Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


segunda-feira, maio 23, 2011

Meia lua (guacira maciel)


Quase já se foi o plenilúnio...
a lua
quase a meio do minguante
parada no meio do céu
em meio a nuvens
estrelas
astros
me olha de soslaio
encantada no meio do
meu quarto...
ela meio que me pisca
a meio cílio o seu olhar
e meio sonolenta e prata
me dá meio sorriso
à meia luz do seu estar
sensual
por entre meio véu...
e em meio quarto de luar
me diz à meia voz
repousa em meio a teus lençóis...
já lá se vai a meio a noite
dorme
já quase é meia noite e meia...

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