência a República Oligarca de caráter elitista e excludente; entretanto, existem alguns pontos obscuros nessa história, como um todo (os 18 do forte não seriam 18; em outro momento poderemos entrar em detalhes...). Seu desdobramento foi a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coluna Prestes&lt;/strong&gt; – em 1925/27 e muito significativo, porque seu objetivo era derrubar o governo de Artur Bernardes. Houve uma mobilização intensa de “1.6 mil homens em 13 estados brasileiros” até sua dispersão na Bolívia. Sob a liderança de Luis Carlos prestes, que diante do que considerou um terrível quadro social, concluiu que apenas a substituição do presidente “não resolveria esses problemas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revolução de 30 e “era Vargas”,&lt;/strong&gt; de 1930/45. As reivindicações trabalhistas foram reconhecidas e regulamentadas, inclusive controladas, através de algumas leis:&lt;br /&gt;em 1932 criou-se a carteira de trabalho e os direitos trabalhistas dos brasileiros foram reconhecidos (jornada de 8h diárias; descanso semanal obrigatório e remunerado, férias anuais remuneradas, proteção ao trabalho da mulher e proibição do trabalho do menor, indenização por dispensa sem justa causa, assistência e licença remunerada a gestantes) e organizou-se a Previdência Social. Revolução Constitucionalista (em S. Paulo), cujo objetivo era a elaboração de uma Constituição brasileira.&lt;br /&gt;Em 1934 – Elaborou-se a Constituição e se estabeleceu: eleições diretas, com voto secreto para os dois gêneros; extinção do cargo de vice-presidente da República; criação do mandato presidencial de 4 anos, sem direito à reeleição; criação do mandato classista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935 - &lt;strong&gt;Revolta vermelha&lt;/strong&gt; (Intentona Comunista), inspirada no socialismo-comunismo, nas idéias marxistas (esquerda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1937 – Plano Cohen por militares liderados pelo capitão Olímpio Mourão Filho e assinado por um comunista fictício chamado Cohen.&lt;br /&gt;De 1937 a 1945 foi o período da Ditadura da “era Vargas”; Estado Novo. Elaborada a Constituição de 1937. Ponto culminante negativo (para mim), suspensão das eleições em todo o território Nacional....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5880784351289017249?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5880784351289017249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5880784351289017249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5880784351289017249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5880784351289017249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/direitos-humanoscont_15.html' title='Direitos Humanos...(Cont.)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4565108861278375237</id><published>2011-06-14T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T13:40:11.392-07:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...imortal, porque os gênios não morrem; eles vão descansar. Afinal, deve ser muito cansativo conviver com a mediocridade, com a brutalidade, com a aridez de espírito. Eu amo esses homens geniais...amo Vincent VanGogh (dêm uma olhadinha aí ao lado, bem à sua esquerda...). Amo Einstein, Antonin Artaud e muitos outros. Os gênios são pessoas com as quais o mundo teve o privilégio de conviver, mas não entendeu. Eles existiram – estou falando no passado, porque gênios não andam nascendo às pencas por ai – exatamente, para nos mostrar o quanto somos medíocres. E percebam que eles não se acharam gênios, porque esses seres são humildes e sabem o quanto são limitados – imaginem! –; eles tinham consciência que quanto mais estudavam, mais tinham o que aprender...&lt;br /&gt;Fernando Pessoa não foi compreendido também. Aliás, um amigo – português – fala que eu não sei o que digo, porque Pessoa nada mais é que um esquizofrênico. Bem, esta avaliação acerca deles – os gênios – não é novidade, porque todos sempre foram considerados loucos e muitos deles internados em manicômios... O caso de Artaud, inclusive, é atípico, porque seu próprio médico incentivava e lia o que ele escrevia.&lt;br /&gt;Posso entender com muita clareza que Pessoa foi uma dessas pessoas que compreendeu que um único eu, aquele pelo qual fazemos a opção primordial, é muito limitante...&lt;br /&gt;No meu livro “A importância da Arte na aprendizagem” trago essa discussão; será que o fato de ter fazer a opção por uma dimensão individual traz essa insatisfação, permanecendo a sensação de ausência, de incompletude? Será que precisamos ser mais que apenas o ‘eu’ pelo qual optamos? Haveria angústia na solidão desse ‘eu’? Nos sentiríamos aprisionados e limitados a essa escolha e buscamos ampliá-la através de uma espécie de alteridade? Haveria um sentimento inconsciente de que a Arte poderia socializar nosso ‘eu’, oferecendo-lhe uma existência coletiva, ou alguma outra possibilidade?&lt;br /&gt;Neste caso, me pergunto, qual seria, verdadeiramente, a natureza do homem? Imagino que não temos a necessária compreensão da amplitude dessa natureza. Talvez isso possa indicar que buscamos na arte a possibilidade de um homem coletivo e menos solitário, admitindo que o homem se sente parte da totalidade (homem coletivo) que a humanidade representa, pela possibilidade de ser um com esse todo, ou o homem completo, remetendo-nos à visão mitológica da busca da totalidade perdida, da sua outra metade. Seria esta também função da Arte? Em sendo assim, seria ela uma oportunidade de libertação de uma vida que nos subjuga e submete, podendo transformar-se numa espécie de redenção do observador, pela representação dessa realidade? Nessa perspectiva, comecei a pensar e achar que por esse caminho teria uma possibilidade de entender o enigma Fernando Pessoa e seus heterônimos... Eles me parecem essa oportunidade de representação de outros ‘eus’ percebidos pelo observador e extremamente necessitados de extrapolar e explorar a incompletude de um único sujeito pelo qual Pessoa, como todos nós, teve que optar. Sabemos que Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, entre outros, têm personalidades, modos de pensar, e vidas completamente diferentes e independentes dos outros. Teria Pessoa encontrado nesse caminho uma forma de desdobrar-se e sobreviver ao sujeito “ele mesmo”?&lt;br /&gt;Entendo que a Arte tem, além da função de busca e exposição do ‘eu’, pela representação, uma função libertadora; ao se identificar com uma realidade fictícia o sujeito consegue se libertar dele, através da liberação, como se os laços desse ‘eu’ único se afrouxassem...&lt;br /&gt;Uma das obras mais geniais de Pessoa é “Mensagem”; sugiro que a leiam... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4565108861278375237?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4565108861278375237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4565108861278375237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4565108861278375237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4565108861278375237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa...'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1934390602699788400</id><published>2011-06-13T12:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T17:44:06.793-07:00</updated><title type='text'>A Propósito...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;...por falar em discriminação, creio pertinente ir trazendo, nos entremeios desta reflexão, algumas informações para complementar o que vimos falando sobre "Direitos Humanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A África, como a Ásia, só era visível nos livros didáticos até agora (vislumbra-se já alguma mudança), como cenário da expansão européia e não como uma cultura possuidora de historicidade própria. A partir daí, desaparece, como o próprio negro desaparece das propostas de educação, da vida e da história do Brasil, exceto no contexto da escravatura. Aliás, como disse o filósofo alemão, Friedrich Hegel (1770-1831), a “ África não faz parte da história do mundo (...) não havendo ali mais que casualidades, surpresas , sem um fim e nenhuma subjetividade” e o historiador Charles André Julien (1890-1970), a “África negra não tem história”. Observe-se que só considerando esses dois pensadores, em que pese o espaço entre morte de um e nascimento do outro, são dois séculos de negação da África, sua cultura e história (só para ilustrar essa negação; existem afirmações piores).&lt;br /&gt;Negar ou mesmo ignorar a fundamental presença do negro e sua cultura na constituição do povo brasileiro, não como apêndice, é, certamente, um grave sintoma apresentado por uma sociedade doente, até porque a partir de 1500, passamos a ser resultado dessa presença tripartite, que continuou a se desenvolver numa ambientação própria. Segundo Esther Grossi, doutora em Psicogênese, “ reprimir ou negar certas partes significativas do nosso passado nos faz enfermos ou menos gente”.&lt;br /&gt;Ora, o que levaria, a nós, brasileiros, a negar o que somos? Acredito em algumas hipóteses prováveis, entre as quais: a história ancestral que nos foi legada, que se configura uma nódua e que teria duas origens: a barbárie no tratamento ao negro aqui escravizado, e mesmo, o extermínio de grande contingente da sua população (não esqueçamos que entre outras formas de maus tratos, o dono de escravo no Brasil, lhe proporcionava vida tão miserável (sobre isto, mais adiante analisaremos o que disse Freyre sobre relações amigáveis... ), que em alguns casos não ultrapassavam nem 12 anos de trabalho) e mesmo assim sua aquisição proporcionava lucro em relação ao custo/beneficio; e outra por sua exclusão na formação do Estado Brasileiro, quando se consolidou, segundo Ubiratan Castro Araújo (Fundação Cultural Palmares), “um império brasileiro escravista”, em que os negros, derrotados, viram fracassar a possibilidade de construir sua identidade como cidadãos brasileiros, pela valorização de sua história e cultura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1934390602699788400?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1934390602699788400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1934390602699788400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1934390602699788400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1934390602699788400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/proposito.html' title='A Propósito...'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7469100602156847243</id><published>2011-06-09T19:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:41:46.178-07:00</updated><title type='text'>Você ausente...poema a quatro mãos I (guacira maciel/ele)</title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fui caminhar&lt;br /&gt;às quatro horas da manhã...&lt;br /&gt;tinha a alma confusa&lt;br /&gt;pesada ...&lt;br /&gt;a visão do mar na madrugada&lt;br /&gt;assemelhava-se a um infinito&lt;br /&gt;e brando lago&lt;br /&gt;calmo&lt;br /&gt;como muitas vezes vejo você&lt;br /&gt;adormecida em paz ao meu lado...&lt;br /&gt;naquele momento sentí-me um rio&lt;br /&gt;que silenciosamente&lt;br /&gt;cumprindo o ritual da natureza&lt;br /&gt;adentrava na enchente&lt;br /&gt;de você&lt;br /&gt;mar&lt;br /&gt;tornando-me vazante...&lt;br /&gt;em sua languidez&lt;br /&gt;nenhuma reação vi esboçada ...&lt;br /&gt;e recebeu o seu côncavo&lt;br /&gt;as minhas águas límpidas&lt;br /&gt;em suas águas&lt;br /&gt;e tinha eu a terra pra lhe dar...&lt;br /&gt;mas você&lt;br /&gt;num vai e vem se aconchegava&lt;br /&gt;impregnando com seu sal&lt;br /&gt;meus efluentes&lt;br /&gt;que ali purificava&lt;br /&gt;e os braços desse mar&lt;br /&gt;como útero úmido e quente&lt;br /&gt;me embalavam na corrente&lt;br /&gt;como em rede&lt;br /&gt;menino&lt;br /&gt;eu balançava ...&lt;br /&gt;e sendo rio&lt;br /&gt;enchi&lt;br /&gt;vazei&lt;br /&gt;e amei você ali&lt;br /&gt;ausente&lt;br /&gt;naquela madrugada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,51,51)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7469100602156847243?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7469100602156847243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7469100602156847243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7469100602156847243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7469100602156847243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/voce-ausentepoema-quatro-maos-i-guacira.html' title='Você ausente...poema a quatro mãos I (guacira maciel/ele)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1876178890254570346</id><published>2011-06-09T07:55:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T19:01:35.076-07:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos...(Cont.)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Revolta da Vacina&lt;/strong&gt; – uma revolta popular, ocorrida em 1904 na cidade do Salvador (Bahia), em que a população da cidade se punha contra a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. Mas a motivação foi uma consequência da campanha mal veiculada no contexto de uma reforma do Prefeito Pereira Passos, que propunha embelezar o centro da cidade, jogando a população para as periferias, sem assistência e/ou condição de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revolta da Chibata&lt;/strong&gt; - ocorrida em 1910. Este foi um movimento de marinheiros, liderado por João Cândido (“ Almirante Negro” ), que se posicionou contra os castigos físicos, usuais na corporação; o uso da chibata, inclusive, teoricamente já havia sido abolido pelo novo regime – República. Em repúdio a essa atitude arbitrária os marinheiros tomaram vários navios e ameaçaram bombardear a cidade.&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia da crueldade desse castigo, uma semana após a posse do Marechal Hermes da Fonseca (na Presidência), um marinheiro foi castigado com 250 chibatadas e mesmo depois de desmaiado, continuou apanhando, segundo noticiado nos jornais da época, diante de toda a tripulação do Encouraçado Minas Gerais.&lt;br /&gt;Vale lembrar que apesar de ter “vencido” as eleições para Rui Barbosa, o Marechal Hermes não foi bem aceito pela sociedade, que expressou seu descontentamento, além de denunciar fraudes e violação de urnas no processo eleitoral, em bairros onde não obteve expressividade de votos.&lt;br /&gt;João Cândido, por indicação dos demais líderes, assumiu o comando do Minas Gerais e diante de toda a esquadra revoltada, conseguiu controlar a revolta e parar as mortes, e ainda enviou mensagens reinvidicando que parassem os castigos na Marinha de Guerra brasileira. No dia 27 de novembro daquele ano houve um acordo entre as partes, com o compromisso de cessarem os castigos e de os amotinados não serem expulsos da corporação. Porém, no dia 28 o governo promulga um decreto de expulsão daqueles que “representavam perigo”, desrespeitando a lei de anistia aprovada pelo Senado da República , e publicada no Diário Oficial de 26 de novembro de 1910.&lt;br /&gt;Depois houve outro levante entre os Fuzileiros Navais ligados à marinha, que não tinha ligação com a revolta da Chibata, reprimido através de implacável bombardeio por parte do governo. Com isso, o Marechal Hermes obteve do Senado a aprovação do estado de sítio (lei marcial) e, apesar de João Cândido ter ordenado um tiro de canhão sobre os amotinados para provar sua lealdade ao governo (atitude que considero questionável...), foi expulso da Marinha junto com mais dois mil homens. Depois foi preso e enviado à masmorra na Ilha da Cobras. Em 1911 foi transferido para o Hospital dos Alienados, voltando depois à Ilha das Cobras, de onde foi solto e absolvido em 1912; entretanto, foi banido da Marinha, vivendo com grandes dificuldades.&lt;br /&gt;Em 1930 foi novamente preso e acusado de subversão... Foi perseguido pela Marinha até o final da sua vida, morrendo pobre e esquecido em 1969, de câncer. (continua...).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1876178890254570346?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1876178890254570346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1876178890254570346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1876178890254570346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1876178890254570346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/direitos-humanoscont_09.html' title='Direitos Humanos...(Cont.)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5271154114181830543</id><published>2011-06-01T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T13:09:19.950-07:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos...(Cont.)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; De início, evidentemente, nos reportaremos ao período histórico do Brasil Colonial, situado entre 1500-1822, que se refere à invasão do território nacional pelos portugueses (já mencionado aqui em outros textos...), cuja dominação inicial se fez através do extermínio de populações inteiras de indígenas, donos do território brasileiro (ver também “Meu querido canibal” – Antonio Torres), que tinham uma identidade, uma cultura com seus valores, seu sagrado, etc...e não precisavam de nada mais para continuarem felizes. Além disso, o povo indígena foi submetido à mais desumana escravização, além das mortes por exposição a moléstias que o seu organismo desconhecia e, portanto, não tinha defesas para combater, por causa da intensidade dessa exposição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aqui vou me deter mais um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse mesmo período foi  iniciado o tráfico de seres humanos, com foco nos povos africanos, que aos olhos do invasor era mais dócil (que eu diria civilizado) e, portanto, mais submisso. Por isso, foram o alvo de sua preferência para o trabalho árduo da lavoura de cana-de-açúcar no Nordeste, e da lavra do ouro em Minas Gerais (naquele período). A partir daí essa prática se intensificou por ser altamente lucrativa para os traficantes, para países africanos que também vendiam seu povo (até porque, o europeu não ousaria "caçar" negros sozinhos naquelas terras desconhecidas, como conta, erroneamente, a história) e para os donos das terras. Os negros eram comercializados entre os senhores em mercados daqui, onde eram tratados como animais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É do conhecimento de todos que o Brasil foi o último pais do Ocidente a abolir definitivamente a escravidão, uma prática que tinha profundas raízes na sociedade; ao homem negro, escravizado, era negada a condição de ser humano. Não havendo nenhuma disposição para mudar isso, uma vez que a escravidão se constituía uma das mais fortes heranças coloniais, pois os grandes proprietários rurais se eximiam do cumprimento das leis, assim como um “Estado já comprometido com o poder privado”, e nem a Guerra do Paraguai conseguiu lhe por um fim, mesmo que essa prática trouxesse muitas críticas de parte do inimigo e até dos aliados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só começou a ocorrer uma mudança porque a Inglaterra exigiu a assinatura de um documento de compromisso que abolia o tráfico de escravos como parte do preço para que a nossa independência fosse reconhecida e ainda votada uma lei que considerava essa prática como pirataria. Porém, sempre tivemos dificuldade em cumprir leis e a atitude tomada não trouxe grande repercussão, e foi usado um ardil que consistiu em importar grande quantidade de escravizados antes de a lei ser votada, o que trouxe como consequência, a ilusão de que o tráfico havia diminuído depois. Entretanto, passado algum tempo tudo voltou a ser como antes, quando se fez necessário o aumento da mão de obra gratuita. Daí se origina a nossa velha conhecida expressão: “para inglês ver". Em 1840, no entanto, a Inglaterra voltou a pressionar o Brasil, por causa da renovação do tratado (de 1827). Desta vez, usando a força, autorizou que sua marinha aprisionasse navios suspeitos de realizar tráfico. Mais tarde, em 1850, autorizou a invasão de portos brasileiros para afundar esses navios.  Mas parou por ai, só se voltando a discutir o assunto por ocasião da Guerra do Paraguai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os africanos menos dóceis e mais organizados, alguns eram oriundos de culturas extremamente organizadas política e socialmente, começaram a se revoltar e se organizar em comunidades chamadas "Quilombos" (o  maior e mais organizado era o de Palmares, no Estado de Alagoas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos à questão da lutas para que os direitos humanos fossem instalados por aqui....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as mais importantes revoltas de africanos escravizados, ocorrida no início do século 19 /1835,  está  a  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revolta dos Malês&lt;/span&gt;, que viviam na cidade de Salvador - Bahia; eles eram muçulmanos e sabiam ler e escrever. Essa revolta chegou a preocupar as elites, mas foi abortada em consequência da traição de uma escrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revolta de Canudos, &lt;/span&gt;um verdadeiro massacre, ocorreu em 1896/7, no sertão do Estado da Bahia. Esse massacre foi promovido pelo governo contra milhares de sertanejos liderados por Antonio Conselheiro, um líder religioso em busca de uma vida mais digna para a população de Canudos. Vale dizer que, apesar da mais absoluta desigualdade de armamentos, os soldados tiveram muitas dificuldades em dispersar mais de 25 mil pessoas revoltadas e orientadas por um fanático religioso que, no entanto, era um homem muito consciente das questões que tanto sofrimentos traziam ao seu povo. Embora tenha sido um massacre,  pois foram mortos milhares de sertanejos, na ocasião também morreram mais de cinco mil militares. Há referências de que muitas crianças órfãs foram trazidas da região pelos soldados republicanos, como "lembranças vivas" do massacre, estando entre eles Ludgero Prestes, trazido por Euclides da Cunha, autor do conhecido livro sobre o fato: " Os sertões", e entregue ao educador Gabriel Prestes, em São Paulo, que o adotou e educou. Ele se tornou o primeiro diretor de uma escola pública na região e teria morrido de câncer aos 43 anos, deixando filhos. Não se sabe, ainda, o paradeiro de outras crianças, que, provavelmente foram estigmatizadas, porque eram vistas como "filhos de jagunços que assassinaram soldados".&lt;br /&gt;A minha compreensão é a de que não houve verdade e justiça em relação a esse episódio, mesmo após algumas questões virem à tona pelas mãos de pesquisadores e cineastas que estudam a questão, até mesmo através de entrevistas com sobreviventes, que aprsentam outra versão, diferente da 'oficial', inclusive, sobre a vida que tinham, "sem precisar da República".  Foram homens e mulheres que deram depoimentos sobre  a sua vida antes e depois da guerra. (segue...).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5271154114181830543?