Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quinta-feira, março 10, 2011

Tempo... (guacira maciel)



O que quero

o que procuro
o que espero
tivesse eu tempo
remontaria ao advento
e mudaria tudo...
mas sopra o vento
e leva a terra
e o tempo
e eu tento...
não sei o que quero
e procuro
e espero
e isso leva tempo
e ele não me esquece
o tempo
e eu me atormento...

Um comentário:

nagaiver disse...

Lindo poema, o tema é por excelência poético, o tempo, que tanto nos fascina e tanto nos mata no vagar das horas.