Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quarta-feira, maio 30, 2012

Sem vazio...(Guacira )

Preciso ouvir tua voz
denunciar o que te vai no peito
Preciso às vezes te encontrar
mas há muito não alcanço a tua alma
e busco em mim tua presença
e quem sou perde-se de mim
então te vestes de seda
e posso te tocar
sob a prata dos lençois  da lua em minha cama
te sinto estremcer e me perturbas
e  perco-me de mim sem vazio
já não sou eu em ti
mas tu em mim
deliras
te atordoas
repousas
e te vais pra sempre
mal chegada a  loira luz da aurora

3 comentários:

Carlos Ricardo Soares disse...

Olá Guacira!

Há o momento em que o amor faz pensar "somos um", mas depois...Somos dois!
Beijo

Guacira Maciel disse...

Olá, Carlos...

Que surpresa boa...obrigada.
Beijo,

Guacira.

Guacira Maciel disse...

Oi, Carlos,
esqueci de dizer que volte sempre aqui...rss