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5271154114181830543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5271154114181830543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5271154114181830543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5271154114181830543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/06/direitos-humanoscont.html' title='Direitos Humanos...(Cont.)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5739161925448291123</id><published>2011-05-31T07:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:10:03.638-07:00</updated><title type='text'>Aquece-te ...    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não te apresses ...&lt;br /&gt;não dilaceres&lt;br /&gt;o eterno&lt;br /&gt;nas garras fugazes&lt;br /&gt;da paixão...&lt;br /&gt;na voluptuosidade&lt;br /&gt;não cabe a impaciência&lt;br /&gt;aquece-te...&lt;br /&gt;arde na gradual excitação&lt;br /&gt;que antecede&lt;br /&gt;o amor no ato&lt;br /&gt;fundamental antes&lt;br /&gt;amar&lt;br /&gt;um estado de coragem...&lt;br /&gt;colhe a rubra flor dos sentidos&lt;br /&gt;na surpresa do toque&lt;br /&gt;revelado em Vênus&lt;br /&gt;mas tarde-se o fato...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5739161925448291123?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5739161925448291123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5739161925448291123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5739161925448291123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5739161925448291123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/aquece-te-guacira-maciel.html' title='Aquece-te ...    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8137392509803004165</id><published>2011-05-28T16:06:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T16:12:13.006-07:00</updated><title type='text'>Alquimia...      (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E entregam-se&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;céus e terra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na grandeza das águas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;à cópula infinita&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;acolhendo a energia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que destila o sol&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na cavalgada infinita&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sob a suave luz da lua&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eva esvai-se&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;combinada ao elixir&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da imortalidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;liquefazendo-se ouro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;correm pelas veias do dragão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;refinados &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os três tesouros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na eterna alquimia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;energia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;vida&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e alma&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8137392509803004165?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8137392509803004165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8137392509803004165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8137392509803004165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8137392509803004165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/alquimia-guacira-maciel.html' title='Alquimia...      (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3533013326582847205</id><published>2011-05-27T04:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T17:20:27.403-07:00</updated><title type='text'>Direitos Humanos; trajetória no Brasil. (um recorte pedagógico - guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A trajetória da afirmação dos direitos humanos no Brasil se traduz em um percurso difícil e doloroso, que, inclusive, mistura-se à própria formação da nossa identidade como povo (formação étnica) e país (“território social, político, cultural, e geograficamente delimitado”), que também não é um processo fácil, mas profundamente marcado pela violência, desde os tempos da escravidão, que não é mais, nem menos, que a injustiça cometida pelas elites contra os mais pobres, situação presente em todos os períodos históricos.&lt;br /&gt;Aqui acho pertinente fazer algumas considerações sobre porque estou usando os termos povo e país e não, nação...&lt;br /&gt;“Nação, do latim natio, de natus (nascido), é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional".&lt;br /&gt;Em se tratando de Brasil, há que ser considerada a sua natureza especialíssima. Não encontro a nós, brasileiros, nesse conceito clássico, porque ele deixa de considerar a imensa diversidade que somos...Não somos formados, necessariamente, pelo mesmo grupo étnico (até porque, se formos considerar a classificação sociológica de “nação”, segundo a nossa mais forte matriz ancestral, africana, seria ela muito diversa); não temos os mesmos costumes e não nos unimos pelos mesmos hábitos, tradições, religião, ou até consciência nacional. Quanto ao idioma, amplamente, falamos o Português, mas influenciados por inúmeros outros idiomas que estão impergnados nas culturas regionais, de acordo com os povos que, em momentos da nossa história, imigraram para cá e que, mesmo sendo seus descendentes brasileiros, alguns vivem inseridos na sua cultura de origem. E assim, acabamos, praticamente, por falar dialetos, tratando-se da questão léxica; os nordestinos, por exemplo, têm um universo vocabular que não é entendido no Sul, Centro Oeste; estes, por sua vez, têm experiências similares em relação a outras regiões, e assim por diante.&lt;br /&gt;Isto posto, vamos dar continuidade à nossa reflexão. Por outro lado, também é uma marca nossa a rebeldia e as lutas contra as injustiças, a segregação, o preconceito, o que também termina por ajudar que tenhamos escrito na nossa história páginas de grande beleza.&lt;br /&gt;Ser livre é um direito fundamental do homem e dele decorrem outros, como: direito a educar-se; não sofrer injustiças; não sofrer discriminação; ter trabalho, saúde, moradia, todas elas, condições que vão convergir para uma vida digna.&lt;br /&gt;Os direitos humanos se constituem a condição primeira de todos os seres humanos, independente da nacionalidade, origem étnica, credo, gênero, opção política, opção sexual, condição física, intelectual, psicológica, ou classe social. Entretanto, o discurso de democracia neste país é frágil, porque assentado sobre bases que cerceiam, ainda, as liberdades daqueles que entendem não ser primordial uma opção político partidária, ou mesmo de militar por qualquer situação, de forma específica. Existe um pensar que não, necessariamente, precisa submeter-se à égide de qualquer militância: o livre pensar...Entendo que isso é o que nos capacita, nos dá autonomia para viver, pois a militância encerra a condição de autonomia, tão fundamental à vida, uma vez que fazer uma unica opção, em alguns momentos também nos fecha a possibilidade de percorrer outros caminhos...&lt;br /&gt;Voltemos, pois... Após a II Guerra Mundial, a aprovação (em 1948) da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Assembléia Geral da ONU, veio ampliar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Assembléia Nacional da França, em 1789. E embora o mundo tenha mudado profundamente a partir dessa época, o princípio fundamental da vida, ainda é a luta pelos direitos e o repúdio à opressão. Mas nenhum desses direitos foi respeitado e reconhecido sem luta, sem organização, sem consciência. Vejamos algumas das lutas que culminaram em mudanças profundas e positivas para a sociedade brasileira...(continua em próxima postagem).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3533013326582847205?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3533013326582847205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3533013326582847205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3533013326582847205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3533013326582847205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/direitos-humanos-trajetoria-no-brasil_27.html' title='Direitos Humanos; trajetória no Brasil. (um recorte pedagógico - guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5729976363903354415</id><published>2011-05-24T17:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:12:38.578-07:00</updated><title type='text'>Negro Olimpo...  (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem&lt;br /&gt;exorcizei todas as dores&lt;br /&gt;do abandono e desamor&lt;br /&gt;nos braços de um deus negro&lt;br /&gt;ao som dos atabaques e tambores&lt;br /&gt;entre as cores do Olodum&lt;br /&gt;eu dancei lá no Pelô...&lt;br /&gt;absorvi cheiros ganhei ibá&lt;br /&gt;expulsei o banzo o pranto&lt;br /&gt;num vórtice encantado&lt;br /&gt;exorcizei o desencanto...&lt;br /&gt;ontem&lt;br /&gt;pelas mãos do mestre-sala&lt;br /&gt;por um xamã&lt;br /&gt;sagrei-me deusa&lt;br /&gt;saí do mau olhar&lt;br /&gt;e do quebranto da senzala...&lt;br /&gt;ontem&lt;br /&gt;só foram risos ...&lt;br /&gt;ontem&lt;br /&gt;no Pelô não houve pranto...&lt;br /&gt;ontem&lt;br /&gt;nesse encantar&lt;br /&gt;e embriaguez do desencanto&lt;br /&gt;eu fui feliz&lt;br /&gt;eu dancei lá no Pelô...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5729976363903354415?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5729976363903354415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5729976363903354415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5729976363903354415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5729976363903354415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/negro-olimpo-guacira-maciel.html' title='Negro Olimpo...  (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-2090391814920496643</id><published>2011-05-23T14:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:15:27.376-07:00</updated><title type='text'>Meia lua            (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quase já se foi o plenilúnio...&lt;br /&gt;a lua&lt;br /&gt;quase a meio do minguante&lt;br /&gt;parada no meio do céu&lt;br /&gt;em meio a nuvens&lt;br /&gt;estrelas&lt;br /&gt;astros&lt;br /&gt;me olha de soslaio&lt;br /&gt;encantada no meio do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_TESGKwnxHyw/Rmh1l4-zCpI/AAAAAAAAAAs/kg4BIfsjt1k/s1600-h/images%5B19%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073434274044250770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_TESGKwnxHyw/Rmh1l4-zCpI/AAAAAAAAAAs/kg4BIfsjt1k/s320/images%5B19%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meu quarto...&lt;br /&gt;ela meio que me pisca&lt;br /&gt;a meio cílio o seu olhar&lt;br /&gt;e meio sonolenta e prata&lt;br /&gt;me dá meio sorriso&lt;br /&gt;à meia luz do seu estar&lt;br /&gt;sensual&lt;br /&gt;por entre meio véu...&lt;br /&gt;e em meio quarto de luar&lt;br /&gt;me diz à meia voz&lt;br /&gt;repousa em meio a teus lençóis...&lt;br /&gt;já lá se vai a meio a noite&lt;br /&gt;dorme&lt;br /&gt;já quase é meia noite e meia...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-2090391814920496643?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/2090391814920496643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=2090391814920496643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2090391814920496643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2090391814920496643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/meia-lua-guacira-maciel.html' title='Meia lua            (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_TESGKwnxHyw/Rmh1l4-zCpI/AAAAAAAAAAs/kg4BIfsjt1k/s72-c/images%5B19%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4804203501786701258</id><published>2011-05-23T13:59:00.001-07:00</published><updated>2011-05-23T13:59:46.789-07:00</updated><title type='text'>Vertigem     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;O frio era dilacerante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;e meu corpo latejava tempestuoso&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;deitei-me de bruços sobre a areia quente&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;e absorvi o seu calor&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;precisava sentir dentro de mim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;aquela quentura&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;me escaldar até a alma&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;e precisava segurá-la&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;assim&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;permaneci quieta&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;respiração suspensa&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;o coração me invadiu&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;e virei apenas pulsação&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;havia me tornado meu eu interior&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;e tudo se tornou intimo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;quente&lt;br /&gt;pessoal&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;com uma calma sensação de infinito&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;estava desoladamente só&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;era eu a minha própria vertigem&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;à minha frente&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;pontos difusos se dissolviam&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;em ondas de calor&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;circundadas por uma aura&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;exalada pela água do mar&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;salgada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4804203501786701258?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4804203501786701258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4804203501786701258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4804203501786701258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4804203501786701258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/vertigem-guacira-maciel.html' title='Vertigem     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6787718221169265348</id><published>2011-05-22T11:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:16:17.272-07:00</updated><title type='text'>Assim falou  também Sherazade...( guacira maciel - Prólogo do  romance, em fase de finalização)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma história real, contada pela própria protagonista; eu não poderia relatar sentimentos e dores tão profundas.&lt;br /&gt;Todos conhecem o conjunto de contos conhecidos como Histórias das Mil e Uma Noites, cujo registro mais antigo se localiza entre a segunda metade do século VII e a primeira do século VIII/IX d C; sobre essa versão que chega até nós, pairam dúvidas quanto à veracidade das informações contidas nos registros conhecidos. Mas que ainda hoje alimenta a fantasia e o egoísmo de muitos homens, sem dúvida alguma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Volto aqui para recontar a minha história num contexto bastante contemporâneo, mas não menos real que o anterior; uma história de amor e muito sofrimento, uma vez que esse “sultão”, além de autonomia pessoal e personalidade equilibrada, também não tinha nenhum equilíbrio emocional, e muito menos um reino, nem a ingenuidade daqueloutro, embora, como ele, tenha dito que também passou pela experiência da infidelidade, e eu, a sua mais recente presa - era como me sentia - , precisasse encantá-lo todos os dias, como ele mesmo exigia com incontestável falta de sensibilidade, e arrogância.&lt;br /&gt;Uma história que não é nada leve e carrega em seu âmago alguns paradoxos interessantes, mesmo sendo tão dolorosa. Embora seja uma história real, é também uma ficção, tão duvidosa quanto a que nos chegou através dos famosos Contos acima mencionados, porque plena de uma surrealidade inacreditável e inadmissível no mundo atual, em que as mulheres conseguiram tantas conquistas fundamentais à sua liberdade de expressão e de estar na vida. À medida que vou recordando os fatos, também vou percebendo e me questionando, como pude, como consegui me anular a esse ponto. Outro desses paradoxos é o fato de que, apesar de perceber esse estado de torpor em que me encerrei por dez anos dessa preciosa vida, também sinto que ele me proporciona, passado tanto tempo – como um efeito retardado - uma tremenda lucidez para analisar e refletir sobre os acontecimentos, o que vem me fortalecendo cada vez mais”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6787718221169265348?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6787718221169265348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6787718221169265348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6787718221169265348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6787718221169265348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/assim-tambem-falou-sherazaderomance-em.html' title='Assim falou  também Sherazade...( guacira maciel - Prólogo do  romance, em fase de finalização)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7003945331357110029</id><published>2011-05-20T07:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T11:24:25.518-07:00</updated><title type='text'>Envolvimento com a Arte..(fragmento do meu livro: "A Importância da Arte na Aprendizagem). Para comprar, acesse www.clubedeautores.com.br</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Embora aprioristicamente não seja possível determinar causas para o nosso envolvimento com a arte, me pergunto o que explicaria a necessidade da busca por vivenciar uma experiência artística em nossa vida. Me pergunto se refletimos acerca de reações diante de realidades que não são as nossas, e que nos são trazidas por essas experiências; por que  nos divertimos  (se o fazemos) com as questões da vida dos outros, através da arte (cinema, teatro, dança, literatura...)? se a análise for feita pensando-se em usar essa vivência como uma válvula de escape, por entendermos ser a nossa própria vida sem graça, pobre em emoções e experiências interessantes, em comparação com aquelas cheias de emoções e experiências que não implicam em riscos, a pergunta muda de foco. Então, a nossa própria vida não nos satisfaz? em sendo assim, sentimos necessidade de completá-la com possibilidades irreais? seria a busca da completude que nos faz falta? será que o fato de ter que fazer a opção por uma dimensão individual traz essa insatisfação, permanecendo a sensação de ausência? será que precisamos ser mais que apenas o ‘eu’ pelo qual optamos? haveria angústia na solidão desse ‘eu’? nos sentiríamos aprisionados e limitados a essa escolha, e buscamos ampliá-la através de uma espécie de alteridade? haveria um sentimento inconsciente de que a Arte poderia socializar nosso ‘eu’, oferecendo-lhe uma existência coletiva?&lt;br /&gt;Neste caso, qual seria, verdadeiramente, a natureza do homem? imagino que não temos a necessária compreensão da amplitude dessa natureza. Talvez isso explique por que buscamos na arte a possibilidade de um homem coletivo e menos solitário. Essa busca poderia admitir que o homem se sente parte da totalidade (homem coletivo) que a humanidade representa, pela possibilidade de ser um com esse todo, ou o homem completo, remetendo-nos à visão algo mitológica da busca da totalidade perdida, da sua outra metade? seria esta, também, função da arte? em sendo assim, seria ela uma oportunidade de libertação de uma vida que o subjuga e submete, podendo transformar-se numa espécie de redenção do observador, pela representação dessa realidade?&lt;br /&gt;Voltamos, então, à questão fundamental de que existe forte envolvimento da razão no trabalho do artista, como forma, inclusive, de controlar a realidade e não, de um fenômeno delirante de pura imaginação. Entendo que a arte tem, além da função de busca e exposição do eu pela representação, uma função libertadora; ao se identificar com uma realidade fictícia o sujeito consegue se libertar da sua própria através dela, uma liberação, como se os laços do ‘eu’ único se afrouxassem (ver reflexão sobre o trabalho do Aleijadinho mais adiante - no livro...).&lt;br /&gt;Sendo o receptor o destinatário de uma mensagem contida em qualquer texto, será ele quem dará o sentido à mensagem (produtor de sentido), como entendo que faça sentido o que me proponho aqui; ainda que possa essa relação (receptor-produtor) ser entendida como fragmentada, não percebo como considerar uma possibilidade de autonomia nessa relação.&lt;br /&gt;Por trás dessa relação (receptor-produtor de sentidos) subjazem, alem da subjetividade, elementos sócio culturais que o sujeito (receptor) vivencia, porque ele está engajado nesse contexto de multiculturalidade, de diferenças e convergências culturais, tanto em suas raízes, como em relação ao seu objeto, com uma lógica e uma filosofia a elas inerentes, e não como um elemento isolado, marginal. Aqui poderia citar vários exemplos de autores: a poética de Neruda inclui a “crise democrática do Chile”; Shakespeare retrata em sua obra as questões sociais e os dilemas de sua época, desde a discriminação em relação ao artista; Fernando Pessoa nos oferece como “resposta e estímulo à abulia e estagnação do Portugal seu contemporâneo, o fulgor de uma chama pretérita", em “Mensagem”; a própria “Pasárgada”, de Manuel Bandeira...&lt;br /&gt;Quando o receptor elabora um sentido para a mensagem que recebe, ele é, apenas, um  dos representados, porque pleno de outros sujeitos dos contextos, social, cultural, familiar, com os quais se relaciona, e que também interferem nessa construção de forma subliminar. Esta não é uma relação isolada em dois; ela traz em si uma infinidade de outros sentidos, mesmo que não explicitados naquele momento, e ainda com a possibilidade de representar outros ‘eus’ pessoais, no âmbito das ausências presentes, que escapolem da opção primordial por uma única identidade, inevidentes até para ele mesmo naquele momento. Isso se constitui um fenômeno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7003945331357110029?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7003945331357110029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7003945331357110029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7003945331357110029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7003945331357110029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/envolvimento-com-artefragmento-do-meu.html' title='Envolvimento com a Arte..(fragmento do meu livro: &quot;A Importância da Arte na Aprendizagem). Para comprar, acesse www.clubedeautores.com.br'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7929965360156927599</id><published>2011-05-14T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:17:21.322-07:00</updated><title type='text'>Agonia                  (guacira maciel).