Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


sábado, julho 07, 2007

Poema sem nome (guacira maciel)

Os teus poemas
iluminam o meu dia
misterioso homem,
em cujas mãos eu poderia
repousar o meu cansaço
o meu passo
homem luso de estar difuso
pela neblina do Tejo
ou do tédio de noites sem luar
nas tuas mãos no teu olhar
eu poderia criar asas
lenta e preguiçosamente
fender o Universo
ultrapassar fronteiras
rasgar limites alçar vôo
e conhecer o horizonte
no céu do teu palato
teu olfato, teu tato
ou simplesmente no meu verso...