Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


quinta-feira, maio 01, 2008

a minha rosa; canção por Beth (Guacira Maciel)

Não apenas uma rosa
a rosa amarela...
belas são todas as rosas,
mas aquela não era apenas uma rosa,
aquela rosa era uma visão;
diante dela, meu coração se encheu de luz,
sem fôlego meu peito
por uma rosa,
que precisou ser amarela.
Eu encontrei aquela rosa;
fugi, fingi não vê-la,
passei por ela,
passei, mas eu voltei,
eu tive que voltar!
Aquela rosa amarela
estava ali por mim;
me seduziu, aquela rosa,
que não era rosa, é amarela,
num único apelo, tímido, ao meu olhar.
Envolvi no meu regaço
aquele acalanto arco-íris de cetim, amarelo.
E foi comigo, e desde então
viceja junto a mim,
angelical e única,
para sempre a minha rosa amarela.