</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Criar é como gestar; como parir... às vezes são horas em agonia, na ambiguidade... Gestar, como criar, é ruminar e expor uma imensa interrogação e assim, encontro-me só. Não se gesta, como não se cria, com os outros; esse é um estar solitário. Essa é uma agonia íntima. E assim, encontro-me só. Inquieta, angustiada, sufocada; em vias de implodir os meus limites.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou tão prenhe, que esse chega a ser um estar físico. Doe-me o peito, a cabeça, as pernas, os braços e a coluna; mas, principalmente, doe-me a alma. Sou inteira um imenso ventre distendido, reluzente, pesado, atingido por dores imprecisas, difusas, mas profundas; já quase incapaz de suportar o que contém.&lt;br /&gt;É muito difícil falar daquela menina, que teimosamente ainda sobrevive aos sofrimentos causados pelas perdas, pelos sonhos que acabaram nada; pelos abandonos, solidão, pelo que não aconteceu... como se não fosse eu mesma. Engraçado... por alguma razão acabo de lembrar daquele enorme jipe sobre o qual o motorista do ônibus das 6:45 falou: uma carroceria grande e pesada, arrastada por um motor 1.6 de potência. Eu sou o contrário: um motor 4.4 numa carroceria de fusca...&lt;br /&gt;E volto àquela menina perdida, absorta, pensando que não há nada mais bonito que as grossas raízes de uma árvore secular, ou uma árvore não tão velha, mas com iguais raízes, plantadas no jardim de certa casa de varanda alta da sua adolescência...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7929965360156927599?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7929965360156927599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7929965360156927599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7929965360156927599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7929965360156927599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/agonia-guacira-maciel.html' title='Agonia                  (guacira maciel).'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1002521612522400781</id><published>2011-05-06T05:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-27T04:25:58.689-07:00</updated><title type='text'>Bueiros....(do Rio de Janeiro)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:100%;" &gt;Obs. Esta crônica foi escrita como exercício para um curso de Literatura (na casa da Leitura - Rio de Janeiro), sobre a linguagem das ruas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essas bocas grafite que se estendem como tapetes, ameaçadores à passagem dos pedestres, pelas ruas do Rio, passaram a ser um mistério e uma ameaça para mim em sua revolta inumana.&lt;br /&gt;Saio de casa tranquilamente, com intenção de ignorá-los, fingindo que posso conviver com sua presença e que nada representam, a não ser, mesmo, diferentes formas de pavimentação, por uma simples questão técnica trazida pelo progresso e inevitável ao nosso conforto.&lt;br /&gt;Busco observar com naturalidade os belos prédios do bairro de Laranjeiras no meu percurso, cujo antigo paradigma da engenharia civil dotou de características robustas que me induzem a sentir uma imóvel e plástica segurança. Para me cercar da necessária paz, procuro com o olhar a verde placidez dos seus jardins e a delicada beleza do seu antigo traçado; nas atitudes das pessoas ao meu redor, alguma cumplicidade que me assegure fazer os necessários percursos sem essa inquietude que me assalta tão logo e inesperadamente esbarro com aquela muda presença.&lt;br /&gt;Olham-me com uma espécie de desdém se lhes piso acidental, embora tão delicadamente quanto possível, com a ponta dos pés, aos saltos, tentando não ser notada. Naquele exato momento sinto o coração palpitar, pela simples possibilidade de que resolvam manifestar sua indignação, mas não percebo nenhum sinal de que isso tenha ocorrido...&lt;br /&gt;Agora livre, volto a observar o traçado dos diminutos jardins daqueles belos prédios, e uma sensação de alívio invade meu peito, pela certeza de ter escapado, daquela vez...&lt;br /&gt;Embora se configure uma vingança para mim a tentativa de pisar-lhes a altiva e traiçoeira presença, temo-os.&lt;br /&gt;_ Por que me ameaçam? Por que sua fria e lúgubre presença sempre me dá a sensação de perigo iminente?&lt;br /&gt;_ Não tenho esta resposta; estou no meu lugar... cumpro o meu papel em relação à vida desta cidade.&lt;br /&gt;_ Concordo...mas por que expõe a sua náusea em rubras labaredas que ferem as pessoas que nela vivem, e por quem crê ter alguma responsabilidade? Não lhe parece crueldade?&lt;br /&gt;_ Não é assim que percebo; cada um representa suas fragilidades da forma que lhe é possível. Como poderia me fazer ouvir, tem uma sugestão?&lt;br /&gt;_ No seu caso, infelizmente, não. Ou melhor... não poderia entrar em pane, parar de funcionar como fazem os corações humanos quando sentem suas artérias obstruídas, castigadas, sem que lhes ouçamos os queixumes anteriores?&lt;br /&gt;_ Isso funcionaria no meu caso?&lt;br /&gt;_ Se entende sua orgulhosa presença e funcionalidade tão fundamentais à vida desta cidade, sim...&lt;br /&gt;_ Mas o descaso dos seres humanos por aquilo que não lhes afeta pessoal e materialmente de forma imediata, me confunde.&lt;br /&gt;_ Ah!...apesar da arrogância, não sabe a fundamental importância da sua própria existência; onde foi parar sua noção de identidade.?..Isso é auto estima baixa! Risos... Entretanto, vou lhe dar uma preciosa dica: estamos no inverno e, particularmente neste mês de agosto, com temperaturas tão baixas...acha que as pessoas gostariam de tomar banho frio?&lt;br /&gt;_ Bem...talvez o que diz faça sentido. A partir deste raciocínio, sim...vou pensar em outra possibilidade de demonstrar a minha indignação pela precária manutenção e o descaso pela situação de funcionamento, sempre emergencial, em que se encontram as artérias que correm subterrâneas neste complexo organismo, que se configura esta cidade ...&lt;br /&gt;_ Que bom; então, a partir de agora poderei caminhar mais tranquila, sem temer seu comportamento explosivo atrás de cada esquina?&lt;br /&gt;_ Peraí...eu ainda me encontro em péssima situação de saúde...nada posso lhe prometer, enquanto as necessárias ações preventivas não forem desencadeadas...é muito tempo sem ser atendido, sem ser entendido o meu importante papel e o processo de desgaste desse complexo organismo que represento. Até porque, a minha existência resulta do seu tão buscado progresso, que traz profundas consequências para a vida de todos, se não encarado com a devida responsabilidade e compromisso...&lt;br /&gt;_ Hummm... já sei...já sei... sem lição de moral, hein? Não tripudia...&lt;br /&gt;_ rsss...você me provocou...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1002521612522400781?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1002521612522400781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1002521612522400781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1002521612522400781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1002521612522400781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/05/bueirosdo-rio-de-janeiro.html' title='Bueiros....(do Rio de Janeiro)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1656908304527821337</id><published>2011-04-26T06:22:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T11:37:29.239-07:00</updated><title type='text'>La Lhéngua Mirandesa   (farei aqui uma exceção...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cesse an nuôssa tiêrra&lt;br /&gt;la lhéngua fidalga pertuesa&lt;br /&gt;i deia lhugar a la nuôssa, mirandesa.&lt;br /&gt;Eilha, nuôba cumo yê&lt;br /&gt;relhuza bien, de nuite cumo de die&lt;br /&gt;essoutra tan biêlha de l anton&lt;br /&gt;deixe lhugar a la nuôssa&lt;br /&gt;oh, mas que grande eimoçon&lt;br /&gt;mai, tu que me tubiste&lt;br /&gt;drento de ti, guardado tantos anhos&lt;br /&gt;i you cun tantas ganas de salir&lt;br /&gt;deixa que sustrique bien tous cluôstros&lt;br /&gt;i que mius uôssos se arrigéssen siêmpre más i más&lt;br /&gt;para que naide m'angulha de nuôbo&lt;br /&gt;bendita sós, ó mai&lt;br /&gt;porque an tou ser me fortaleci.&lt;br /&gt;.............................&lt;br /&gt;Este fragmento de poema está escrito em mirandes, uma língua estranha para alguns. Ele é parte de um livro de textos sobre a literatura oral mirandesa. Os textos do livro foram recolhidos em várias aldeias da região do Douro, entre moradores que, em geral, estão na faixa etária compreendida entre 50 e 80 anos.&lt;br /&gt;A língua mirandesa é falada por comunidades nativas do Planalto Mirandês, que fazem parte do povo português, partilhando sua história e falando também a língua portuguesa. Pertence ao grupo das línguas cuja origem se encontra nos romances peninsulares, formados a partir do latim vulgar (da mesma época do galego-português). É uma língua utilizada fundamentalmente para transmissão oral da cultura, e estima-se que seja falada por uma população entre 10 e 15 mil pessoas. Foi estudada e escrita pela primeira vez po Leite de Vasconcelos, no final do século XIX.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1656908304527821337?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1656908304527821337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1656908304527821337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1656908304527821337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1656908304527821337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/04/la-lhengua-mirandesa-farei-aqui-uma.html' title='La Lhéngua Mirandesa   (farei aqui uma exceção...)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6795594297237871960</id><published>2011-04-20T06:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T11:38:02.338-07:00</updated><title type='text'>Qual é a nossa história, afinal (cont.)  Homenagem a Tiradentes?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Filho de proprietário rural português, Tiradentes foi transformado em herói pelos líderes do movimento ideológico republicano. Mais um mito fabricado para dar respostas a questões que não tinham suas raízes na realidade brasileira, e inserido na nossa história de forma impositiva, sendo cultuado e homenageado por um povo que não teve e nem tem ainda acesso à sua verdadeira história, a história brasileira.&lt;br /&gt;Como não havia outro personagem que, aparentemente, tivesse se destacado naquele contexto, o primeiro que foi identificado a fazer críticas sobre a espoliação do Brasil foi ele.&lt;br /&gt;A coroa ordenara que Joaquim Silvério dos Reis (o “traidor”) seguisse Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), que fazia parte do movimento de insatisfação em relação à “derrama”. Então, segundo pesquisas, para ter uma dívida perdoada, Silvério apontou Tiradentes como líder do movimento contra a coroa, embora à época este se encontrasse no Rio de Janeiro (capital da colônia), portanto, ausente de Minas Gerais. Após tentar, em vão, fugir daquela cilada, ele foi obrigado a assumir a autoria dos planos de revolta, sendo enforcado como exemplo para os demais.&lt;br /&gt;Os insurgentes, e não inconfidentes, queriam, apenas, a independência regional. A luta restringia-se ao contexto de Minas Gerais, e nem se havia pensado em termos de Brasil, configurando-se esta, a supervalorização de um pequeno movimento insurrecional, regional.&lt;br /&gt;Na minha compreensão e de grande contingente de brasileiros que lidam com educação, com cultura, e com a identidade desse povo, precisamos pensar em criar um novo calendário histórico, baseado na nossa verdadeira história, em fatos verdadeiros. Mas, para que isso seja possível, primeiro, precisamos contar essa história. &lt;br /&gt;Até quando as escolas ensinarão às nossas crianças fatos inverídicos, ou meias verdades? Esses são brasileiros que continuarão sendo enganados até que cheguem a uma idade em que começarão a se fazer perguntas, e a fazerem as próprias descobertas. É como negar a um filho a sua verdadeira paternidade, e anos mais tarde ele venha a descobrir que tudo o que construiu e pensava fazer parte da sua identidade era uma mentira. Também é injusto que tantas pessoas dediquem suas vidas a estudos, com objetivo de evidenciar a nossa verdadeira identidade, desafiando o poder dominante, ora na ficção através de personagens, ora em estudos e pesquisas sobre fatos não revelados, mostrando os “heróis de nossa gente”, a exemplo de João Ubaldo Ribeiro, em “Viva o Povo Brasileiro” e Antonio Torres, “Meu Querido Canibal”, em que buscam desconstruir fatos – e personagens – tidos como verídicos. Esses autores, entre muitos outros, buscam dar a conhecer os pequenos heróis que subjazem no limbo da historiografia brasileira, desenvolvendo uma espécie de “anti história” que, de certa forma, vem desterritorializando as estruturas político sociais, que têm interesse em continuar contando a história do ponto de vista do vencedor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6795594297237871960?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6795594297237871960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6795594297237871960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6795594297237871960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6795594297237871960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/04/qual-e-nossa-historia-afinal-cont.html' title='Qual é a nossa história, afinal (cont.)  Homenagem a Tiradentes?'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-946691050625195903</id><published>2011-04-15T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:20:54.745-07:00</updated><title type='text'>Introspecção...                 (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sou eu quem em mim mesma habita&lt;br /&gt;sou quem arde em abissais limites&lt;br /&gt;quem transita em meus mistérios mergulhada...&lt;br /&gt;sou quem me planta rega e colhe&lt;br /&gt;sou quem por desígnio ou desdita&lt;br /&gt;sob a superfície trilha labirintos...&lt;br /&gt;sou quem perdida e sem certezas&lt;br /&gt;busca e se agarra à cálida orvalhada&lt;br /&gt;sou o som e a escuta das pegadas na pálida luz da madrugada...&lt;br /&gt;sou quem iça velas como asas frágeis de cristal&lt;br /&gt;e de porto em porto paira entre os adeuses&lt;br /&gt;em busca da tepidez nômade da esperança...&lt;br /&gt;mas sou quem me convence e surpreende&lt;br /&gt;a mim me reinventa e acende...&lt;br /&gt;sou quem espanta o tédio das sombras sobre março&lt;br /&gt;quem como a lagarta lenta voraz silenciosa&lt;br /&gt;leva à pique aquele amor vencido...&lt;br /&gt;sou quem se envolve nas dobras frias do cetim&lt;br /&gt;ardendo lentamente em fogo brando...&lt;br /&gt;quem me vela à pálida tez da lua&lt;br /&gt;pelo acalanto da noite embalada&lt;br /&gt;em frio e solitário abrigo&lt;br /&gt;à espreita da próxima alvorada...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-946691050625195903?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/946691050625195903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=946691050625195903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/946691050625195903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/946691050625195903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/04/introspeccao-guacira-maciel.html' title='Introspecção...                 (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-2555362726688651304</id><published>2011-04-14T05:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-08T04:29:27.856-07:00</updated><title type='text'>O olhar:  de Capitu a Mona Lisa     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há poucos dias estive pensando na capacidade de sedução contida no olhar das pessoas, não apenas da mulher, claro! a sedução que um olhar pode suscitar é muito subjetiva e se constitui uma arma poderosa, inclusive pela possibilidade de ser essa sedução desencadeada pelas emoções de quem observa um olhar e não, necessariamente, pelas emoções do dono do olhar &lt;st1:personname productid="em quest￣o. Da￭" st="on"&gt;em questão. Daí&lt;/st1:personname&gt; comecei a pensar em Capitu, por ser um ícone que tão bem representa a questão, e por várias vezes tentei escrever sobre o assunto, embora um pouco indecisa por ser ela a mulher mais famosa da obra de Machado de Assis e a mais polêmica da Literatura Brasileira; assim, tantas outras vezes desisti. Nessa divagação, pensei em outras mulheres sedutoras e me veio fortemente à cabeça a Mona Lisa... As duas me causam admiração e me intrigam, embora a enigmática Mona Lisa não tenha inspirado discussão em todo o mundo através dos tempos por causa do olhar, mas a mim, sim. Em relação à Capitu, mesmo sendo um assunto muito rico e oferecer inúmeros caminhos de interpretação, por já ter sido muito discutido, poderia parecer que já nada se teria a dizer sobre ele. Entretanto, estou aqui; ele me instiga, me atrai, me seduz. Talvez porque minha filha esteja fazendo uma pesquisa para sua monografia sobre os processos de divórcio na República Velha, situados num determinado período na cidade de Salvador, que tem mulher como foco principal. Assim, após refletir muito sobre o assunto, voltei a me interessar sobre determinados aspectos acerca da trajetória das mulheres na sociedade brasileira (a Gioconda é uma divagação), embora restringindo um pouco para o foco que me interessa aqui.Como sempre, não pretendo provar nada; nem a inocência nem a culpa de Capitu, embora este tenha sido, talvez, o mais forte elemento que desencadeou toda essa polêmica, mesmo que o cerne da questão na obra devesse ter sido o ciúme - alguns autores, homens, juram de pés juntos que ela traiu o marido - por ter sido um marco na mudança de comportamento da mulher, que passa daquele ser que quase sempre não tinha oportunidade nem direito de escolha, para uma mulher mais independente, consciente, e até transgressora. Mesmo porque, trata-se de uma obra de ficção que já foi escrita, não sendo possível mudar nada, restando a todos apenas esse bate-boca: traiu, não traiu... Ainda que a maioria dos homens afirme ter havido traição e ainda que o próprio Bentinho não tenha conseguido convencer disso aos que leram Dom Casmurro, já que nem ele mesmo teve essa certeza. Embora o que pretenda dizer aqui possa conter uma pitada de “nonsense”, como de resto em tudo o que escrevo, procurarei ser o mais razoável e específica possível, porque o meu objetivo é trazer à luz uma discussão muito maior e mais grave: a sensualidade feminina como um pressuposto para a culpa, a traição, o pecado, a sedução intencional, com um determinismo desrespeitoso e injusto. É preciso que se reflita acerca do fato de que essa questão é sempre analisada sob o ponto de vista masculino, e até policial; é o olhar dos homens postos sobre as atitudes e o estar feminino no mundo em todos os tempos, ou seja, o universo dela, tão pleno de subjetividades, mitos, dores e desejos absolutamente pertinentes à sua condição e gênero, numa tentativa de imputar-lhe uma culpa que não lhe cabe como premissa. Aliás, muito poucas mulheres, ainda, têm consciência ou a isso se referem, salvo em ambientes e momentos específicos. Não estou trazendo à reflexão nenhuma novidade, mas também não se trata de uma discussão vazia. Temos uma experiência recorrente de que qualquer acontecimento, tanto no mundo real como na representação, seja de estupro, de traição masculina, ou qualquer outra atitude, ou crime, ou ato considerado menos digno, menos ortodoxo, em que a mulher esteja envolvida, principalmente se é uma mulher bela e/ou sedutora, a culpa é, invariavelmente, dela; o mito da Eva maliciosa que tenta e leva o ingênuo e inocente Adão ao erro, ao crime, ao pecado, ou seja lá ao que for. Mary Del Priore, em sua obra “História do Amor no Brasil”, analisa referências como esta: “Sendo a mulher um agente de satã, toda a sexualidade feminina podia prestar-se à feitiçaria. Seu corpo, ungido pelo mal, tornava-se o território de intenções malignas”. Isso me trouxe interessantes subsídios para a questão que analiso aqui. Aliado ao que já foi dito, no caso de Capitu, sabemos que não lhe foi permitido uma única oportunidade de falar; Bentinho foi o único que pode dizer &lt;i&gt;sua verdade, &lt;/i&gt;ou o que achava que o fosse, com a visão distorcida pelo ciúme doentio que sentia; só não sei se da esposa ou do amigo. Quem nos poderia dizer se, pelo fato da criação que teve (predestinado a ir para o convento por causa de uma promessa da mãe), a época e os tabus quanto a outras opções sexuais, ele não teria criado esse suposto adultério da esposa para encobrir a atração que sentia por Escobar? (Aliás, Millor Fernandes já expressou suspeita neste sentido). Neste caso, a “dissimulada” Capitu com seus “olhos de ressaca” era o álibi perfeito para esconder sentimentos culposos perante si mesmo. E mais, sabe-se que quando escreveu a obra, Bentinho já estava avançado em anos, solitário, arredio, tendo a prerrogativa de trazer todos os episódios à sua maneira, de forma potencialmente distorcida e intrigante; nada lhe escapa para indispor o leitor com sua mulher. Desde que tomou a decisão, ele sempre mostra, insistentemente, uma Capitu maldosa, “dissimulada”, e vem minando a mente do leitor até chegar à condenação. E mais, a forma repetitiva como fala dessa personalidade que lhe impôs é obviamente intencional; se configura uma técnica similar à utilizada na neurolinguística, em que se consegue mudar padrões mentais através da repetição para o novo foco que se quer considerar. Será que Capitu realmente é um personagem ambíguo, ou a genialidade de Machado nos encaminha pelas mãos de Bentinho (o próprio caminho) para uma interessante análise da personalidade arquetípica masculina? Uma oportunidade de percebermos nesses comportamentos masculinos, em relação à mulher, um misto de insegurança, recalque, (machismo), sexualidade mal resolvida, ciúme paranóico, medo...e cá pra nós, o que Bentinho sentia era medo daquela mulher que ele nunca se dispôs a conhecer; seria ela, mesmo, um enigma para ele também, ou a representação (e rejeição) do seu próprio e desconhecido lado feminino? Será que fomos ‘usados’ sem nos apercebermos disto? Pelo menos enquanto não se estabeleceu esse clima de polêmica, uma vez que até oito anos após a publicação da obra nada foi contestado em relação à traição? Reforçando a questão da culpa feminina no imaginário das pessoas, incluindo-se o da própria mulher, já que elas acusam umas às outras, percebe-se uma espécie de culpa implícita, que eu chamaria de culpa/gênese, ancestre e que, usando o mesmo vocábulo para ampliar a análise, perverte, distorce e corrompe o estar feminino em sua beleza, sutileza e suavidade, próprios da sua natureza. Quanto à Mona Lisa, em outro contexto poder-se-ia também considerá-la uma mulher cujo olhar teria implícita uma dose de sensualidade, uma sedução que pudesse ser avaliada como ‘nociva’? E se, ao invés de uma pintura, o autor a tivesse criado mais próxima da realidade da dinâmica da vida, através de um romance, conhecendo-a melhor, se falaria apenas do seu sorriso? Mas, e seu olhar? Para mim, o olhar da mulher retratada é muito mais eloquente que o tão discutido enigma do sorriso. Um sorriso sobre o qual também muito também já se falou, discutiu e escreveu, tentando decifrá-lo. Parece que há uma intenção em estimular o imaginário das pessoas e preservá-lo como uma incógnita; haveria uma tentativa de conservar o mistério e valorizar ainda mais a obra, despertando a curiosidade das pessoas e incutindo em suas cabeças certa dificuldade em decifrá-lo? A técnica da repetição estaria funcionando aqui, como funcionou em relação à Capitu? Com que intenção se poderia ter criado tal polêmica? Segundo Ernst Gombrish, "descrições podem tornar-se aderentes... Interessante pensamento me ocorreu aqui; existe muita discussão acerca de quem seria Beatriz, o discutido amor de Dante Alighieri, e muitas hipóteses foram propostas sobre o assunto. Baseando-me nessa referência tentarei explicar a minha teimosia em fazer essa analogia entre o olhar e o sorriso da Mona Lisa sendo, no caso em questão, o seu sorriso um prolongamento da eloquência do olhar (meu personagem principal); o sorriso estimula a busca do que poderia estar sendo dito pelo olhar. Assim, me reportei a Dante como uma forma que pudesse me ajudar a explicar a minha percepção. Em Convívio, III, XV: “[...] convém saber que por olhos da Sabedoria são as suas demonstrações, com as quais se vê certeiramente a verdade; nas quais se demonstra a luz interior da sabedoria sobre algum velamento” Segundo alguns autores, para o poeta/filósofo a mulher formosa seria a Filosofia (Beatriz): seu riso a persuasão e seus olhos a demonstração. Quer dizer, os olhos dizem, veladamente, e o sorriso persuade a existência de algo a ser dito numa eloquência velada; são muitas interrogações... Existem muitas dúvidas em relação à identidade da modelo que pousou para a obra. Podendo ser Lisa Gerardini, a mulher de Francesco Del Giocondo, um cavalheiro florentino; este nome em italiano significaria mulher alegre (em que sentido?). Qual a relação entre os dois? Quanto da mulher real existe no sorriso e no olhar da Mona Lisa? Freud também se manifestou, dizendo que naquele sorriso Leonardo estaria evidenciando uma manifestação de erotismo em relação à própria mãe, uma vez que há a hipótese de que a obra seja um auto retrato. Ah!... Neste caso, não seria aquele olhar muito mais significativo; aquele olhar de “decifra-me ou devoro-te”, que se configura nada mais que um olhar de desafio, de galhofa, de zombaria por saber que enganaria tantas gerações em todo o mundo, que punham o foco no significado do sorriso - quando o olhar fala muito mais - sem que o fato fosse, sequer, questionado? Assim se desfaria um grande mito e as pessoas poderiam dizer que, afinal, aquele sorriso não era lá tão inexplicável assim, nos levando à confirmação de que muitas determinantes na sedução poderiam se originar nas emoções de quem se vê seduzido e não de quem é avaliado como o sedutor, o que se configura a minha indagação aqui... