Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


domingo, agosto 12, 2012

Poeta AMADO (Guacira)

Peço licença...

Compus este poema quando se foi Jorge Amado, o grande poeta da prosa, com o silêncio com que uma folha se desprende do galho no outono, pousa suavemente sobre águas correntes e deixa-se levar, sem submergir...

Vai-se o poeta da prosa
sacerdote azul do candomblé
que seus tambores cala por três dias
em homenagem ao grande pai
de Gabriela
Dona Flor e Pedro Arcanjo
arrebatado por um anjo
é calado o contador
das histórias da Bahia
cai da árvore uma folha
e mais uma estrela é nascida
choram todos
Ilhéus e Itabuna
e seu amor de toda a vida
aquela
de quem há pouco o ouvimos dizer
pra mim amor se escreve com Z.

Um comentário:

O Sibarita disse...

Eita menina porreta meu Deus!Humm...kkkkkkk

O Jorge dispensa qualquer comentário, muito 10 seu poema.

Bacana sua homenagem dona moça!


O Sibarita