Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quarta-feira, março 16, 2011

Ausência... (guacira maciel)


Nem sempre há falta na ausênciamas nesta solidãonão vou plantar o meu jardimprevenidatento absorver tua presençapra gastardevagarinhocomo a chama de uma velaque queima solitária e mansa...e por mais que o vento sopre em tua direçãomeu círculo de luzparecenão te alcança...e queimo e me consumoe me consumo lavaincandescentecomo chorocomo chuva de verãoem gotasquente...

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