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-2555362726688651304?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/2555362726688651304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=2555362726688651304' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2555362726688651304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2555362726688651304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/04/o-olhar-de-capitu-mona-lisa.html' title='O olhar:  de Capitu a Mona Lisa     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8939482931461733089</id><published>2011-04-08T04:15:00.000-07:00</published><updated>2012-01-25T18:09:15.586-08:00</updated><title type='text'>Outra história de amor...Sibila; um amor canino.</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao escrever histórias de amor, venho sendo perseguida pela certeza de que esta também é uma história de amor. Um amor novo, mas nem por isso de menor valor, muito pelo contrário, ele me tem servido como forte referencial para as análises que hoje faço sobre esse sentimento que dizem ser privilégio dos seres humanos. Será?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sibila é uma cadelinha insuportável, de seis meses de idade; uma linda vira-lata que virou princesa, mas por não ter uma ascendência registrável sofre preconceitos por parte de seres humanos, os únicos que se dizem capazes de amar. Minha filha e eu vivemos numa casa e assim pude realizar seu sonho de ter um cachorro. Nós ganhamos Sibila de uma veterinária que lhe buscava uma família, porque a tinha encontrado na rua e não podia adotar mais um cão...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi-nos entregue desidratada, magrinha, doente e infestada de pulgas. Logo percebi nela a fragilidade própria dos que não crêm; dos que aceitam o abandono como destino e a consequente solidão. Internei-a em uma clínica para tratamento emergencial, e depois minha filha e eu iniciamos uma verdadeira maratona com uso de medicamentos e alimentação adequada para que se recuperasse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela nos causava momentos hilariantes quando era chegada a hora de tomar os antibióticos, administrados por via oral com seringas, pelo estado de euforia em que ficava, só ao lhes sentir o cheiro; adorava esses momentos e saía me lambendo as mãos para aproveitar os menores vestígios do remédio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois, como nosso objeto de análise é esse sentimento tão controverso, mal compreendido e maltratado (e mal tratado também rss), posso afirmar jamais ter observado um amor tão sem reservas, tão puro, tão espontâneo, sem máscaras e incondicional, o que me levou a refletir, a poucos dias, que os nossos próprios filhos jamais nos dariam por toda a vida (deles e nossa) essa sensação, essa segurança.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao voltar para casa à noite, após um cansativo dia de trabalho, às vezes desesperançosa e com receio de estar só, sou recebida por ela, assim que abro o portão de casa, com uma manifestação de felicidade, de saudade acumulada, que chega a me parecer um desvario, um acesso de loucura...Então, começa a correr de um lado para outro, desenfreada, sem cuidado e sem medo de se machucar. Quando saio do carro pula sobre mim, me arranha e me puxa a roupa, numa demonstração de extravasamento, de entrega sem limites e sem cobrança pelo fato de tê-la abandonado por todo o dia; aí, se deita aos meus pés pedindo um carinho e isso a faz feliz...e isso basta.... Outro dia, ao falar sobre esse assunto com um professor, me veio a resposta de que essa demonstração eufórica não seria amor, porque os animais são irracionais e, se não pensam, não amam; seria apenas instinto. Mas que definição, que conceito temos de amor? O que seria amar? O que nós, seres humanos, sabemos sobre isso? Por que, pretensiosamente nos achamos os únicos seres capazes abrigar esse sentimento? Nós, que somos considerados animais superiores, somos capazes de ferir em nome desse sentimento (e de outros...), oferecendo uma incontestável prova de irracionalidade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não creio que o amor, esse sentimento espontâneo e puro que vejo em Sibila, possa estar aprisionado na racionalidade. E se os cães são capazes de amar, das duas uma: ou eles não são irracionais ou os homens, que ferem invocando o seu nome é que o são.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Obs. Aqui ainda caberia uma outra discussão: o nível de irracionalidade contido no amor..Será que amamos, exatamente, quando deixamos de lado a racionalidade? quando nos despojamos da pretensão de sermos seres pensantes? ou o amor é que nos tira essa capacidade momentaneamente, e amamos exatamente porque a perdemos, ainda que por determinados períodos da nossa vida? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8939482931461733089?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8939482931461733089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8939482931461733089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8939482931461733089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8939482931461733089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/04/outra-historia-de-amorsibila-um-amor.html' title='Outra história de amor...Sibila; um amor canino.'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-2855317776890023669</id><published>2011-03-31T06:58:00.000-07:00</published><updated>2011-04-03T06:45:24.337-07:00</updated><title type='text'>Nossas histórias...(guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É importante contar a nossa história, porque nós somos ela; nós e os fios que usamos para construir a nossa vida. É o que temos de nós mesmos; do que somos. Ela explica, um pouco que seja, as posturas que adotamos diante da vida; as nossas reações diante dos fatos, dos desafios, dos sofrimentos; dos nossos medos. A minha vida não é perfeita, mas entendo que tive a melhor de todas as razões; o mais importante referencial; o texto mais bonito, que é a história dos meus pais (parte dessa história eu conto em meu próximo livro "Cruz do meu Rosário"), transformado no fio mais consistente, que serviu de suporte à trama da minha própria vida (do meu texto): o amor. Peço desculpas se sou contraditória, mas aqui não cabem julgamentos; só refletir e rever posturas... Por certo uma bela ou feia história não deverá servir de desculpa para todas as nossas atitudes. Se, realmente, todos os filhos de criminosos também fossem criminosos, viver perderia o sentido. Creio na vida, no amor, nas pessoas. Não somos um fato consumado; somos imperfeitos, somos incompletos, ainda bem! A vida é algo vivo, mesmo correndo o risco de ser redundante, algo dinâmico; portanto , passível de ser modificada. Temos grande quinhão da nossa história, do nosso texto, sob a nossa responsabilidade nessa construção e podemos, sim, lançar mão de fios novos e fortes para (re) construir (tecer) sua urdidura e sobre ela (re) escrever um belo texto; um texto nosso e novo, selecionando os melhores e mais antigos fios que pudermos. Precisava contar essa história, não como verdade, mas como referência para o que aqui se pretende: identificar raízes bastante remotas sobre o amor, suas motivações mais íntimas, necessidades, comportamentos diante da constatação de inutilidade das nossas vontades e seu controle, desvios dos padrões em relação a outros sentimentos que o permeiam, formas diferenciadas de amor e de amar, e as consequências de tudo isso. Vem se constituindo um debate íntimo a análise dessas contradições para as quais não tenho nem terei respostas. Não gostaria de ser submetida a um patrulhamento por parte de intelectuais e psicólogos , porque a arte não pretende explicar nem comprovar verdades. Gostaria de ser lida e incitar o debate entre pessoas comuns, essas... consideradas ingênuas, que, como eu, se deixam inocular, se deixam afetar por sentimentos simples. Não creio existirem fórmulas para debater essas questões, porque cada um terá seu jeito próprio de amar e de pensar o amor; esse é o meu. Ao expor minha visão sobre o amor, não tenho uma finalidade prática imediatista, e sim estabelecer o espírito de comunhão, que, aliás, se constitui uma das funções da arte. O meu discurso aqui é muito mais poético, graças a Deus. Espero que as pessoas possam ler o que escrevi, porque preciso de outros olhares e referências para minhas reflexões; preciso continuar... Preciso que entrem na minha pele, na minha cabeça e procurem entender, não as minhas razões e questionamentos, mas as suas próprias. Sei que cada um que leia essas reflexões terá um olhar e um sentimento sobre tudo isso e depois sobre o seu próprio sentimento e assim, poderá refletir sobre a possibilidade de aceitação intima, intrínseca da diversidade dos textos e texturas, pelo exercício de percepção do diferente e possam também estabelecer elos para a comunhão. Escrevo para falar do que sinto, vivo e percebo, com o objetivo de estabelecer uma comunhão, partilhando as minhas experiências, embora ao fazer isso, interprete e subjetive. Entretanto, entendendo que a vida é um paradoxo, tão vulnerável, tão cheia de brechinhas, que a princípio a gente nem percebe... Mas pode ser que um dia eu escreva ficção. Embora mesmo a ficção tenha a sua gênese em uma - pelo menos - verdade ou necessidade íntima. Dizem que os poetas fingem; não entendo assim. Os poetas não fingem; eles têm o dom de revelar o que está sob um véu, de trazer à tona... Os poetas transcendem e transitam naturalmente em diferentes dimensões sem perceber seus limites; eles transitam nas dimensões que, dizem, dividem o tempo, aquele não lugar...bagunçando seus limites. Para o poeta o infinito é o aqui e agora, porque é agora que seu coração pulsa, que seu corpo lateja e isso transcende o tempo, fendendo suas fronteiras com a força de um azougue. “A arte é um modo extraordinário de ser real”( não sei quem disse isto). Numa crônica que vocês não conhecem, falei sobre a universalidade comparando uma verdade matemática (concreta) e uma verdade subjetiva; retorno aqui e vocês poderão saber do que falei. O amor e a lógica matemática são, ambos, verdades universais; entretanto, em um poema falo de forma a que cada um que o leia, embora percebendo que falo do amor, vá fazer relações e reflexões a partir da sua própria verdade íntima (tenha sido boa ou ruim como experiência) e assim, tenha a oportunidade de perceber, na diversidade, a mesma coisa universal. Quanto à matemática, acho que só posso entender de uma forma, ou não resolvo o problema - e nunca resolvi, mesmo... - sempre fui péssima nisso; por esta razão , esse é o problema: razão – nunca consegui resolver um deles sequer, na aula de matemática. Sempre se constituíram uma tortura. O amor, não; lançamos mão de simples atitudes, simples gestos e os transformamos em coisas significativas, em atitudes grandiosas até; belas. É como se ao tecer (ou escrever um texto) com simples cordões, ou fios crús, tenhamos a capacidade de transformá-los em fios de ouro, brilhantes, cheios de luz. O amor precisa ser assim... Em todas as histórias se identifica essa possibilidade, essas relações que procuro estabelecer entre tecer uma trama enquanto base - sustentação - elaborar o pensamento para construir um texto, e os sentimentos, tendo o amor como resultado elaborado, mas que poderá ser afetado por outros fios que poderão já ter pertencido, ou ainda façam parte, a outro texto. A mim parece que o ato de fiar, como o de criar um texto, ou sentir amor, tem algo a ver com, simplesmente, sair da realidade cotidiana e percorrer caminhos etéreos, elaborar com o imaginário. Partimos do real – fazemos parte dele, somos ele – desaparecemos, mergulhamos em outra dimensão e retornamos com o resultado, o novo texto. Discordam de mim? Fui ingênua? Fariam conclusões diferentes das minhas, eu sei... Reflitam sobre tudo isso, por favor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-2855317776890023669?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/2855317776890023669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=2855317776890023669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2855317776890023669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2855317776890023669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/03/nossas-historiasguacira-maciel_31.html' title='Nossas histórias...(guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6938778234556642579</id><published>2011-03-16T10:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:22:32.096-07:00</updated><title type='text'>Ausência...     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem sempre há falta na ausência&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mas nesta solidão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não vou plantar o meu jardim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;prevenida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tento absorver tua presença&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pra gastar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;devagarinho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como a chama de uma vela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que queima solitária e mansa...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por mais que o vento sopre em tua direção&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;meu círculo de luz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;parece&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não te alcança...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e queimo e me consumo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e me consumo lava&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;incandescente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como choro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como chuva de verão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em gotas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quente...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6938778234556642579?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6938778234556642579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6938778234556642579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6938778234556642579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6938778234556642579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/03/ausencia-guacira-maciel.html' title='Ausência...     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3063175847886752183</id><published>2011-03-10T12:22:00.000-08:00</published><updated>2011-07-04T05:26:34.982-07:00</updated><title type='text'>Tempo...           (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que quero &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que procuro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o que espero&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tivesse eu tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;remontaria ao advento&lt;br /&gt;e mudaria tudo...&lt;br /&gt;mas sopra o vento&lt;br /&gt;e leva a terra&lt;br /&gt;e o tempo&lt;br /&gt;e eu tento...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não sei o que quero&lt;br /&gt;e procuro&lt;br /&gt;e espero&lt;br /&gt;e isso leva tempo&lt;br /&gt;e ele não me esquece&lt;br /&gt;o tempo&lt;br /&gt;e eu me atormento...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3063175847886752183?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3063175847886752183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3063175847886752183' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3063175847886752183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3063175847886752183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/03/tempo-guacira-maciel.html' title='Tempo...           (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5966480927057456818</id><published>2011-02-13T13:58:00.000-08:00</published><updated>2011-05-24T11:55:09.731-07:00</updated><title type='text'>Educação. Por falar nisso...          (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;" O respeito à autonomia e à dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros" (Paulo Freire).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;A c&lt;/b&gt;entralização da gestão institucionalizada de forma irrestrita e indiscriminada dos Sistemas Públicos de Educação, assim como as políticas públicas voltadas para a educação básica, especialmente o segmento médio, obrigatório, além de ferir a autonomia das escolas, também o faz em relação aos estudantes e à construção do conhecimento, refreando o estímulo ao desenvolvimento do capital intelectual, o desenvolvimento pessoal dos atores sociais e históricos no seu contexto de vida, e muitas vezes impossibilitam a exploração da economia interna gerada no íntimo da escola como um exercício da prática do protagonismo e do autodidatismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Interessante seria uma pausa para reflexão...a escola não está dando as respostas esperadas, os jovens não estão aprendendo...então é preciso buscar a "razão" (tudo tem uma razão e uma lógica) de tudo estar acontecendo dessa forma...inesperada? não sabíamos que os resultados chegariam a esse patamar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O mundo mudou, mas os sistemas ainda não perceberam; os jovens e até a escola perceberam, mas estão engessados, porque submetidos a propostas que não refletem as necessidades dos contextos. Esta semana a Globo News lançou a proposta de uma série especial sobre Educação e, embora o foco  não seja  discutir/debater essas questões com a sociedade, o título tocou um sininho em minha cabeça: "Educação sob medida"...exatamente isso! a educação precisa acontecer sob medida!! E o que significa "sob medida", na minha cabeça? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; line-height: 150%; text-indent: 35.4pt;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sob a perspectiva pedagógica? Vejamos...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Com a uniformização das propostas de educação básica, o sistema se torna tão ferozmente institucionalizado que fecha o olhar para as necessidades específicas de cada contexto, para o estágio de desenvolvimento cognitivo dos sujeitos, e essa interferência inviabiliza e imobiliza as propostas, criando um contexto de dificuldades pedagógicas e de operacionalização tão refratário que esse mesmo sistema perde a condição de auto gerir-se; perde a sua funcionalidade...Em consequência, também as necessidades mais básicas, como o quantitativo de professores com formção específica em sala de aula (notadamente aqueles da área de Ciências da Natureza, incluindo-se Matemática, de acordo com os PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais), que migram para outros postos profissionais, ou a total ausência de profissionais de algumas disciplinas, o que conduz a desdobramentos também nocivos, como o quantitativo cada vez maior de estudantes por turma; aliando-se a estas questões, temos outras, como a ausência de coordenadores pedagógicos, formação continuada precária com oferta, algumas vezes sem qualidade, de outros sistemas através de EAD (Educação à Distância); carga horária pesada, que leva à falta de tempo para estudar e planejar; os baixos salários, que obrigam os professores a trabalhar em várias instituições; precaríssimas instalações físicas das escolas. Tudo convergindo cada vez mais para o distanciamento da busca e da manutenção da qualidade da educação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="line-height: 150%; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa situação termina por deixar unicamente nas mãos dos jovens a responsabilidade de aprender, de construir conhecimento, quando esse é um processo interativo, de parceria entre ele e o mediador da aprendizagem, que é o professor, até por ser este um ator mais experiente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="line-height: 150%; text-indent: 35.4pt; text-align: justify;font-family:times new roman;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De qualquer forma, se falarmos da vida como ela é...toda essa problemática encaminha compulsoriamente o jovem a tomar a iniciativa de aprender; encaminha-o para outra forma de protagonismo e  autodidatismo, que terminam por se constituir caminhos tanto mais difíceis, quanto mais recionais de aprendizagem, uma vez que nenhuma escola tem condição de oferecer em sua proposta uma educação universal, já que a aprendizagem ocorre nos diferentes espaços em que os sujeitos vivem, embora ela possa, isto sim, propiciar as condições para que cada um aprenda a transformar suas experiências em aprendizado, ao extrair-lhes o substrato, de acordo com seus projetos pessoais, sendo preciso que para isso a oferta consiga interpretar as demandas sociais, conduzindo-os a uma postura crítico social dos conhecimentos que vão sendo aprendidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5966480927057456818?