Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Afinal chegou a quarta feira de cinzas...(guacira)

e a vida começa a voltar à sua normalidade, se é possível que se diga assim...se não vivêssemos com tantas anormalidades no nosso cotidiano: brutalidade, insensibilidade, desrespeito e todas as outras formas, e mais graves, de violência sob todos os aspectos e extensivas a todos, principalmente aos mais vulneráveis, como as crianças.

O Carnaval acabou, embora em meio a tanta violência e suas consequências em Sâo Paulo, por causa daquilo por que tantas pessoas lutaram durante todo o ano...ver as escolas de samba brilharem no asfalto...

Eu fui a um paraiso. Passei dias maravilhosos, cheios de sol, paz, silêncio e junto de pessoas bacanas também. A casa onde me hospedei fica dentro de um coqueiral e as janelas e porta envidraçadas do meu quarto, bem em frente ao mar, me faziam dormir embalada pelo barulho gostoso das ondas e do vento cantando no telhado acima da minha cabeça, embora deva confessar que, na primeira noite, por mais paradoxal que possa parecer, aquele silêncio me assustou um pouco...será, pensei, que estou viva? rss...Pois é, a loucura do dia a dia nos deixa assim.


Mas estou de volta e ontem, ao deitar na minha caminha gostosa, senti o aconchego da minha casa...isso também é muito bom.

Nenhum comentário: