Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


domingo, agosto 24, 2008

Entrelinhas... (guacira maciel)

Quão doido
vaga o pensamento
pelas entrelinhas do tempo
poderoso
reconstrói em imaginárias aquarelas
pálidas por vezes
tão breves quanto o alvorecer
um cenário novo
para cenas perdidas
devoradas pelas sombras gulosas
que ajuntam tudo ao seu legado
o pensamento
ileso
escorrega mutante
e busca nas cores inundadas de sol
a suavidade pastel
de um lume novo
sonoro noturno
respostas
saídas
retornos
caminhos
é a curiosidade do homem pelo homem
e dele pela vida
este é um enigma seu
eterno

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