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5966480927057456818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5966480927057456818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5966480927057456818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5966480927057456818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/02/sobre-educacao-guacira-maciel.html' title='Educação. Por falar nisso...          (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7207689021531492060</id><published>2011-02-13T13:47:00.000-08:00</published><updated>2011-07-04T05:58:01.158-07:00</updated><title type='text'>Sete ventos      (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Absorva meu corpo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;os teus perfumes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;que na distância me alimentarão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;e não permitam que de ti me afaste&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;e esmaeçam teus odores em mim...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;brilhem em minh'alma os teus lumes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;banhando em luz meu coração&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;que em silencioso compasso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;ouve o som dos sete ventos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;como se lhe fosse um lamento...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;guardem os meus ouvidos a tua voz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;que em teu silêncio me falará&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;balbucios doces&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;ora gritos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;trazidos em vagas de mar...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;mas te restaure a energia o meu fogo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;que a temperatura me altera&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;e o amor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;que em mágica química&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;nos faz arder&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;pois que sol&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;sou.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7207689021531492060?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7207689021531492060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7207689021531492060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7207689021531492060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7207689021531492060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/02/sete-ventos.html' title='Sete ventos      (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6839592108820589075</id><published>2011-02-08T03:22:00.000-08:00</published><updated>2011-05-24T11:53:47.761-07:00</updated><title type='text'>(Des)ordem                        (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div  align="justify" style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Existe uma dimensão desconhecida por quem lê a obra de um autor, que é o processo de criação, o momento primeiro, quando as idéias vão surgindo por impulso, por qualquer motivo; esse momento tem uma nuance de caos, em consequência da velocidade com que os pensamentos brotam; da forma incontrolável com que chegam à mente e vão estabelecendo vínculos entre si, ainda que pareçam totalmente incoerentes. Se fosse escrever nessa não-ordem absoluta, seria difícil a alguns a compreensão daquilo que preciso dizer. Entretanto, o fato de tentar estabelecer alguma coerência não deverá tirar o que existe de melhor na criação, que é essa aparente desordem, ou mesmo incoerência que a mim se configura o verdadeiro encanto de escrever. Até porque o próprio mundo parece ter-se desvinculado de qualquer vislumbre dos anteriores paradigmas e entrado numa vertiginosa busca, não por uma, mas por novas ordens, novas pedras filosofais... e embora isso não seja novidade, mas um acontecimento recorrente na trajetória da humanidade, no momento em que ocorre parece novo&lt;br /&gt;Venho buscando explicar a mim mesma as coisas que percebo ao meu redor, a forma como as compreendo, ou seja, como elas se mostram a mim, à minha sensibilidade, ao meu universo íntimo, de acordo com essa percepção e por que o fazem...ou seria o contrário?...na verdade, isso é muito difícil de ter um ordenamento linear; elas também poderiam se mostrar à minha percepção de acordo com a sensibilidade...até achei melhor assim...a minha percepção é desencadeada pela minha sensibilidade. É isso aí, acho...vê-se, dessa forma, como não existe uma única ordem na complexidade do Universo. Vê-se como não existe certo e errado a não ser em universos pessoais, que partem de valores e conceitos específicos nos quais também não se pode interferir, mas que precisarão se abrir à consideração dos opostos complementares (mecânica quântica). Cada um que ler este e, talvez, todos os meus textos, vai achar que a ordem seria outra, e a intenção é esta mesmo: rever conceitos, e a compreensão que qualquer que seja ela, significa que uma possibilidade não exclui outras.&lt;br /&gt;Não me proponho a dizer nenhuma verdade; neste momento penso desta forma, mas, à medida que vou vivendo, aprendendo, estudando, me relacionando, também vou incorporando outras visões, ampliando ou mudando as que pretendo evidenciar aqui ou em qualquer lugar, podendo reescrever tudo a partir de uma nova visão de mundo reconstruída ou elaborada nas interseções, uma vez que o todo não representa, apenas, as partes, mas também um terceiro espaço. Aliás, vou logo avisando, porque pode ocorrer que um dos meus trabalhos seja lido em outro lugar e contexto, com outras proposições (excluindo-se o plágio, claro!).&lt;br /&gt;O mais importante para mim é expor essa inquietação e reafirmar a inexistência de uma verdade imutável e única. Tudo é fruto das elaborações de um íntimo e desconhecido universo pessoal inerente a cada ser (cada observador), estimulado pelas vivências, buscas, interesses, emoções e estados de espírito momentâneos, que na dinâmica da vida, quase sempre são representados sob diferentes linguagens e nuances novas.&lt;br /&gt;Não vou me estender muito nos preâmbulos; este é um diálogo íntimo que me acompanha sempre, e poderia me sentir muito estimulada a não parar mais... vejam-no como um espaço vestibular a todos os meus trabalhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6839592108820589075?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6839592108820589075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6839592108820589075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6839592108820589075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6839592108820589075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/02/desordem.html' title='(Des)ordem                        (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-2971661707142918810</id><published>2011-01-28T17:12:00.000-08:00</published><updated>2011-03-15T17:08:27.535-07:00</updated><title type='text'>Qual é a nossa história, afinal?</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;Continuando...&lt;br /&gt;E antes de entrar na “Inconfidência Mineira” como planejado, gostaria de, reforçando/ilustrando alguns momentos dessa história aqui mencionados, trazer à cena algumas joias – doravante, quando necessário, continuarei a fazê-lo -. Nessa perspectiva, isso me ocorreu em consequência de mais uma leitura de “Meu querido canibal”, de Antônio Torres. Sabemos que a cada nova leitura que fazemos de uma obra, novas percepções são possíveis, porque também nós mudamos a cada amanhecer...visto que as experiências de cada dia abrem outras nuances de realidades possíveis, e passíveis de análise.&lt;br /&gt;O que se evidenciará sucintamente aqui, como um prolongamento do texto anterior, acerca da 'colonização', é a compreensão do ponto de vista do vencedor, portanto, tendenciosa, resultando em uma história imaginada e estabelecida por ele, reforçando o que venho dizendo. Porém, as fronteiras dessa história estão povoadas de versões das minorias invisíveis, das assombrações, dos fantasmas que amedrontam, não significando, porém, que não existam, mas que tenham construído sua morada num “entre lugar”, como os sem teto, sem terra, sem a camisa (padrão) do time, lugar onde se aloja a “intervenção crítica”.&lt;br /&gt;Neste caso, a “heterogeneidade não se homogeneíza” na unidade da história que já foi contada; ao contrário, é uma voz que se levanta e resiste como uma realidade contraditória, embora subjacente, indelével; similares a operadores booleanos, esses fantasmas definem seus caminhos e estratégias de busca, com um software específico. Na verdade, a história desse pais se oferece como um rico hipertexto, em que nós, os sujeitos do conhecimento precisamos nos recusar a seguir em frente ignorando aquilo que não foi contado, ou o foi de forma distorcida, para descortinar um percurso que subjaz nas entrelinhas, nas fronteiras, no limbo.&lt;br /&gt;É preciso rever essa história e desalojar esse estado de epifania que ela assegura aos que a contaram até hoje. Ela é uma ficção gestada em descaminhos da história real, porque comprovações documentais vêm sendo encontradas e contam uma outra versão; elas são avaliadas por estudiosos, e não podem ser desconsideradas. Fundamentada no pensamento de Boudelaire, também uma verdade absoluta e eterna inexiste, ou melhor é ficção que se torna pobre diante do fato de não se considerar outras possibilidades, outras dimensões, até porque a  escrita dessa história está fundamentada em mecanismos ideológicos. É importante, fundamental mesmo, que esse foco sacralizado seja deslocado, desterritorializado, estabelecendo-se, no mínimo, um processo dialógico entre as percepções, em busca da história real.&lt;br /&gt;Voltando a “Meu querido canibal”, há o impessionante episódio que presume-se ter durado de 1554 a 1567, a “Confederação dos tamoios” que, segundo o historiador Edmundo Moniz, foi um dos mais importantes capítulos da nossa história e considerada como a primeira reação dos nativos, donos da terra, que desestabilizou a confiança dos ‘colonizadores’, que não estavam iludidos quanto ao potencial de investida sobre o território de São Paulo e Santos, uma vez que os índios eram donos de grandes extensões, como parte dos territórios do Rio de Janeiro e São Vicente. Entretanto, uma traição ao tratado de paz entre os tamoios e os jesuítas, levou os ‘colonizadores’ à vitória; a trégua foi, na verdade, um ardil utilizado como uma forma de ganhar tempo, enquanto recebiam reforços e atacavam os desavisados e confiantes nativos. E assim, entre milhares de outros exemplos, foram forjados os heróis da história do Brasil.&lt;br /&gt;Voltaremos... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-2971661707142918810?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/2971661707142918810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=2971661707142918810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2971661707142918810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2971661707142918810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/01/continuando.html' title='Qual é a nossa história, afinal?'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1902286306530029124</id><published>2011-01-08T18:21:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T10:48:43.114-08:00</updated><title type='text'>Fragmento de capítulo de "Cruz do Meu Rosário" ( meu próximo livro)</title><content type='html'>&lt;object id="ieooui" classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D"&gt;&lt;/object&gt;&lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Carlos era um homem alegre, sensível, irreverente e até cuca fresca demais na opinião de sua esposa. Tinha profundo elan com a vida e profunda ligação com a arte: tocava piano, assobiava e dançava muitíssimo bem; sua segunda grande paixão era o cinema. A primeira era sua mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Foi filho único de um pai muito rico e bastante permissivo também, coisa que o filho soube aproveitar, sobremaneira. Apesar de todos os esforços feitos nesse sentido, não estudou além do preparatório para ingressar no curso de medicina, por absoluta vontade do pai, Coronel Herculano, porque ele era mesmo, um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bon vivant.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda muito jovem o Coronel,  com muita determinação e nenhum dinheiro, saiu de casa em busca do seu sonho, tendo que começar a vida como vendedor ambulante. Sendo muito sagaz, econômico e ambicioso, conseguiu juntar uma fortuna considerável como dono de garimpo, situação que lhe dava respaldo para ir diversificando suas aplicações em imóveis e armazéns de venda em grosso. Um de seus grandes aliados era o rio Paraguaçu, que nas cheias deixava a região isolada do resto do estado, não entrando nem saindo transporte de carga de nenhuma espécie. A essa altura elas eram mais ou menos previsíveis e os armazéns do Coronel ficavam abarrotados de mercadorias de primeira necessidade, incluindo o azeite usado na iluminação; assim, quando ninguém mais tinha gêneros de primeira necessidade para vender, seus produtos eram disputados a peso de ouro, como num mortal leilão, apesar dos protestos gerais. Nada, porém, podia ser feito; nenhuma alternativa de sobrevivência lhes era possível até porque, àquela época, naquela região, os ricos faziam a lei.&lt;br /&gt;O dinheiro desse homem comprou, explorou e facilitou uma gama de atitudes pouco ortodoxas; só não creio que tenha se envolvido com crime de morte, embora fosse bastante comum a ação de jagunços por ali, financiada pelos ricos. Daí a se tornar exportador de diamantes foi como fogo ladeira acima; sistematicamente foi ampliando seu universo financeiro com essa única intenção: ficar rico. Para iniciar o negócio do garimpo, comprava animais de carga para fazer o transporte das tralhas dos garimpeiros, que trabalhavam como escravos para os proprietários, até os locais de extração, geralmente de difícil acesso. Todo o dinheiro ganho era sistemática e integralmente aplicado, porque o grande sonho, para começar, era ser o dono do garimpo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;A constituição de uma família foi adiada em função de sua determinação quanto ao seu objetivo maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Nada se sabe do seu primeiro casamento, além do fato de não ter tido filhos. Carlos nasceu de uma segunda união com uma mestiça de índio com português, após algumas tentativas abortadas e promessa a tudo quanto foi santo, sendo o sonho especialmente recomendado a São José, a quem prometera rezar o Ofício pelo resto de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;O esperado rebento, cresceu rodeado de vontades e de primos puxando-lhe o saco, mas apenas um lhe dedicava amizade sincera, tendo sido sempre seu amigo, companheiro fiel e protetor nas grandes farras da mocidade, nas quais costumava detonar bastante dinheiro sob o olhar complacente do pai. O filho, a quem costumava chamar “cruz do meu rosário”, realizou alguns de seus sonhos, a exemplo de ter sido Imperador do Divino, ponto de honra das famílias ricas da região, menos o de se formar e ser um “dotô”, ainda que para isso tenha envidado esforços sobre-humanos, principalmente o de mandá-lo estudar na Bahia (à época, assim se costumava chamar Salvador, a capital do estado da Bahia).&lt;br /&gt;Todas as facilidades foram efetivadas e todas as vontades satisfeitas para que ele estudasse. À época eram duas as alternativas para que os filhos das famílias de posses se instalassem na capital com essa finalidade: colégio interno ou hospedagem em repúblicas de estudantes, e Carlos, é óbvio, optou pela segunda alternativa. Foi o paraíso; ali encontrou todas as facilidades para ampliar sua vida de rico herdeiro, com uma leveza extraordinária; no próprio entorno da república, localizada na Rua Carlos Gomes, centro da cidade, onde morava boa parte da elite da sociedade baiana, existiam bordéis de luxo e os famosos “castelos”, onde ele costumava varar as madrugadas dançando e perdendo o dinheiro que o pai lhe facilitava ao dar crédito ilimitado numa das joalherias elegantes da cidade, talvez pela escassez de bancos. No mais famoso desses “castelos”, o Tabaris, que contratava dançarinas de luxo vindas da Europa, e boas orquestras, era o nosso Fred Astaire, conhecido como pé de valsa e pródigo 'pagador'.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;Outro conforto facilitado pelo pai era possuir um automóvel , importado à época, porque ainda não tínhamos indústria automobilística; o dele era uma baratinha vermelha, conversível, que fazia a diferença!&lt;br /&gt;Diante de todos esses objetos de sedução, como ter tempo para coisas prosaicas e desprovidas de aventura, como estudar? Pouco ia nosso notívago ao colégio e quando ao final do ano o pai vinha do interior com os dedos poluídos de anéis com enormes brilhantes, saber o resultado daquele período escolar, cheio de esperanças, recebia, não raro, a notícia de que seu filho tinha levado bomba, até porque pouco tinha frequentado as aulas. Ele mesmo contava que certa vez,  cansado de ter notícias desalentadoras diante dos resultados de outros rapazes, o pai perguntara ao diretor:&lt;br /&gt;- mas meu filho não recebe nem uma medalha de sabão?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;O semblante do diretor deu-lhe muda resposta. Mas tudo se repetia a cada ano letivo que se iniciava, depois de muitas promessas de mudança de vida...até que um dia o velho pai cansou de sonhar em ter seu filho “dotô”, e resolveu comunicar-lhe que não voltaria a estudar na Bahia no próximo ano, para destruir o patrimônio que ele construíra com tanta determinação e trabalho. Queria vida de esbórnia? Pois a teria trabalhando duro no seu garimpo para receber a lição que merecia, sem nenhuma regalia de filho do dono. E ai, sim, “poderia jogar todo o dinheiro que ganhasse na lata do lixo”. Aquela decisão foi dura para o velho; chorou de pesar ao desistir daquele sonho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;O jovem Carlos era forte como um touro mestiço; um espécime de estatura acima da média, fortes músculos que exercitava lutando boxe, belos olhos azuis que sobressaiam sobre a pele morena como a da mãe e mais dourada ainda quando voltava à Chapada; os cabelos eram lisos, não apenas por causa dessa ascendência indígena, vez que o pai era descendente de holandeses.&lt;br /&gt;Pois, muito estimulado pela possibilidade de trabalhar na lavra e conviver com o dia a dia dos garimpeiros, uma novidade excitante e romantizada em sua cabeça, foi ele para aquela rotina desumanizadora. Daquela luta só conhecia o brilho dos diamantes já lapidados, que lhe garantiam toda sorte de luxos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;O que sempre ocorre com essa realidade das corridas seja ao ouro, ao diamante ou qualquer riqueza que prometa o Eldorado, é que para esses lugares acorrem pessoas de toda qualidade; as que têm um sonho e trabalham duramente, apertando o cinto para economizar os tostões, passando até privações, torcendo também para “darem um bambúrrio” e mudarem a vida para sempre, até aquelas de pior espécie, que têm a maldade impregnada na alma; bandidos e facínoras cuja intenção é enganar, destruir e matar para roubar o mísero resultado de dias e dias de trabalho dentro das grotas, neste caso, em busca frenética, e o sonho na ponta dos dedos, na menina dos olhos, na lágrima causada pela dor dos ferimentos e da fome, e do frio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;Foi assim na Califórnia (USA), de 1848 a 1855, em que o fenômeno denominado “febre do ouro”, gerou uma violência tão cruel promovida por brancos que instalaram um tão absurdo estado de violência estimulado pela intolerância, principalmente contra os chilenos, que na escuridão da noite, excitados pela ganância, bebidas, festas e outros estímulos, saiam para caçá-los até a morte, inclusive à suas famílias, e levarem todo o fruto do trabalho duro, de privações e toda sorte de sofrimentos e sonhos acalentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;Na Chapada a situação foi algo semelhante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;Ao final do século XIX o novo regime político ( República ) trouxera mudanças profundas e o medo deu origem ao “coronelismo”. O governo, como alternativa de convivência com o sertanejo, começara a vender patentes da Guarda Nacional - de até coronel -, nomeando-os para ocuparem cargos na administração federal, o que fomentou uma guerra entre os coronéis de Minas Gerais e da Bahia. O lado vencedor, liderado pelo coronel Horácio de Matos, foi considerado o grande líder na região, porque os mineiros serranos do lado de lá representavam grande população nos garimpos da Chapada, apesar de saírem daqui da Bahia as toneladas de ouro e diamantes para a Europa e todo o mundo, ainda que as Minas Gerais fossem também uma região de subsolo muito rico e de lavra...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;/span&gt;Para o Coronel Herculano não foi diferente; após receber a patente à qual sua imensa fortuna fazia jus, depois de ter realizado o perseguido sonho de ter aquele filho e herdeiro, tratou de organizar o seu exército particular; os jagunços que fariam a sua segurança e a segurança da busca frenética dos diamantes no seu próprio garimpo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1902286306530029124?