Da mais alta janela da minha casa, com um lenço branco, digo adeus aos meus versos que partem para a humanidade. E não estou alegre nem triste; este é o destino dos versos [...]. Quem sabe quem os lerá? Quem sabe a que mãos irão? Fernando Pessoa.

Obs. usando a autonomia que a licença poética e a própria cultura brasileira me permitem, não adoto linearmente essa segunda outorga (arbitrária) da língua portuguesa.


terça-feira, junho 26, 2007

Insonia (guacira maciel)

A partir de ti
tudo se inflama
enrubesce brota
entumesce explode
e a lava quente se derrama
desperta
nessa monotonia insone
que as energias
e reservas tornam fome
a labareda vira chama
vira inferno incontido
rubro como sangue
mas o caminho é longo
tudo engrossa e coagula
e o fogo à chama torna
e se consome

2 comentários:

Conceição Bernardino disse...

Olá!
queria-te dizer que escolhi o teu blog para uma premiação, pela beleza e pelo sentido do que vejo nele.
Se quiser conferir detalhes está aqui:
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com
Beijos,
Conceição Bernardino

guacira disse...

Olá, Conceição...
pra mim foi uma honra e um prazer; obrigada.
Foi muito bom saber que o meu trabalho foi compreendido por alguém sensível como você!
Gostaria que continuássemos a manter contato.
Beijos,
Guacira.