Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sexta-feira, junho 17, 2011

Bahia... (guacira maciel)


Bahia ninguém te descobriu
eras pronta
sem branco negro
mulato ou cafuso
primeiro contato luso
objetivo escuso
metáfora Brasil
Bahia minha Bahia
já foste quinta e quintal
hoje causa e conseqüência
de universal etnia
és pintura surreal
Bahia diversidade
pluralidade de dores
partilha de terra poder e amores
paradoxal arte viva
estertores
Bahia pobre exaurida
entranhas expostas doridas
ainda tens pelourinhos
porões
limites
mordaças
grilhões...

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