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1902286306530029124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1902286306530029124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1902286306530029124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1902286306530029124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2011/01/fragmento-de-capitulo-de-cruz-do-meu.html' title='Fragmento de capítulo de &quot;Cruz do Meu Rosário&quot; ( meu próximo livro)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-8861341525939849673</id><published>2010-10-21T06:03:00.001-07:00</published><updated>2011-02-13T13:37:11.449-08:00</updated><title type='text'>Continuando... "Qual é a nossa história, afinal? - II -</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O mito do “descobrimento” – acaso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas teorias de estudiosos que comprovam que o Brasil recebeu o primeiro visitante em 1498 ( ver Jorge Couto, Historiador da Universidade de Lisboa; José Manoel Garcia, pesquisador especializado em História dos Descobrimentos, do Centro de Estudos Históricos da Faculdade de Letras de Lisboa, para quem "a viagem de Cabral continua a ser considerada o descobrimento oficial do Brasil apenas por uma questão de tradição e de comodidade"; o pesquisador espanhol Juan Gil, da Universidade de Sevilha, e o francês Serge Gruzinski do Centre Nationale de Recherches Scientifiques). Trata-se do português Duarte Pacheco Pereira, um gênio da cartografia citado por camões em “Os Lusíadas”. Seu trabalho “Esmeraldo de situ orbis” é uma obra prima, um tratado dos registros dos novos lugares da Terra que estavam sendo explorados por seu povo durante aquele período chamado das grandes navegações, já iniciado. Entretanto, como não era estratégico divulgar a notícia por causa do ainda não definido “Tratado de Tordesilhas”, ela foi postergada. O rei D. Manuel considerou as informações contidas nessa obra tão valiosas, em relação às questões náuticas, geográficas e econômicas, que jamais permitiu que a mesma fosse publicada. A seguir transcrevo um trecho que, entendem os estudiosos, poderia ser considerado uma das provas desse acontecimento:&lt;br /&gt;“Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e o cabo dela. É achado nela muito e fino Brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados”&lt;br /&gt;Mas existem outras hipóteses que colocam mais algumas figuras no cenário do "descobrimento" do Brasil: o navegador espanhol Vicente Pinzõn; uma armada chinesa, em 1421, segundo Gavin Menzies, e até os fenícios já transitaram por essas bandas tropicais por um período de 800 anos.&lt;br /&gt;“Descobrimento” acidental por afastamento da costa em vista das “calmarias”? Ora, eles já sabiam que a nova terra era economicamente promissora; a Carta de Caminha fornecia o mapa da mina, literalmente, mas só após 30 anos os portugueses iniciaram suas investidas, num processo que chamaram de “colonização”, na tentativa de encobrir seu verdadeiro objetivo, que era dominar esse povo estranho para explorar a terra com mais segurança e menos problemas. Esse processo foi determinante para que fossem criados, em consequência, outros grandes mitos, a exemplo de &lt;strong&gt;Tiradentes/Inconfidência Mineira. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;Vamos continuar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-8861341525939849673?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/8861341525939849673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=8861341525939849673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8861341525939849673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/8861341525939849673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/10/continua-qual-e-nossa-historia-afinal_21.html' title='Continuando... &quot;Qual é a nossa história, afinal? - II -'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1653655637505437832</id><published>2010-10-21T04:10:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:35:54.120-07:00</updated><title type='text'>Supermundo                     (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div  align="justify" style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Parece um sonho recorrente da humanidade, viver no mundo perfeito, embora historicamente o homem não venha fazendo nenhum esforço para que isso ocorra, apesar das tentativas infrutíferas de alguns grupos específicos em conscientizar a todos sobre a fundamental importância de conviver num mundo com menos injustiças, mais respeito à sua natureza ampla, mais sensibilidade, mais tolerância, com aspirações menos materialistas e mais nobres, e a compreensão de que a perfeição não existe, uma vez que o homem é insaciável em suas ambições.&lt;br /&gt;Ao encontro dessas reflexões vieram outras, estimuladas por um filme que assisti sobre o Super Homem e sua parceira Louis Lane, em que o vilão encontrava-se terrivelmente entediado porque vivia no mundo perfeito da utopia, idealizado pelo casal em questão. A partir daí a cabeça deu voltas à imaginação e foi invadida por um turbilhão de pensamentos, de analogias e referências, principalmente no âmbito da Filosofia e da Literatura, que me deixaram meio tonta. Viver no mundo perfeito teria muitas implicações, vantagens e desvantagens, satisfações e insatisfações, que interfeririam também em suas relações e seus mistérios.&lt;br /&gt;Por outro lado, algumas questões que hoje são alvo de muitas discussões, muitas de conotação ética, precisariam ser analisadas... Bem, a partir daí lembrei da maior pretensão de vida harmônica e fraterna considerada a grande referência da maioria das sociedades em se tratando de reformas sociais: a proposta de Platão em sua “República”, escrita mais ou menos em 370 a 380 a. C. , em que foi usado, inclusive, o Mito da Caverna como fundamento e forma de superação do caos da realidade, tendo a racionalidade como estrutura, o que já se poderia considerar um ritual de passagem em relação à percepção das realidades, porque ocorre aí uma profunda ruptura que encaminha o homem ao conhecimento de si mesmo e de outros universos possíveis.&lt;br /&gt;Aliás, os diálogos de “O Banquete” ocorridos mais ou menos à mesma época (380 a. C.), são vistos por mim como um acalorado papo de ressaca em que se elocubrava não apenas sobre o amor, de certa forma antecede o que foi proposto para “A República”, levando a crer que o “Simposion”, uma resposta da Polis contra as acusações da Filosofia, propõe que as cidades se pautem por um novo modelo, baseado na civilização ocidental e governada pelos “politikos”, ou seja, homens nascidos naquele solo, livres e iguais. Lá no “quarto passo” da escada do amor, Platão retoma o amor mais abrangente conduzindo ao “quinto passo” que evidencia o modo de funcionamento de uma sociedade harmônica e equilibrada, que “A República” cita como sendo amor pelas instituições belas, incluindo o interesse pelo bem comum. No “sexto passo” estabelecem-se elos entre as leis que “governam o indivíduo, a família e a sociedade”, embora indo além desse universo; o discurso ultrapassa o que seria um modelo de sociedade ideal e se reveste de um caráter completamente utópico, bem evidente no livro IX, em que o ideal humano tem foco na figura do filósofo como sendo um ser de elite, acima e além do homem real, animal. Entretanto, também se percebe algum bom senso e, de certa forma, um retorno àquele homem ‘primitivo’ mais puro, que produzia para obter o necessário à sobrevivência, sem a valorização doentia do supérfluo, entendido como excesso de cobiça que governa os desejos levando-os à insaciedade nas conquistas materiais, e à violência.&lt;br /&gt;Platão entende que esses homens seriam ideais como administradores; ele estava falando de uma classe específica de pessoas à qual poucos pertenciam. Não seria essa supremacia intelectual uma forma de eugenia? Que, embora não se refira à questão étnica, me leva a perguntar: a que classe social pertenceriam esses sujeitos? Seu pensamento também se aproxima do homem ideal de Nietzsche, marcado pela força de caráter e de personalidade. Mas um super homem, “salvador”, também seria um ser incomum, dotado de virtudes e talentos especiais com condição de conduzir os destinos da humanidade; nessa questão, me parece, embora ambos promovam algum tipo de restrição, também sonham com uma vida que se fundamenta no bem estar comum, sendo que para Nietzsche o super homem é tão autônomo e poderoso que nos encaminharia ao mesmo homem contemporâneo, ávido de poder e de conquistas materiais... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1653655637505437832?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1653655637505437832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1653655637505437832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1653655637505437832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1653655637505437832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/10/supermundo-guacira-maciel_21.html' title='Supermundo                     (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7700408523977656471</id><published>2010-10-17T06:30:00.000-07:00</published><updated>2011-02-13T13:39:00.354-08:00</updated><title type='text'>Estou fascinada pelo livro "Comer, amar, rezar"....</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;O livro “Comer, amar, rezar”, de Elizabeth Gilbert, se constitui, não apenas o relato das suas viagens pelo mundo, mas, principalmente, a sua busca por Deus e pelo próprio equilíbrio. Não o achei um livro ‘levinho’ para ser devorado, consumido como um best seller, aliás, nem sei porque se tornou um best seller (teria sido, realmente entendido?)e por isso, talvez não me interesse assistir ao filme; para não se perder em mim a sua essência. Uma essência que não vem aleatoriamente do que ela narra, mas das reflexões que essa narrativa me proporcionou.&lt;br /&gt;Vou me permitir registrar aqui alguns desses momentos:&lt;br /&gt;“A cultura balinesa é um dos sistemas de organização social e religiosa mais metódicos da terra, uma maravilhosa colméia de tarefas, papéis e cerimônias [...]. O cultivo do arroz em terraços de nível exige uma incrível quantidade de trabalho, manutenção e engenharia coletivos para poder prosperar e, portanto, cada vilarejo balinês tem o seu banjar, uma organização unida de habitantes que administra, por meio de um consenso, as decisões políticas, econômicas, religiosas e agrícolas do vilarejo. Em Bali, o coletivo é totalmente mais importante do que o individual, senão ninguém come”&lt;br /&gt;“A pior coisa que se pode ser em Bali é rude e animalesco [por esta razão, numa das cerimônias de puberdade, os dentes caninos são lixados até a altura dos outros, porque esses dentes seriam remanescentes da nossa natureza mais brutal]. Toda a rede de cooperação de um vilarejo poderia ser destruída pela tendência assassina de uma só pessoa. Portanto, a melhor coisa que se pode ser em Bali, é alus, que significa “refinado” ou mesmo “embelezado”. A beleza em Bali é algo bom, tanto para mulheres como para homens” A beleza é reverenciada e representa segurança.&lt;br /&gt;“Deus vive dentro de você, como você; como você. Exatamente da maneira como você é. Deus não está interessado em ver você executar uma pantomima de personalidade, de forma a corresponder a alguma idéia maluca que tenha sobre a aparência ou o comportamento que tenha de alguém espiritualizado. Nós todos parecemos ter uma idéia de que, para sermos sagrados, precisamos operar uma mudança dramática em nosso caráter, precisamos renunciar a nossa individualidade”. Segundo ela, um dos seus guias espirituais nessa busca disse que no Oriente isso é chamado de “pensamento errado”, pois a cada dia teríamos mais e mais coisas às quais renunciar, levando em geral a uma depressão, não à paz. O mais maravilhoso, segundo ele, é que para conhecer Deus, só precisamos renunciar a uma coisa: à noção de que somos algo distintos de Dele! Importante é aquietar a mente: “muitos de nós olham para o fogo e vêm apenas o inferno”...&lt;br /&gt;Entretanto, não vou poder contar todas as maravilhosas oportunidades de refletir que encontrei nessa obra; desejo que a leiam. Mas vou finalizar aqui, com algo que também me fascinou, pois é o que penso sobre a felicidade. Para sua orientadora espiritual, um dos ensinamentos fundamentais é: “as pessoas tendem a pensar universalmente que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez lhe aconteça se você tiver sorte suficiente, como o tempo bom. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é conseqüência de um esforço pessoal. Você luta por ela, faz força para obtê-la, insiste nela, e algumas vezes viaja o mundo à sua procura. Você precisa participar o tempo todo das manifestações das suas próprias bênçãos. E, uma vez alcançado um estado de felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção; deve fazer um esforço sobrehumano para continuar para sempre nadando contra a corrente rumo a essa felicidade, para permanecer flutuando em cima dela”. O mais incrível é que a tristeza e a infelicidade são causadas por pessoas infelizes, e não “apenas no nível global (a exemplo de Hitler, etc...), mas no nível menor, pessoal de alguém”.&lt;br /&gt;Essa busca, portanto, não é uma atitude egoísta, mas de doação, de generosidade, pois assim deixamos de ser um obstáculo para nós e para o outro, para o mundo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7700408523977656471?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7700408523977656471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7700408523977656471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7700408523977656471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7700408523977656471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/10/estou-fascinada-pelo-livro-comer-amar.html' title='Estou fascinada pelo livro &quot;Comer, amar, rezar&quot;....'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7051992180216950375</id><published>2010-10-08T05:41:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:20:35.680-07:00</updated><title type='text'>Qual é a nossa história, afinal? - I -    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;O frevo é africano. Qual não foi a surpresa do médico baiano Paulo Fernando de Moraes Farias (e a minha) - que entendendo que para conhecer a África como África e não como Brasil teria que ir lá - ao ouvir, paralisado (se isso for possível), numa festa de casamento no Mali, um grupo de músicos da Costa do Marfim tocar um frevo rasgado?&lt;br /&gt;A partir daí comecei a questionar outros conhecimentos da nossa cultura; também me questiono se o nosso país é híbrido, ou profundamente ambíguo... O que, realmente, constitui a nossa identidade como povo, se o que consideramos nossos símbolos, não são apresentados em sua versão verdadeira, ainda que não genuinamente nossos?&lt;br /&gt;A disseminação, e insistência em fazê-lo, de uma história distorcida por interpretações errôneas e tendenciosas, trouxe como legado a construção de uma memória com raízes flutuantes. Quem somos nós, povo brasileiro? Qual a nossa verdadeira história? O que, na nossa cultura é mito, lenda, distorção, ou fruto de interpretação, muitas vezes preconceituosa, já que, invariavelmente a versão se sobrepõe ao fato histórico, com a finalidade de atender interesses inconfessáveis?&lt;br /&gt;Como educadora me pergunto ainda por que continuamos a divulgar entre nossos jovens uma história falsa, tendenciosa, mitológica e recheada de monstros sagrados inventados. A história contada nos livros didáticos é da carochinha, porque se fundamenta em “causos” sobre personagens fictícios. Urge dessacralizar essa construção contando a verdadeira, ainda que híbrida. Precisamos construir nossa identidade baseada numa verdade, e fincar nossas raízes em solo firme, para que elas possam se aprofundar, se fortalecer e ramificar, levando esse povo a ter orgulho do que realmente é. Partindo dessa compreensão e entendendo a necessidade de reunir coragem para isso, nomearei alguns mitos construídos por interesses historicamente referendados; neste caso, não procede o fato de que, por ser aceita por todo um povo através dos séculos, ela terminará por se tornar uma verdade.Assim, relatarei algumas dessas distorções que considero graves, porque se tornaram alicerce para uma grande mentira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(vamos continuar...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7051992180216950375?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7051992180216950375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7051992180216950375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7051992180216950375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7051992180216950375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/10/qual-e-nossa-historia-afinal-guacira.html' title='Qual é a nossa história, afinal? - I -    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-9050805173263803643</id><published>2010-10-05T05:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T17:05:52.317-07:00</updated><title type='text'>A RIGIDEZ DA UFBA!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aqui é o meu lugar; neste espaço posso protestar contra o que considero INJUSTIÇA, mas espero ser lida, principalmente pelos representantes dessa respeitável instituição 'pública', e os que se sentiram prejudicados, como eu.&lt;br /&gt;A UFBA tem um calendário, isso é certo. Porém, na contemporaneidade não cabe tanta rigidez. Uma greve nacional de Bancos, e bancos também 'públicos' inviabilizou as inscrições de várias pessoas, que, como eu, tinham nessa Universidade, praticamente, a única esperança de cursar um mestrado,porque as Universidades particulares, além de caras (uma mensalidade de mestrado está em torno de R$ 1.200,00), nem todas oferecem a necessária qualidade.&lt;br /&gt;Porém, em sua inflexibilidade, a UFBA não considerou os transtornos que essa greve traria à vida das pessoas. Como estava com problema com a Internet de casa, só podia trabalhar no meu anteprojeto, no meu local da trabalho, após as atividades profissionais; sendo assim, terminei de escrever às 17.30 e sai correndo para o Banco (não paguei antes, porque tinha dúvida se terminaria a tempo, em função das dificuldades já mencionadas, e não posso perder R$30,00), com o coração aos pulos e a cabeça estourando de dor...mas o caixa eletrônico do Banco do Brasil não registrou o pagamento, após várias tentativas desesperadas...Perdi as esperanças; o cansaço e a dor me abateram e desisti... Não tinha mais forças para correr atrás de outro, e outro banco...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-9050805173263803643?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/9050805173263803643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=9050805173263803643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9050805173263803643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/9050805173263803643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/10/rigidez-da-ufba.html' title='A RIGIDEZ DA UFBA!!'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-1615371040104110837</id><published>2010-09-22T05:53:00.000-07:00</published><updated>2011-02-13T13:40:59.401-08:00</updated><title type='text'>Currículo e Juventude  (Cap. do meu livro).</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;[...] De nada adiantará aumentar a carga horária anual, desterritorializar as disciplinas de seus universos íntimos onde ocorre o conhecimento específico deixando-as à deriva num currículo sem objetivos e sem significado para a juventude, nem amontoar os conhecimentos sem que exista um elo que os ligue; inchar a proposta curricular com disciplinas que já se constituem conhecimentos das que estão ali incluídas - temas que devem ser tratados transversalmente - injetar recursos extras através de projetos e/ou programas; também não adianta criar novas escolas, e, muito menos, oferecer um currículo mínimo, ou uma proposta direcionada e refratária, o que considero um retrocesso na história da educação. Fundamental seria gastar melhor os recursos, evitando sua pulverização em remendos que, historicamente, não vêm dando certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é mais possível abrir mão dos avanços já alcançados com a participação da sociedade, entidades e instituições nas discussões de propostas de políticas amplas para a educação, algumas questionáveis, leis de inclusão, aberturas para as questões regionais, etc., e termos atitudes determinísticas voltadas para um currículo nacional que se feche sobre ofertas eleitas a partir de interesses pessoais, ou de grupos (todos se acham com condição e direito de legislar sobre Educação), às vezes sem nenhuma experiência com educação pública básica, porque seria um grave equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importantíssimo que se pare para pensar em fazer mudanças profundas e radicais, ao invés de investir no que sabemos não estar dando certo há muito tempo. Existem experiências comprovadas, nos Estados Unidos, por exemplo, no bairro do Harlem, de escolas conhecidas como “no excuses” (sem desculpas), que têm uma proposta específica para aquela juventude, cujos professores são avaliados e afastados caso não atendam aos seus objetivos. Ali, os jovens têm “apoio e o tempo necessário para trabalhar e se desenvolver”; essas escolas têm características de “charter schools”; independentes, atuando com o apoio público.&lt;br /&gt;Não é desconhecido de nenhum segmento da sociedade, especialmente dos próprios jovens, que o Ensino Médio, especificamente, (principalmente da rede pública), é uma dupla fatalidade em suas vidas, uma situação limite na etapa da educação básica - embora a rede particular também não escape disso- porque, além de ser a etapa final da formação básica, sem a qual o jovem não pode ascender a outro nível de escolaridade, é também muito desinteressante e descontextualizada do seu universo e da vida contemporânea - no caso do sistema particular, o foco principal é o vestibular, que é um fenômeno na vida dos jovens; um fato absolutamente isolado, embora, paradoxalmente, encaminhe aos seus objetivos, às suas buscas pessoais - e, por isso, a dificuldade em estabelecer o diálogo entre as disciplinas[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-1615371040104110837?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/1615371040104110837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=1615371040104110837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1615371040104110837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/1615371040104110837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/09/curriculo-e-juventude-cap-do-meu-livro.html' title='Currículo e Juventude  (Cap. do meu livro).'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5317860150669028642</id><published>2010-09-22T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-02-13T13:41:48.424-08:00</updated><title type='text'>Fragmento do meu livro...