Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, janeiro 01, 2013

Estética da Literatura...(Guacira Maciel)

A um primeiro olhar os meus textos literários poderiam ser considerados uma espécie de transgressão, mas não é assim...o meu interesse em relação à Literatura é tentar entender (e desvendar) uma compreensão muito pessoal, intima mesmo, da escrita como arte e em sendo assim, não posso submetê-la a cânones, sejam quais forem eles, mesmo que acadêmicos, da língua materna, e muito menos de uma reforma ortográfica com a qual eu não tive nenhum envolvimento. Um texto literário, como criação é tão plástico quanto uma pintura, um desenho e dessa forma, como estes, não pode ser submetida a regras quanto ao que o seu autor deve falar por se tratar de percepção, de sentimento, que é muito subjetivo. Quando deixo escorregar o pincel sobre a tela, embora tenha uma ideia inicial do que penso pintar, não tenho total controle sobre o resultado final...muitas vezes o pincel é arrebatado e o trabalho escapa à minha determinação. Assim é o ato de criar escrevendo; a Literatura, diferentemente de um texto acadêmico, é simbolista, metafórica, carregada de subjetividade, de representações... Faço literatura, escrevo, para me expressar, para me fazer representar em meu tempo humano, para delete pessoal,  e de quem me lê, sem obrigação de legitimar a gramática (as vírgulas então...), até porque posso ser lida por uma diversidade tão grande de pessoas, com histórias pessoais também tão diversas que deixo de ter controle sobre o que escrevi. O meu trabalho pode ser lido (espero...) por qualquer tipo de público, inclusive aquele caracterizado por alguns como iletrado, que poderá interpretá-lo (estão liberados...) segundo sua condição ou necessidade, ou entendimento dele e de mundo, uma vez que uma obra depois de publicada, depois de entregue ao público, não pertence mais ao seu autor  no sentido do domínio interpretativo e terá tantos co-autores quantos o possam ler...
Além dessa estética do texto escrito, no sentido mais profundo, eu também preciso expor a estética da minha percepção daquilo sobre o que escrevo. A minha literatura em poesia ou prosa é muito impressionista e compõe a minha fantasia, aliada ao que percebo da vida, das relações, das coisas, da paisagem, das pessoas que, às vezes, apenas passam por mim ou daquelas que cruzam o meu caminho e me afetam por instantes que poderão jamais se repetir...e tudo isso tem uma forte dimensão de "nonsense". Sendo impressionista o meu texto é mesmo imperfeito, como eu, pois minhas metáforas e meu ritmo e pausas vão evidenciar o meu sentimento naquele exato momento, a dramaticidade que quero demonstrar, aliados à atmosfera externa e minha atmosfera intima, na tentativa de 'imprimir' ou capturar aquele fragmento de tempo através da escrita...

3 comentários:

O Sibarita disse...

Um belo texto dona moça! O problema é que sou iletrado, na boa vontade captei o nonsense... kkkkkkk

Sei não, viu essa menina? kkkk Oi ao meu ver nos poemas sempre tem algo de nós ali incrustado, tem não é? kkkkkkkkkk

Por vezes se nega isso, diz-se que é o olhar ao derredor que fez nascer o poema daquele jeito, quando na realidade está negando a si próprio, repare... kkkkk

Eu por exemplo não sou e não me acho poeta, escrevo por gostar muito, mas, tenha certeza de que todos os poemas (se é que posso chama-los de poemas) que escrevo tem sim algo de mim, algo do meu sentimento, algo do que sinto, algo do meu íntimo, algo que passei ou estou passando, algo que estou querendo ou não. Ômodeu me lenhei foi todinho! kkkkkkkkkkk

Olha, eu sempre li a maioria ou quase todos os seus textos comentando ou não desde quando passamos a interagir, posso dizer que "Estética da literatura" é um dos melhores, claro, todos que li são importantes excelentes, mas, este tem um que de não sei o que...

Este texto é tão bom e tão proveitoso que dá uma bela discussão, aliás, já estamos não? kkkkkkkkk

Dona moça, vc é muita da porreta, viu? kkkkkkk

Na postagem anterior vc instiga aos seus leitores a citarem quais os seus textos melhores e eu digo todos são de excelente qualidade.

E como foi de passagem de ano? aaiaiaiaiaaiaia... kkkkkkkkkkkkkkk

Em Jauá, uma negona boca de zero, mizeravona fez arte que Deus duvida, ai de lá eu! kkkkkkkkk

O Sibarita

Guacira Maciel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guacira Maciel disse...

Ô...e eu não respondi não, foi? kkk... Olha esse menino, você é quem é porreta, viu?
Obrigada.