Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


domingo, setembro 04, 2011

Paralelas...(guacira maciel)

Dois caminhos duas setas
oponentes separadas paralelas
sem porto sem parada sem destino
sobrepostas ora curvas ora retas
dois caminhos duas setas
disparadas de arcos tensos
idas vindas dois caminhos em aclive
vôo livre não sem metas
duas setas dois caminhos...
mesmo em curvas ou em retas
seguem juntas paralelas
sem parada sem destino
dois caminhos duas setas...

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