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;Este trabalho seria apenas um sussurro, não fosse a ousadia de escapulir à “meia-voz”... uma transgressão fortalecida pela compreensão de que todo professor deveria ter apoio e incentivo para escrever, e, entre outras experiências, do que li em um prefácio, e ouvi pessoalmente de Edgar Morin numa conferência:&lt;br /&gt;“Acredito que nos tornamos intelectuais quando enfrentamos&lt;br /&gt;problemas humanos, morais, filosóficos, sociais, de&lt;br /&gt;forma não especializada [... ]. É preciso ter coragem&lt;br /&gt;intelectual”&lt;br /&gt;Ressonância, entre outros, significa “fenômeno físico pelo qual o ar de uma cavidade é suscetível de vibrar com frequência determinada, por influência de um corpo sonoro, produzindo reforço de vibrações”. (BUENO, 2007)&lt;br /&gt;Por esta razão, digo que são textos ressonantes; a transgressão extrapola a irreverência e se reveste de um caráter de transposição de si mesma, de ultrapassagem dos próprios limites quanto à sua natureza própria, indo além e induzindo a outros universos, outras possibilidades de representação no âmbito dos signos, dos ícones, representantes de realidades múltiplas. O “reforço de vibrações” é representado por essa multiplicidade, com uma “frequência determinada”, dentro do arcabouço que se configura o universo da educação (“cavidade susceptível de vibração”).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5317860150669028642?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5317860150669028642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5317860150669028642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5317860150669028642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5317860150669028642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/09/fragmento-do-meu-livro.html' title='Fragmento do meu livro...'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3560751979952457344</id><published>2010-08-10T06:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:42:58.174-07:00</updated><title type='text'>Impulso...      (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman" align="justify"&gt;Saltou na Estação Rodoviária... que lugar é este? O inferno? A cabeça, zonza, deu-lhe uma sacudidela. Estava tonto por tantas horas sem o sono gostoso, que começava com as galinhas empoleirando-se no pé de caju, cuja raiz já nascera se arrastando feito cobra ao sol do sertão. Também acordava junto com elas; era bom ouvir o galo cantar de madrugadinha, aquilo tinha um gosto de café quentinho e de lida. Passou a mão sobre os olhos macerados para espantar a pasmaceira. Só então se deu conta da dor que lhe martelava o corpo em algum lugar. Não; ela estava por todo o corpo, mas era pior no ponto sobre o qual passou a mão calosa de trabalhador. É...é aqui que dói mais; deve ser fome, e pensou que não comia feito gente desde o início da viagem. Sentiu saudade e veio-lhe à boca o gosto do feijãozinho com carne seca feito por Dona Sebastiana. Bom, aquele gosto... gosto de mãe, gosto de terra do roçadinho que botava o pão na mesa da família. E gosto da feira do sábado, quando todos os vizinhos levavam seus produtos quase que para serem trocados por outros, como um escambo. A feira era colorida, parecia sempre o dia da festa da Padroeira. As meninas vestidas com suas “roupas de sair” passeavam grudadinhas com as mãos dadas feito corda de licuri, olhando como quem não quer nada, para os meninos que ajudavam os pais no trabalho pesado, fingindo não vê-las. Outra pontada o lembrou que precisava comer. Que dia é hoje? Perguntou pensando alto sem perceber; ainda assim olhou para os lados esperando uma resposta que não veio. Vixe! Aqui as pessoas não ouvem, não enxergam, nem falam? Só olham, olham para nós com estranheza, como se a gente fosse de outro planeta. A dor da fome deu-lhe outra fisgada e sentiu vertigem, vixe maria! E agora? Preciso comer, lembrou outra vez. Era fome, cansaço e saudade, tudo misturado. A coisa tá piorando...Sentou-se em um banco, uma média de café com leite num copo de plástico tão vagabundo que lhe queimava a mão, ocupava uma delas, mas isso lhe deu certo conforto; ainda estava vivo; na outra um pão com margarina; isso lá é manteiga!... Ficou olhando sem ver o vai e vem ensurdecedor. Em algum momento pensou...parecem formigas...as lágrimas quentes nublaram a vista ardida, cansada...o seu lugar não era ali...engoliu o pão com dificuldade, jogou o copo sujo no lixo e levantou já procurando o papelzinho com o endereço do primo Natanael.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3560751979952457344?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3560751979952457344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3560751979952457344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3560751979952457344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3560751979952457344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/08/impulsoguacira-maciel.html' title='Impulso...      (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7091407196053907322</id><published>2010-08-05T14:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T15:57:03.004-07:00</updated><title type='text'>Alma barroca do povo brasileiro  (guacira maciel). Em: "A  Impotância da Arte na Aprendizagem" . www.clubedeautores.com.br</title><content type='html'>&lt;div  align="justify" style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[...] Aqui precisaria trazer uma compreensão sobre essa analogia, pois entendo que o barroco representa fortemente a alma do povo brasileiro, por sua profunda teatralidade expressada com muita ênfase, propriedade e força, entre outros exemplos, na obra do Aleijadinho, que externou esse fenômeno em suas esculturas. É uma obra plena de drama, de expressividade, de metáforas, de musicalidade, constituídas por olhares, postura corporal, gestos e movimentos que absorvem e partem da apropriação de elementos da natureza. Nela se encontra retratada, pioneiramente, e reconhecida, a identidade mestiça da alma e do sangue do povo brasileiro, evidenciada por esse caráter expressionista. Eu diria que na obra do Aleijadinho está o genoma da composição genética em cujos códigos se podem identificar o sangue indígena, nativo do país, acrescido daqueles outros que foram incorporados a posteriori, que são o do negro e do europeu, com marcantes características humanas e pleno de sensualidade, percebidos nos movimentos das suas esculturas.&lt;br /&gt;[...]Com o olhar e as buscas, na tentativa compor uma identidade própria nesses espaços, encontramos referenciais bastante contemporâneos no hipertexto que se realiza na obra do artista, reconhecido, inclusive, como todo um potencial arquitetônico; eu iria mais longe ousando dizer que essa arquitetura se transmuta numa dimensão também imaterial, quando imagino o que consegue estimular na dimensão da criatividade, moldando essas características mestiças.&lt;br /&gt;[...] Na montagem do seu teatro em pedra-sabão, ainda que em sua imobilidade material, fundado em 1957, na então Freguesia de Nossa Conceição das Congonhas – exemplo de uma história icônica, de que falei anteriormente -, o artista mineiro construiu o que os estudiosos denominam de “arquitexto” (arquitetura e texto), que eu diria também um texto de dimensões imaginárias colossais quanto às possibilidades, composto de um cenário e uma coreografia (movimentos) que conseguem nos transportar também à gênese da história humana. Ali existe a plenitude de outras linguagens, como a muda e imutável musicalidade, percebida sutilmente pelo movimento das posturas e roupagens que dão suporte a essa coreografia; nela os 12 Profetas, em sua imponente postura, realizam uma conferência imaginária que me transporta à não menos mágica Távola Redonda, do lendário Rei Artur.&lt;br /&gt;[...]Esse caráter barroco da obra teatralizou a arte brasileira em suas características multirraciais, representando-as com nuances de musicalidade, que tanto têm em comum com o nosso caráter, expressão corporal, criação e imaginário, mas também ciência (cálculos e precisão). A maior marca dessa teatralidade, dessa dramaticidade, lhe é conferida magistralmente numa linguagem visual, através do movimento dançante das roupas enfunadas por um vento quase palpável e não menos imaginário e dramático; pela sugestão da impetuosidade e autoridade anunciadas por esses personagens/divindades, como um portal entre o divino e o humano, livre de qualquer crença específica. A dramaticidade do barroco está muito plena na obra, até pela similaridade com as condições físicas do seu criador, severamente mutilado pela lepra, enfermidade que foi consumindo sua carne e seus movimentos tão lenta e perversamente. Nela também estão registrados a dor e o sentimento de transitoriedade do homem, que o artista tão bem consegue comunicar; da impossibilidade da perfeição e do reconhecimento de que a arte capta um momento fugaz da condição de criar; portanto, do reconhecimento das suas limitações.&lt;br /&gt;Talvez até possamos entender certa ‘crueldade’ ou desespero vistos nas deformações das esculturas de pedra-sabão, escolhida - sugerem alguns - por sua composição com ferro e, portanto, sujeita à oxidação, como uma forma de retratar seu estado físico legado pela inexorável enfermidade, ou ainda pela possibilidade de ter o controle ao roubar-lhes a integridade, a beleza e a vida, como acontece consigo mesmo, sem que possa interferir nesse processo. Pelo menos em sua obra poderia ter, ainda que fugazmente, o controle da sua vulnerabilidade; aqui volto a chamar a atenção para o que já foi mencionado sobre representações e a utilização da arte como possível expansão do ‘eu’.&lt;br /&gt;[...] Segundo consta, há uma referência de que os Profetas também representariam os inconfidentes mineiros, tese desconsiderada com acidez por Waldemar de Almeida Barbosa em “O Aleijadinho de Vila Rica” (texto da Internet), que diz ser a hipótese “excesso de imaginação ou falta de assunto”. Entretanto, como entendo a criação um terreno sem paternidade e movido por amplas compreensões de mundo e caminhos do imaginário, não a desconsideraria, uma vez que aquela fase se constitui uma vivência histórica plena de muita dramaticidade da nossa história, pois naquele período Minas Gerais vivia um momento de grande exploração de suas riquezas e reivindicações sociais, atingindo o desfecho que conhecemos.&lt;br /&gt;[...] A análise explicita com muita lucidez, com muita pertinência, a similaridade que busco explicar e entendo existir entre a teatralidade da fase barroca brasileira, especialmente o trabalho desse artista, em que está implícita uma lei rítmica e outras linguagens artísticas plenas de musicalidade, de dramaticidade, de movimento e envolvimento com o clima e a voluptuosidade dos relevos, como a nossa própria história, em que o elemento nativo, acrescido dos outros já mencionados e que compõem nossa genética tão múltipla, se fazem esplendidamente presentes, ampliando suas formas em nossos espaços&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7091407196053907322?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7091407196053907322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7091407196053907322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7091407196053907322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7091407196053907322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/08/o-aleijadinho-guacira-maciel-fragmento.html' title='Alma barroca do povo brasileiro  (guacira maciel). Em: &quot;A  Impotância da Arte na Aprendizagem&quot; . www.clubedeautores.com.br'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3700818541501954061</id><published>2010-07-28T12:40:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:50:09.593-07:00</updated><title type='text'>Educação, Literatura e Cidadania  (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times new roman;" align="justify"&gt;Diante da solicitação de escrever sobre os três assuntos acima, pensei: como falar de coisas tão diferentes em seus mistérios?&lt;br /&gt;Imediatamente me veio à cabeça o “Livro dos Mistérios”, de Clarice Lispector, onde se lê “só poderia haver encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões”.&lt;br /&gt;Aqui temos três mistérios; não só porque de universos aparentemente diferentes, mas porque não sabemos ao certo o que fazer para que aconteçam. Ainda assim, buscarei mediar essa entrega de forma a que as compreensões pertinentes a cada um dos universos encaminhem os leitores a uma possível sintonia.&lt;br /&gt;Para Einstein, “educação é o que permanece quando alguém esquece tudo o que aprendeu no colégio”. Podemos entender seu ponto de vista, uma vez que conhecemos a trajetória escolar desse gênio, similar ao que vem ocorrendo com a juventude nas nossas escolas, no seu processo de escolarização, em se tratando do prazer, como já nos refere Erasmo de Roterdam, em “De Pueris”, sem aprofundar, neste momento, outros aspectos também fundamentais. Sim, educar-se precisa, deve, ser um ato de prazer; nisto reside o seu mistério. Educar-se, porque cada sujeito é autônomo em seu processo de aprendizagem, cabendo ao professor o importante papel de mediador, e à escola, o de agente, de coadjuvante, através de uma proposta que reconheça e acolha as aprendizagens construídas fora dos seus espaços, plenas de prazer. As experiências construídas nas dobras e nas esquinas desse aparente “nonsense” se articularão no âmbito sensível cognitivo da experiência escolar, de forma a que esse conhecimento seja ampliado e aprofundado, numa entrega entre duas realidades complementares.&lt;br /&gt;Essa atitude dará ao processo educativo um caráter libertário porque seu papel é instrumentalizar o jovem a detectar dificuldades e potencialidades que deverão encaminhá-lo à autonomia sob vários aspectos, de forma a possibilitar a afirmação de suas identidades, ainda que um processo em permanente construção. Aqui já estamos falando dos mistérios contidos na compreensão de cidadania, que é muito ampla, não implicando apenas em direitos, mas em compromissos: consigo, com o outro, com o patrimônio histórico cultural, natural, etc.&lt;br /&gt;Quanto à Literatura, entendo ser uma prática humanizadora em seus mistérios, cuja premissa é instigar, seja na perspectiva do leitor, seja na do escritor.&lt;br /&gt;Há muitos sentidos para Literatura, porém, fundamental é manter com ela uma relação de estranhamento, para que se preserve esse sentimento de mistério contido na subjetividade; a compreensão de que, em desprezando o literal, ela busca descobrir o subjacente, aquilo que está implícito; a nossa condição de humanidade, sem, no entanto, querer explicá-lo. Ela persegue o “valor mutante e mutável da palavra”, apenas questionando-o, buscando um sentido que lhe atenda naquele momento, o que se configura extremamente fugaz.&lt;br /&gt;Embora exista a Literatura funcional e de entretenimento, o que não significa que o texto literário no qual se concentra a minha análise, não possa entreter ou informar, essa compreensão dependerá de quem lê, o objetivo da leitura e como se lê...essas diferentes formas de leitura deverão atender as necessidades e desejos de cada leitor.&lt;br /&gt;O olhar poético não tem pressa em tirar conclusões, em interpretar, interferir intelectualmente no texto; num primeiro momento, apenas, se deixa afetar – relação de afeto que se estabelece entre os dois – neste momento o texto se deixa olhar sem pudor, e o leitor, como Augusto, o palhaço anárquico, se entrega à sua entrega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3700818541501954061?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3700818541501954061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3700818541501954061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3700818541501954061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3700818541501954061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/07/educacao-literatura-e-cidadania-guacira.html' title='Educação, Literatura e Cidadania  (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5574014259829571358</id><published>2010-06-17T15:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:44:34.983-07:00</updated><title type='text'>Univerdal arbitrário                   (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passo...&lt;br /&gt;dentro do meu carro&lt;br /&gt;vidro fechado ar condicionado&lt;br /&gt;porta travada som ligado&lt;br /&gt;passo...&lt;br /&gt;a música me traz lembranças&lt;br /&gt;e divago...&lt;br /&gt;mal me dou conta&lt;br /&gt;do sinal fechado...&lt;br /&gt;agora&lt;br /&gt;quem passa é a massa&lt;br /&gt;nem percebo vidas&lt;br /&gt;apenas bundas&lt;br /&gt;pernas e grávidas barrigas&lt;br /&gt;me irrita o arbitrário do vermelho&lt;br /&gt;e a massa passa...&lt;br /&gt;lenta e colorida&lt;br /&gt;ousando interromper minha corrida&lt;br /&gt;pra mim agora&lt;br /&gt;o verde sinaliza a liberdade&lt;br /&gt;e à massa&lt;br /&gt;que ansiosa aguarda&lt;br /&gt;se impõe a arbitrariedade&lt;br /&gt;do sinal vermelho&lt;br /&gt;e que só percebo&lt;br /&gt;na retrovisão do meu espelho...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5574014259829571358?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5574014259829571358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5574014259829571358' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5574014259829571358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5574014259829571358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/06/univerdal-arbitrario-guacira-maciel.html' title='Univerdal arbitrário                   (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-5613108966254950012</id><published>2010-06-06T10:04:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T07:26:41.114-07:00</updated><title type='text'>A Importância da Arte na Aprendizagem; textos ressonantes... (lançado em 04/06)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] Me pergunto qual seria, verdadeiramente, a natureza do homem e imagino que não temos a necessária compreensão da amplitude dessa natureza. Talvez isso explique por que buscamos na arte a possibilidade de um homem coletivo e menos solitário. Essa busca poderia admitir que ele se sente parte da totalidade que a humanidade (homem coletivo) representa, pela possibilidade de ser um com esse todo, ou o homem completo, remetendo-nos a uma visão algo mitológica, da busca da totalidade perdida, da sua outra metade(? ). Seria essa, também, uma função da arte? Em sendo assim, seria ela uma oportunidade de libertação de uma vida que subjuga e submete esse homem, podendo transformar-se numa espécie de redenção do observador, pela representação? Voltamos, então, à questão fundamental de que existe forte envolvimento da razão no trabalho do artista, como forma, inclusive, de controle da realidade e não, de um fenômeno delirante de pura imaginação(ver no livro, análise sobre o Aleijadinho).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-5613108966254950012?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/5613108966254950012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=5613108966254950012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5613108966254950012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/5613108966254950012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/06/importancia-da-arte-textos-ressonantes.html' title='A Importância da Arte na Aprendizagem; textos ressonantes... (lançado em 04/06)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-39915556657042696</id><published>2010-06-05T15:39:00.001-07:00</published><updated>2010-06-06T10:09:25.729-07:00</updated><title type='text'>Meu livro - lançamento em 04/06/2010</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;embed src="http://widget-54.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;amp;il=1&amp;amp;channel=2882303761552270932&amp;amp;site=widget-54.slide.com" style="width:400px;height:320px" name="flashticker" align="middle"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div style="width:400px;text-align:left;"&gt;&lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2882303761552270932&amp;amp;map=1" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-54.slide.com/p1/2882303761552270932/bb_t000_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;amp;at=un&amp;amp;id=2882303761552270932&amp;amp;map=2" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-54.slide.com/p2/2882303761552270932/bb_t000_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.slide.com/pivot?cy=bb&amp;at=un&amp;id=2882303761552270932&amp;map=F" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://widget-54.slide.com/p4/2882303761552270932/bb_t000_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" border="0" ismap="ismap" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-39915556657042696?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/39915556657042696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=39915556657042696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/39915556657042696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/39915556657042696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/06/meu-livro-lancamento-em-12062010.html' title='Meu livro - lançamento em 04/06/2010'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-7637273730617118913</id><published>2010-04-30T05:22:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:52:22.772-07:00</updated><title type='text'>A "fraude do aquecimento global" (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As temperaturas atmosféricas e oceânicas já foram mais altas e mais baixas do que as atuais e a própria humanidade surgiu durante o período Quaternário, o de mais rápidas mudanças climáticas de toda a história da Terra. E antes que os estudos climáticos fossem capturados por uma agenda política, os períodos mais quentes que o atual eram denominados “ótimos climáticos”, pelas evidências científicas de que temperaturas moderadamente mais elevadas que as atuais são benéficas para a maior parte da biosfera, inclusive o Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude do aquecimento global supostamente causado pelo Homem está sendo manipulada para converter a atividade científica em um processo de “assembléia de consenso”, apoiado por uma mídia geralmente acrítica e anestesiada e pelos recursos técnicos de Hollywood. Por trás dela, encontram-se interesses políticos e econômicos inconfessáveis, que, enquanto promovem o aquecimento global como uma nova crença “ptolomaica”, empenham-se em faturar bilhões de dólares com a sua transformação em uma lucrativa indústria.&lt;br /&gt;Por isso, é fundamental que o alarmismo “aquecimentista” seja devidamente neutralizado.