Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quarta-feira, julho 16, 2014

Não há...(Guacira Maciel)

Expostos
fardos pesados
cuja beleza intrínseca
esconde-se nos abismos da alma
como setas apontadas
em frias madrugadas
ao peito ardente
silencioso
ausente
e sonha
mera ilusão
com a memória dos cristais
das noites irrequietas
como cavalos selvagens
com tanto por dizer
mas não há botões nem corolas
não há crisálidas
e não há promessa por cumprir...

Um comentário:

O Sibarita disse...

Ô lá ela! kkkkkkk

Que poema porreta, aí está o que se passa pelo seu coração! kkk

Tá tudo expostos, tá tudo a descoberto e lá ele que a entenda... kkkkk

Mil

O Sibarita