Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sexta-feira, dezembro 16, 2011

A representação para o imaginário...(guacira maciel)

Hoje pela manhã tomava calmamente o meu cafezinho descafeinado e fumegante, enquanto pensava no significado nada ortodoxo que os números têm para mim... sempre tive uma percepção algo esquisita sobre eles, mas essas reflexões me vieram à mente mais uma vez hoje, porque, como sempre faço todas as noites, dei uma olhada aqui no blog e vi o número de votos que, milagrosamente, ainda está sendo registrado (obrigada...), uma vez que a votação para o "Concurso TOPBLOG 2011" foi encerrada e os três finalistas escolhidos. Devo dizer que valorizo muito o fato de votarem em meu blog, porque isso se traduz em retorno e incentivo ao meu empenho para escrever mais, buscando imprimir sempre mais qualidade aos textos.
Bem...voltemos aos números e à impressão estranha que me causam...tenho aguda percepção de que quinhentos e quarenta e três ou sete...setecentos e trinta e cinco, oito, etc... não importa, são maiores que seiscentos; oitocentos, novecentos e por ai vai, porque entendo-os sempre abertos para a infinitude, para outras possibilidades, aliado à certa sonoridade que também é muito importante nesse processo...Posso explicar: os zeros me dão a idéia de fim, de restrição, de impossibilidade...
Sei que isso poderá parecer incompreensível, incongruente, etc; aliás, me perdoem os matemáticos, mas isso é muito forte e vivo em minha imaginação. Não gosto de nada fechado, acabado...até porque, mesmo que o zero não seja um conjunto vazio, e sei que não é...ele me encaminha à percepção de algo concluído e com restrição ao infinito; elemento de um universo que pressupõe limite, e a representação numérica sem ele me dá a sensação de liberdade, de possibilidades, de caminhar...Mas não pensem que não sei ou deixe de valorizar a importância que o zero tem, estando à direita de uma representação qualquer, como no meu salário, por exemplo...ali, eles serão sempre bem vindos e aceito tantos quantos quiserem acrescentar...

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