Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quarta-feira, setembro 22, 2010

Fragmento do meu livro...

Este trabalho seria apenas um sussurro, não fosse a ousadia de escapulir à “meia-voz”... uma transgressão fortalecida pela compreensão de que todo professor deveria ter apoio e incentivo para escrever, e, entre outras experiências, do que li em um prefácio, e ouvi pessoalmente de Edgar Morin numa conferência:
“Acredito que nos tornamos intelectuais quando enfrentamos
problemas humanos, morais, filosóficos, sociais, de
forma não especializada [... ]. É preciso ter coragem
intelectual”
Ressonância, entre outros, significa “fenômeno físico pelo qual o ar de uma cavidade é suscetível de vibrar com frequência determinada, por influência de um corpo sonoro, produzindo reforço de vibrações”. (BUENO, 2007)
Por esta razão, digo que são textos ressonantes; a transgressão extrapola a irreverência e se reveste de um caráter de transposição de si mesma, de ultrapassagem dos próprios limites quanto à sua natureza própria, indo além e induzindo a outros universos, outras possibilidades de representação no âmbito dos signos, dos ícones, representantes de realidades múltiplas. O “reforço de vibrações” é representado por essa multiplicidade, com uma “frequência determinada”, dentro do arcabouço que se configura o universo da educação (“cavidade susceptível de vibração”).

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