Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sábado, maio 28, 2011

Alquimia... (guacira maciel)



E entregam-se
céus e terra
na grandeza das águas
à cópula infinita
acolhendo a energia
que destila o sol
na cavalgada infinita
sob a suave luz da lua
Eva esvai-se
combinada ao elixir
da imortalidade
liquefazendo-se ouro
correm pelas veias do dragão
refinados
os três tesouros
na eterna alquimia
energia
vida
e alma

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