&lt;br /&gt;A discussão motivada pelo último relatório do Painel do Clima das Nações Unidas, quanto ao tema da mudança do clima, cria cada vez mais estranhas opiniões. Até o fim do mundo está sendo admitido seguidamente. Mas o fenômeno é tão velho como nosso planeta. Já desde sempre o clima da Terra está sujeito a variações que, em parte, ocorreram de maneira muito mais abrupta e dramática do que os agora geralmente prognosticados. Para o leigo, o debate atual sobre o efeito-estufa e aquecimento global é de difícil compreensão. O autor de bestseller, Kurt G. Blüchel, mostra os atuais caminhos errados, e expondo claramente as reais possibilidades da influência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós vivemos hoje em um tempo de mudança. O período climático relativamente estável dos últimos 150 anos poderia chegar, dentro em breve, ao seu fim. Entretanto, os especialistas ainda não concordam sobre o que o futuro traz com mais probabilidade: frio gelado ou calor escaldante. Já os nossos antepassados precisavam suportar oscilações climáticas, deixando tudo o que é profetizado para os próximos cem anos, parecer uma leve brisa de primavera. Há 30.000 anos, o clima local da Europa oscilou, após mudanças das correntes marinhas, diversas vezes por quase dez graus Celsius dentro de uma única década – os homens de Neanderthal teriam gostado de trocar seus problemas de clima com os nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este medo de uma catástrofe do clima foi provocado principalmente pelo manuseio leviano de dados de medição totalmente insuficientes, aliado à confiança cega na capacidade prognóstica de supercomputadores. Desde então, conferências sobre clima são constantemente estilizadas para acontecimentos políticos grandiosos. Também muitos políticos parecem não ter certeza se, neste caso, trata-se realmente de um cenário global de fim de mundo ou somente de uma nova fonte lucrativa de impostos, que se pode sangrar com mais facilidade neste clima aquecido de debates.&lt;br /&gt;(www.fakeclimate.com.br)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-7637273730617118913?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/7637273730617118913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=7637273730617118913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7637273730617118913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/7637273730617118913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/04/fraude-do-aquecimento-global_30.html' title='A &quot;fraude do aquecimento global&quot; (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-255776678268789650</id><published>2010-04-30T05:13:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T07:02:31.961-07:00</updated><title type='text'>Perplexidade                      (guaciram maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sábado, fui andando com minha filha ao supermercado do Rio Vermelho, bairro onde moramos. Foi uma difícil decisão, porque o acesso à nossa rua é feito por uma ladeira de tirar o fôlego – na subida, é claro - porque na descida a gente só falta desembestar quebrando a cara lá embaixo e ainda dizem que pra descer todo santo ajuda...isso lá é ajuda de santo??&lt;br /&gt;Pois é, entramos, compramos primeiro o que estávamos precisando e depois o que não estávamos, como por exemplo, um produto para o cabelo dela; aí, ficamos paradas em frente às prateleiras abarrotadas de produtos mágicos, que faziam as mais mirabolantes e mentirosas promessas. Decidimo-nos por um deles, e finalizamos nossa incursão pelo paraíso cosmético.&lt;br /&gt;Quando, finalmente, chegamos ao caixa, minha filha disse:&lt;br /&gt;__mãe, depois vamos ao caixa eletrônico tirar o dinheiro que você me deve, porque eu quero comprar um cartão para o meu celular.&lt;br /&gt;__Pegue meu cartão do banco e vá lá, enquanto eu pago aqui, respondi.&lt;br /&gt;__Ta bom. Antes, voltou-se para o rapaz do caixa:&lt;br /&gt;__você tem cartão Vivo?&lt;br /&gt;O rapaz olhou-nos de forma incompreensível; tendo no olhar uma interrogação, perguntou perplexo:&lt;br /&gt;__ de quanto é a recarga?&lt;br /&gt;__ De dez (reais), respondeu minha filha.&lt;br /&gt;__Digite o número do celular, por favor.&lt;br /&gt;__ Onde?&lt;br /&gt;__ Aí, na maquininha...&lt;br /&gt;__? Ta bom. Ela obedeceu.&lt;br /&gt;__ Pronto! Disse ele.&lt;br /&gt;__ Quer dizer que a recarga já está registrada no celular? Perguntou ela.&lt;br /&gt; Eu, em total ignorância, permaneci muda.&lt;br /&gt;__ Já! Disse ele, não entendendo nossa surpresa.&lt;br /&gt;__ Você quer dizer, que a recarga foi direto dessa maquininha para o celular? Insisti.&lt;br /&gt;Rindo com simpatia e um pouco de benevolência pela minha evidente ignorância, disse:&lt;br /&gt;__ A senhora não sabia que isso já é possível?&lt;br /&gt;__Nãããoo!...é fan-tás-ti-co!! Meu Deus...é legal, mesmo... Vou escrever uma crônica sobre isso. A-do-reei!! Como é simples, não dá trabalho...eu nem imaginava algo assim, tão simples e tão incrível...&lt;br /&gt;__ É, sim, senhora. Não precisa raspar nada, disse ele.&lt;br /&gt;__ É...Caramba!!... Bem, até logo e obrigada por me tirar da ignorância.&lt;br /&gt;__ De nada, disponha, senhora. Até logo.&lt;br /&gt;E aqui estou eu, ainda perplexa com o avanço da tecnologia, e escrevendo à mão, sobre todo esse progresso. Pode? ?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-255776678268789650?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/255776678268789650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=255776678268789650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/255776678268789650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/255776678268789650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/04/perplexidade-guacira-maciel.html' title='Perplexidade                      (guaciram maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4556788100088204137</id><published>2010-04-14T11:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T06:58:06.766-07:00</updated><title type='text'>Uma tonalidade...              (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem...decidi que chega!&lt;br /&gt;Chega de mentira, de enganação, de se ludibriar pessoas crédulas (ou sem educação??), e de manipular suas vidas...&lt;br /&gt;Qual será a nossa capacidade de suportar essas mentiras? Até quando este pais vai fechar os olhos fingindo que tudo vai bem? que estamos vivendo o eldorado? o nosso pais está sendo roubado de nós, diante dos nossos olhos!... Não estamos vendo isto? Este pais é de todos nós; também somos responsáveis pelo que acontece agora. Meu Deus, estamos cegos, ou isso é pura covardia? Somos um país de povo pacífico ou covarde? Há uma enorme diferença entre os dois...&lt;br /&gt;Após assistir um homem de ciência, DR. RICARDO AUGUSTO FELÍCIO (USP), nos abrir os olhos, em uma entrevista, sobre as questões mentirosas acerca do clima da terra, aliás, homens de ciência...homens que passaram (e passam)a vida estudando, e que precisam ter o nosso crédito; eles estão querendo nos abrir os olhos para que enxerguemos no que estão querendo transformar este grandioso país!&lt;br /&gt;Para o Doutor Ricardo, tudo é uma questão de educação (ou falta dela)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou educadora e gosto de escrever poemas...mas, por isso mesmo, me vejo na obrigação de falar o que postei aqui hoje, e peço que acessem os seguintes sites:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.fakeclimate.com.br e www.midiaamais.com.br e REFLITAM!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um flash do que estão deixando de saber, de aprender; leiam isto aqui...&lt;br /&gt;Dr Ricardo Augusto Felício:&lt;br /&gt;E na calada da noite, no período entre as festas, vemos o governo federal aprovar Leis de Mudanças Climáticas, mesmo com o fracasso total de Copenhague, pois os políticos brasileiros precisam, de qualquer forma, justificar[...], criação de novos impostos e cerceamento dos direitos civis do povo brasileiro. Ainda continuam com a conversa de metas de redução de emissões de CO2 (35 a 40%). Para quê? Ninguém no mundo assumiu nada e nós temos de estabelecer metas? E o pior de tudo: sabemos que tudo isso se baseia numa gigantesca mentira. O CO2 não é vilão de nada, não causa nenhum mal na atmosfera, muito menos aquece a Terra.&lt;br /&gt;Dentre os vários absurdos, tivemos notícia de que [...]:&lt;br /&gt;- Inspetores governamentais de agências fiscalizadoras fecharam diversas empresas (que eles diziam serem fajutas) e que fabricavam as lâmpadas incandescentes de R$1,00. Eram pequenas empresas, mas que a máfia do AGA, através de seus tentáculos, conseguiu colocar fora da “lei”. Vocês devem estar se perguntando: o que isso tem a ver? Simples: as grandes empresas não vão mais fabricar as lâmpadas incandescentes baratinhas "porque gastam muita energia". Só vão vender as caríssimas (e porcarias) fluorescentes de rosca (R$9,00) e as ultracaras LEDs (R$25,00). É assim que funciona: não mais a troca seletiva, voluntária e gradativa de tecnologias, mas a sua imposição por via legal. Quem não tem dinheiro, que fique no escuro! Menos liberdade de escolha e mais um ataque aos menos favorecidos, os mesmos que os políticos dizem defender.&lt;br /&gt;E assim vamos. Enquanto o mundo começa a dizer não ao embuste do AGA, no Brasil não param de acrescentar novos problemas ao cotidiano das pessoas, isolando cada vez mais os que precisam de soluções simples e baratas. Assim são os nossos políticos, de qualquer partido, impondo dificuldades a todos para vender facilidades a alguns; tudo em nome do povo, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor é Professor do Departamento de Geografia-FFLCH/USP e Doutor em Climatologia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4556788100088204137?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4556788100088204137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4556788100088204137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4556788100088204137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4556788100088204137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/04/uma-tonalidade-guacira-maciel.html' title='Uma tonalidade...              (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-2958402749763340268</id><published>2010-03-23T16:05:00.000-07:00</published><updated>2011-03-13T07:04:39.462-07:00</updated><title type='text'>Cerebração                    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A sensibilidade presente em mim&lt;br /&gt;transporta-me nas asas do “adágio em sol menor” de Albinoni&lt;br /&gt;e na sonoridade etérea do mais puro cristal&lt;br /&gt;a minha alma vagueia&lt;br /&gt;percebo em meio ao desconsolo&lt;br /&gt;dos tons pasteis&lt;br /&gt;e do suave arfar do peito ainda dolorido&lt;br /&gt;uma possibilidade de esquecimento&lt;br /&gt;receosa&lt;br /&gt;vasculho o universo&lt;br /&gt;sem me deter em antigo porto&lt;br /&gt;sou uma viajante do futuro&lt;br /&gt;mas antigas paisagens&lt;br /&gt;teimam em voltar sorrateiramente&lt;br /&gt;guiando-me como uma cerebração&lt;br /&gt;usando como cidadela&lt;br /&gt;firme construção de pedras&lt;br /&gt;da minha vontade consciente&lt;br /&gt;rejeito-as todas&lt;br /&gt;e logo salto na  parada mais próxima&lt;br /&gt;que hoje considero segura....&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-2958402749763340268?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/2958402749763340268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=2958402749763340268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2958402749763340268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/2958402749763340268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/03/cerebracao-inconsciente-guacira-maciel.html' title='Cerebração                    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4473028716537447980</id><published>2010-03-08T00:20:00.000-08:00</published><updated>2011-03-13T06:18:08.027-07:00</updated><title type='text'>Contrapondo...                           (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Este é parte do prólogo do meu próximo livro:A  Importância da Arte na Aprendizagem, em fase final de revisão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu trabalho, aqui exposto, é apenas um sussurro, embora ousado ao escapar  da meia-voz...Uma transgressão fortalecida pela compreensão, entre outras experiências, do que li em um prefácio, e ouvi pessoalmente de Edgar Morin numa conferência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acredito que nos tornamos intelectuais quando enfrentamos problemas humanos, morais, filosóficos, sociais, de forma não especializada [...]É preciso ter coragem intelectual"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo não é o de entrar para o ‘seleto rol dos intelectuais’, mas o de poder me expressar sem que esteja ‘infligindo alguma lei do olimpo’, ou que o que digo aqui seja considerado um delírio. No presente é fundamental discutir a permanência da centralidade na ciência acadêmica como único caminho, assim como de seus métodos, sem diálogo com as percepções que levam por outros caminhos e respectivas comprovações. Este livro é o resultado do enfrentamento cotidiano de problemas humanos e, consequentemente, sociais, em anos e anos atuando na educação. Existirá problema mais humano e social que este?&lt;br /&gt;Qualquer projeto de Educação precisa estar aberto aos questionamentos e às possibilidades do novo em todas as dimensões; em sendo assim, trago à discussão a percepção de que, como proposta de superação da fragmentação disciplinar, a Arte se constitui um riquíssimo e amplo caminho para ajudar a compreensão da possibilidade de expansão das idéias e do pensamento, na busca de evitar que os sujeitos, alvo dos sistemas, se tornem indecisos, frágeis e inconsistentes, para se tornarem libertos e “errantes”, na perspectiva de acolher essa possibilidade, e não uma verdade endurecida e única, comprovada e eternizada por uma ‘elite de pensadores’. Aliás, o próprio caminho é que deverá se constituir o objeto e o objetivo da proposta de educação para o momento em que estamos vivendo e para o que advirá, doravante sem condição de previsibilidade alguma. Precisamos nos colocar na condição de viajantes e observar que a paisagem muda à medida que caminhamos, apresentando novas exigências e que é preciso estar atentos, porque essa passagem nos acrescenta aprendizagens novas e outras formas de olhar, necessitando que mudemos a direção e observemos sob outras perspectivas. Isso ensina ao viajante.&lt;br /&gt;Existem nuances do conhecimento que a ciência não explica, ou seja, não há como determinar que só é ciência o que a razão e o método explicam - mesmo porque os outros caminhos também têm sua lógica, sua filosofia e suas ‘razões’ - é imprescindível dialogar com a subjetividade e suas possibilidades; com os caminhos que só o são depois da passagem do viajante; aqueles que margeiam as ‘autopistas’, que acontecem de forma autodidata; além da própria Filosofia, porque somos sujeitos da história antes de tudo e essa se constitui uma condição primeira, uma condição antecedente, uma vez que temos experiências humanas comprováveis.&lt;br /&gt;Sinto muita insatisfação, uma espécie de comichão, de inquietude muito apaixonada quando percebo o encaminhamento dessas questões com um determinismo que encerra a condição humana de extrapolar os cânones, as bitolas acadêmicas e o cientificismo, muitas vezes bastante estreitos, porque a vida é um arcabouço a ser preenchido quando percorridos os possíveis caminhos, e os sujeitos em suas vivências têm formas diferentes de caminhar, inclusive porque uma minoria não pode ditar regras para a multidão, nem encerrar o saber entre grades, se a cada segundo outras e outras formas diferentes se nos apresentam como possibilidade e se vão incorporando às identidades humanas, cuja porta precisará permanecer sempre entreaberta.&lt;br /&gt;Nós, professores, precisamos nos desencaminhar; como viajantes precisamos observar o traçado dos 'cruzamentos', ou das 'encruzilhadas', como outras possíveis formas, criando elas mesmas uma nova retórica, sem essa institucionalização dos sistemas, que emperra, que endurece, que constrói grades, vindo a reinstalar uma ciência que no passado já percorreu um caminho único. É preciso lembrar que a (re)organização do cosmo partiu da sua própria desintegração; do caos. Então, propostas de políticas para uma educação que faça sentido, que tenha significado para a juventude só poderá ocorrer se percebermos a necessidade e tivermos a coragem e a força interior de desconstruir, de fazer ruir esse amontoado de propostas, e programas paliativos, sem consciência, compensatórios, emergenciais e inconsistentes, porque pouco profundos e filhos da falta de reflexão.&lt;br /&gt;No pensamento de Jacques Derrida, ícone da teoria da abordagem Pós modernista, na Teoria das Organizações (TO), uma desconstrução que se fundamente no modo de construção original pode revelar significados ocultos, ou seja, possibilitar a construção de uma outra verdade/interpretação, ainda que temporária, que encaminhe para a pluralidade de discursos e conseqüente disseminação dessa outra 'verdade'.&lt;br /&gt;A institucionalização, ou racionalidade com que impregnamos os instrumentos/sistemas, levam ao “aprisionamento das ações sociais, acabando por se refletir na concepção de justiça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem ocorrendo, de forma recorrente, uma situação que considero gravíssima nas nossas escolas brasileiras, como conseqüência da falta de conhecimento, compreensão dessa outra verdade/interpretação, e reflexão sobre as questões sociais, terminando por inviabilizar que a oferta de educação aconteça de forma irrestrita. Assim, as escolas se tornam reféns da institucionalização irracional dos sistemas. Aliás, a educação termina por se constituir uma oferta por força de lei, e não um direito anterior; o direito humano a educar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me veio ao pensamento Cecília Meireles:&lt;br /&gt;“Renova-te.&lt;br /&gt;Renasce em ti mesmo&lt;br /&gt;Multiplica os teus olhos&lt;br /&gt;para verem mais”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4473028716537447980?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4473028716537447980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4473028716537447980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4473028716537447980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4473028716537447980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/03/contrapondo-guacira-maciel.html' title='Contrapondo...                           (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-3514998017957864162</id><published>2010-03-03T12:06:00.000-08:00</published><updated>2011-07-04T06:01:33.060-07:00</updated><title type='text'>Ubiquidade                           (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não há melodia sem matizes&lt;br /&gt;assim&lt;br /&gt;obrigo-me a aceitar&lt;br /&gt;a minha própria ubiquidade...&lt;br /&gt;não sou sombra&lt;br /&gt;não sou luz&lt;br /&gt;há nesse não limite&lt;br /&gt;um universo pessoal úbere&lt;br /&gt;não percebido&lt;br /&gt;subjetivo&lt;br /&gt;límbico...&lt;br /&gt;a minha própria morada&lt;br /&gt;é transitória&lt;br /&gt;onde eu mesma moro morro&lt;br /&gt;e reacendo...&lt;br /&gt;diluo-me&lt;br /&gt;reencontro-me&lt;br /&gt;e fujo para anular tormentos e delírios...&lt;br /&gt;as palavras tintas&lt;br /&gt;são corroidas pelas traças do tempo&lt;br /&gt;e permaneço no compasso undívago...&lt;br /&gt;então&lt;br /&gt;não tenho morada&lt;br /&gt;sou estrangeira em mim...&lt;br /&gt;a minha alma permanece onipresente&lt;br /&gt;caminhante ausente das vagas&lt;br /&gt;numa complexidade indefinida&lt;br /&gt;mas inexorável e definitiva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-3514998017957864162?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/3514998017957864162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=3514998017957864162' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3514998017957864162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/3514998017957864162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/03/ubiquidade-guacira-maciel.html' title='Ubiquidade                           (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-6758074147470831116</id><published>2010-01-28T05:53:00.000-08:00</published><updated>2011-07-04T06:09:33.748-07:00</updated><title type='text'>Sem objeção...                    (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As cores eram mornas e suaves&lt;br /&gt;como saidas de um sonho crepuscular...&lt;br /&gt;não ousei perturbar a quietude&lt;br /&gt;daquele quase sono&lt;br /&gt;e permaneci imersa&lt;br /&gt;rendida à natureza e sua mansidão...&lt;br /&gt;o dia se diluia gris&lt;br /&gt;sem objeção à luz do luar...&lt;br /&gt;àquela paz não carecia me submeter&lt;br /&gt;era branda...&lt;br /&gt;abriguei-a...&lt;br /&gt;não precisei correr atrás do sol&lt;br /&gt;e suplicar que permanecesse mais um pouco&lt;br /&gt;para derreter os cristais&lt;br /&gt;pontiagudos de minh'alma&lt;br /&gt;a noite era promessa de paz...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-6758074147470831116?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/6758074147470831116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=6758074147470831116' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6758074147470831116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/6758074147470831116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/01/sem-objecao-guacira-maciel.html' title='Sem objeção...                    (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-33422687.post-4952330563345962607</id><published>2010-01-26T11:58:00.001-08:00</published><updated>2011-03-13T07:41:10.324-07:00</updated><title type='text'>Aquece-te...                   (guacira maciel)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não te apresses&lt;br /&gt;não dilaceres&lt;br /&gt;o eterno&lt;br /&gt;nas garras fugases&lt;br /&gt;da paixão&lt;br /&gt;na voluptuosidade&lt;br /&gt;não cabe a impaciência&lt;br /&gt;aquece-te&lt;br /&gt;arde&lt;br /&gt;na gradual excitação&lt;br /&gt;que antecede&lt;br /&gt;o amor no ato&lt;br /&gt;fundamental antes&lt;br /&gt;amar&lt;br /&gt;um estado de coragem&lt;br /&gt;colhe a rubra&lt;br /&gt;flor dos sentidos&lt;br /&gt;na surpresa do toque&lt;br /&gt;revelado em Vênus&lt;br /&gt;mas tarde-se o fato...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/33422687-4952330563345962607?l=gpoetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gpoetica.blogspot.com/feeds/4952330563345962607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=33422687&amp;postID=4952330563345962607' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4952330563345962607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/33422687/posts/default/4952330563345962607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gpoetica.blogspot.com/2010/01/aquece-te-guaciramaciel.html' title='Aquece-te...                   (guacira maciel)'/><author><name>Guacira Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18137447005769271912</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
