Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, outubro 09, 2012

Desertos...(guacira)

Serias por acaso uma miragem?
nos desertos da distância
compulsória e infértil
a mágica alquimia
gera entre a imaginação do poeta
o vórtice espiral das tempestades de areia
e o rastro das estrelas na solitude da noite abissal
e faz surgir na seiva amina
a célula primeira da tua existência
que concebe e acaricia a tua imagem
ressurgida na trajetória das aves de arribação
sob o sol acidular
no litoral do meu pais
entre as areias brancas do Atlântico.

2 comentários:

O Sibarita disse...

Aimôpai! kkkkk Que porreta dona moça!

Na arribação tudo flui, tudo ventila, tudo se faz, tudo aflora, né não? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Muito belo poema: o coração sente e dita, a pena escreve sorrateiramente melodias em desejos plenos! Oi que bom! kkkkkk

Hummm.... kkkk

O Sibarita

Guacira Maciel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.