Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, junho 28, 2011

Ai de ti... (guacira maciel)


Ai de ti
Haiti...

choros
ais
a vida esvai-se...
vida breve
infante
furta-se
em breve idade
e a terra mãe
em profundas dores
se contorce
em estertores...

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