Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sexta-feira, janeiro 15, 2010

Manga rosa (guacira maciel)

Escrevo
e assim faço parar o tempo
pra ficar no exato momento
em que estou com você
antes que a chuva suceda as nuvens
que a poeira retorne à terra
que a vazante suceda a cheia
que à paz suceda a guerra
pra ficar no exato momento
em que durmo com você
segura e aquecida em seus braços
sentindo sua pele cheirosa
colorida que nem manga rosa
depois
que se quebre a bilha na fonte
e regando a terra
a semente
se derrame em fio de prata
e o sol
após dourada orgia
ainda sonolento
apareça no horizonte.

3 comentários:

Uma aprendiz disse...

Ai, ai....

Esses momentos precisam ser eternizados.
Em textos, na lembrança, no coração... na alma.
Para que não vaze de nós.


Lindo, lindo, lindo.
Parabéns!

Guacira Maciel disse...

Sem dúvida, vocẽ tem toda razão...e a gente, naquela hora, em que o coração arde, faz e diz tudo o que sente...
Obrigada, beijo.
Estou fora da Bahia, por isto não estou tendo tempo de visitar meus blogues prediletos e fazer comentários com calma.
Voltarei na próxima semana.
Beijo.

O Sibarita disse...

Rpaaazzzzzzzzz... A dona moça Guacira abriu o coração dos desejos, dos momentos, dos quereres, dos..., dos... kkkkkkkkk

PORRETA!

Fia, estou adorando, amando esses seus poemas, faça fé!

bjs
O Sibarita