Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


segunda-feira, setembro 19, 2011

Cópula infinita (guacira maciel)

E entregam-se
céus e terra
na grandeza das águas
à cópula infinita...
acolhendo a energia que destila o sol
na perene cavalgada
sob a suave luz da lua
Eva esvai-se
combinada ao elixir da imortalidade
liquefazendo-se ouro...
e correm pelas veias do dragão
refinados
os três tesouros

na eterna alquimia
energia

vida
e alma...

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