Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


domingo, fevereiro 13, 2011

Sete ventos (guacira maciel)


Absorva meu corpo
os teus perfumes

que na distância me alimentarão

e não permitam que de ti me afaste

e esmaeçam teus odores em mim...

brilhem em minh'alma os teus lumes

banhando em luz meu coração

que em silencioso compasso

ouve o som dos sete ventos

como se lhe fosse um lamento...

guardem os meus ouvidos a tua voz

que em teu silêncio me falará

balbucios doces

ora gritos

trazidos em vagas de mar...

mas te restaure a energia o meu fogo

que a temperatura me altera

e o amor

que em mágica química

nos faz arder

pois que sol

sou.

Nenhum comentário: